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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Génesis, de Karin Slaughter

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Por vezes, quando lemos uma história, perguntamo-nos o porquê de a autora estar a falar tão pormenorizadamente daquelas personagens, que são apenas meros figurantes, e que nada adiantarão à mesma.

Porque, por vezes, é nas personagens mais insignificantes que está a chave!

E, tal como essas personagens nos passam quase ao lado, também na hora de cometerem os crimes, elas passam ao lado das vítimas e dos próprios investigadores, como se não tivessem qualquer papel a desempenhar naquela trama.

 

Will e Faith vão, desta vez, investigar o que aconteceu a Anna e a Jackie, duas mulheres que conseguiram escapar de uma caverna de tortura. A primeira, está a lutar pela vida, no hospital. A segunda, matou-se depois da fuga.

Nos dias seguintes, mais duas mulheres desaparecem em circunstâncias misteriosas, suspeitando-se que tenha sido a mesma pessoa que raptou as primeiras.

Em comum, têm o facto que serem apelidadas de "cabras", não terem amigos, ninguém simpatizar com elas, terem problemas de anorexia, e de terem uma boa vida e dinheiro.

Mas, quanto mais investigam, mais andam em círculos, sem chegar a nada em concreto.

Enquanto isso, há uma criança entregue aos serviços da assistência social, à espera que encontrem a mãe, e um bebé que ninguém sabe onde, e em que condições estará, à espera de ser encontrado.

Para ajudar Will e Faith, surge a personagem Sara, uma antiga médica legista, que fará uma análise com base nos seus conhecimentos, e poderá ajudar a desvendar o mistério.

 

Nesta história, Will, que é normalmente uma pessoa calma e ponderada, perde a cabeça e quase mata uma pessoa. Será que Amanda, a sua chefe, vai gostar disso? E Will, como irá ele lidar com essa falha?

Já Faith, descobre que está novamente grávida, e que é diabética. Como irá ela conciliar estas duas condições, com o seu trabalho de investigadora?

Amanda resume esta dupla da seguinte forma:

 

Um pateta disléxico com um problema de temperamento e uma diabética gorda e fértil a quem faltam conhecimentos rudimentares de controlo de natalidade!

 

Quando tudo e todos parecem estar contra eles, e numa corrida contra o tempo, serão Will e Faith capazes de resolver o caso?

 

 

SINOPSE
 

"Mulheres brutalmente torturadas. Um padrão que as liga a todas.

A caça ao homem já começou.

Há três anos e meio, Sara Linton, antiga médica-legista, mudou-se para Atlanta na esperança de deixar para trás o seu passado trágico. A trabalhar agora num hospital, depara-se com uma mulher jovem e gravemente ferida, que a arrasta para um mundo de violência e de terror.
A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua e brutalizada, dá sinais de ter sido vítima de uma mente muito perturbada.
Quando o agente especial Will Trent se desloca à cena do acidente, descobre uma câmara de tortura enterrada na terra, uma caverna de horrores que revela uma verdade sinistra: a doente de Sara é só a primeira vítima de um assassino sádico e demente.
Arrancando a investigação das mãos do chefe da Polícia local, Will e a sua colega Faith Mitchell mergulham no turbilhão que é a caça ao assassino. Will, Faith e a severa chefe de ambos, Amanda Wagner, são os únicos obstáculos que existem entre um louco e a sua próxima vítima…"

Deixei-te Ir, de Clare Mackintosh

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Sabem aqueles desafios que nos costumam surgir, de frases com palavras pela metade, ou frases escritas no sentido inverso que, ainda assim, conseguimos decifrar porque o nosso cérebro faz a associação automática?

Também na escrita, acontece o mesmo. O autor do livro pode descrever dois acontecimentos separadamente, e o nosso cérebro fazer a associação entre os dois, sem qualquer dúvida. Por vezes, essa associação é correcta. Outras vezes, não. Pode apenas servir para o autor conduzir o leitor ao caminho que quer que ele siga, para depois o impacto da verdade ser maior. Ou significa apenas distracção ou falta de atenção do leitor.

Não sei se a autora de "Deixei-te Ir" teve alguma dessas intenções, mas a verdade é que o meu cérebro associou, de tal forma, uma coisa à outra que passei metade do livro, enganada!

De facto, nesta história, nada é o que parece. Nem sempre aqueles que julgamos vítimas são as verdadeiras vítimas. Nem sempre os que julgamos bons o são de verdade. Nem sempre aqueles que nos parecem culpados, têm culpa.

A qual destes grupos pertencerá Jenna Gray? Quem poderá confiar nela, e em quem poderá ela confiar?

Um livro a ler, para quem gosta do género!

 

SINOPSE

"Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.
Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.

Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenna, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras."

Estou a Ver-te, de Clare Mackintosh

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Comecei a ler este livro, e percebi que é mais um daqueles que não entusiasma logo às primeiras páginas. Como eu costumo dizer, tem muita "palha".

Mais à frente, começamos então a entrar no que interessa e eu, com os meus palpites, disse para comigo que, se fosse eu, teria escolhido determinada personagem para mau da fita.

Percebo, no final, que a autora, mesmo sem saber, me fez a vontade!

 

Costuma-se dizer, muitas vezes, que devemos sempre agir como se estivéssemos a ser observados. 

E se, de facto, estivermos mesmo a ser observados?

Se alguém por aí souber exactamente o que nós levamos vestido, onde moramos, onde trabalhamos, que percurso fazemos habitualmente, se usamos escadas ou elevadores, se costumamos andar sozinhas ou acompanhadas... E se esse alguém resolver partilhar, com quem quiser, todas essas informações?

E se, à custa disso, começarem a aparecer mulheres roubadas, violadas, assassinadas?

Imaginem que era a vossa foto que viam, no lugar onde outras tiveram antes, com um destes finais atrás referidos.

Seria possível não nos tornarmos paranoicas, e procurar o inimigo em cada pessoa com quem lidamos, e em cada desconhecido com que nos deparamos no dia a dia?

Seria possível ignorar que, a qualquer momento, podemos ser atacadas e perder a vida?

E se, em vez de nós, esse perigo se tornar real para a nossa filha, numa espécie de jogo de gato e rato, e não pudermos fazer nada para o impedir?

Será que a polícia vai descobrir quem está por detrás deste site, usado para fins criminosos, e evitar que mais alguém seja apanhado na rede?

 

Sinopse:

"Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa. 

Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).

Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio. 

Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo."

Escrito na Água, de Paula Hawkins

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Confesso que as primeiras páginas deste livro não me entusiasmaram.

É preciso alguma atenção, porque são muitas as personagens apresentadas, e que parecem não ter qualquer relação entre si, nem com a história em si.

Tudo gira em torno do "poço das afogadas", um local onde já várias mulheres perderam a vida, em circunstâncias que ninguém parece saber, ou querer, explicar.

Nel andava a investigar, por sua conta, todas as histórias. Mas queria fazer a sua pópria versão das mesmas. O seu trabalho incomodava quase todos os que ali viviam. Até ao dia em que, também ela, aparece morta no rio.

Nickie, que todos consideram uma velha louca, pode ser a única a saber a verdade. Fala com os mortos, ouve-os, sabe como tudo aconteceu. Mas ninguém lhe dá ouvidos. Por isso, ela fica calada. Ou talvez tenha contado a Nel, antes de ela morrer...

Numa história em que todos parecem suspeitos, ou ter motivos para acabar com a vida de Nel, só no final se vai descobrir quem o fez, embora antes disso se comece a revelar o mistério.

O que mais me agradou nesta história foi, decididamente, o final que a autora lhe deu!

Depois de imaginar a cena que pensava ser a verdadeira, fiquei mesmo surpresa e a pensar "A sério? Tão simples quanto isso?" 

 

 

SINOPSE

"Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente." 

Um Pequeno Favor, de Darcey Bell

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Emily e Stephanie são duas mães, de dois rapazes que, por coincidência, estudam na mesma escola e são amigos.

Entre elas estabeleceu-se uma amizade que as leva a vários programas juntas, e com os filhos de ambas. Uma amizade que leva Emily a confiar em Stephanie no que diz respeito a deixar o seu filho com ela, incluindo naquele dia em que desapareceu.

Será mesmo assim? Todas as pessoas têm segredos...

 

Stephanie é viúva. O falecido marido, e pai do seu filho, morreu num acidente de carro, juntamente com o irmão. Para ocupar o seu tempo, ela criou um blog onde fala da sua experiência sobre a maternidade, e partilha ou pede dicas e conselhos a outras mães. Será tudo isto verdade? Todas as pessoas têm segredos, e Stephanie é uma delas...

 

Emily é uma amiga verdadeira, mãe exemplar, mulher trabalhadora que tem um casamento quase perfeito. Num dia como outro qualquer, deixa o seu filho com a amiga, ficando de ir buscá-lo mais tarde. Nada de anormal, apenas um pequeno favor, igual a tantos outros. Só que, desta vez, Emily desaparece. Mais tarde, é encontrado um corpo. Na impossibilidade de reconhecimento presencial, o processo faz-se através do ADN, confirmando as suspeitas. Terá Emily, de facto, morrido? Toda a gente tem segredos, e Emily é uma perita neles...

 

Depois do livro da autora Gillian Flynn "Em Parte Incerta", muitos foram os autores que quiseram igualar ou até superar este thriller que tanto sucesso teve. Até hoje, nenhum o conseguiu. Nesse aspecto, este livro acaba por ser mais uma, de várias tentativas falhadas.

É um livro que prende à medida que vamos avançando na leitura. Numa história contada, maioritariamente, pela Stephanie real, e pela Stephanie blogger, vamos ter, mais à frente, a versão contada pela própria Emily, e pelo marido Sean.

A explicação para tudo o que aconteceu chega pouco depois do meio da história, embora queiramos continuar a ler, só para ver como tudo vai acabar, e quem se irá safar no meio de tantos segredos.

Uma coisa é certa: é feita uma autópsia, é encontrado o anel de Emily no corpo e o ADN coincide. Que dúvidas pode haver de que Emily, efectivamente, morreu? O ADN não mente, e essa é uma verdade incontestável, até mesmo nesta história. Colocando a hipótese de ela estar viva, como se justificaria o relatório da autópsia? Mais, é-nos dado a conhecer que a pessoa que morreu revelou vários danos internos, devido a consumo continuado de drogas e álcool. Emily teve um passado que envolveu drogas e álcool, embora tenha recuperado há muitos anos.

 

Assim, em que é que ficamos? Estará Emily viva, ou morta?

Que segredos esconde esta história, que transforma um pequeno favor em algo totalmente impensável?

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