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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Rapariga de Antes, de JP Delaney

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Emma e Jane - duas mulheres, duas inquilinas do n.º 1 de Folgate Street. Emma, a anterior inquilina. Jane, a actual. O que as une, e o que as separa? O que têm em comum, e o que têm de diferente estas duas personagens?

 

Emma, num momento anterior, procurava, juntamente com o namorado Simon, uma nova casa para arrendar, e com a máxima segurança, dado que tinha sido vítima de assalto uns dias antes.

Jane, no presente, procura uma nova casa, para tentar recomeçar a sua vida, após a perda da sua bebé, que nasceu sem vida.

Ambas foram selecionadas, após preencherem um extenso questionário, e irem a uma entrevista com o arquitecto que construiu a casa, e que é o senhorio.

Viver no n.º 1 de Folgate Street não é para todos. Existem demasiadas regras que muitos não estão dispostos a aceitar e cumprir. Eu própria nunca o faria. Seria quase como estar a viver constantemente vigiada, com receio, a planear cada movimento e cada gesto - uma espécie de prisão domicilária.

Muitos inquilinos não aguentaram mais que umas semanas, e sairam.

Ainda assim, é uma casa incrível, que capta a atenção de quem a visita, e dotada da mais alta tecnologia, para que tudo funcione de forma perfeita, e nada falhe.

A determinado momento, alguém diz: "Quer um conselho? Arranje uma casa normal e coloque-lhe uma fechadura dupla."

E não é que até tinha uma certa razão?! É que a tecnologia é fantástica, mas também pode ser falível.

 

 

Mal comecei a ler este livro, a vontade era só parar na última página!

A história vai alternando entre o passado, com Emma, e o presente, com Jane. Confesso que, a determinado ponto, já não sabia bem se o que estava a ler dizia respeito a uma ou a outra, tal a forma como tudo se repetia com as duas.

 

 

Ambas estão abaladas psicologicamente. Ambas são parecidas, e igualmente parecidas com a falecida mulher de Edward, o senhorio. Ambas se envolverão num relacionamento com Edward, e repetirão muitas das conversas, das cenas, dos momentos que passaram com este.

Até ao momento, existe apenas uma diferença entre elas - Emma está morta. Jane ainda vive. Por enquanto...

 

 

Tudo o resto que distingue as duas, irão descobrir à medida que forem avançando na leitura do livro que, apesar de nos querer empurrar à força para uma determinada direcção, nada mais faz do que nos distrair para que não percebamos de onde vem o verdadeiro perigo.

 

Obsessão online

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Sinopse:

"Estamos constantemente ligados através dos nossos telefones, laptops e da Web. Contudo, enquanto olhamos para os nossos ecrãs, quem olha para nós? Conheça Emma, uma bela estudante universitária do Midwest que acabou de chegar a Nova Iorque, entusiasmada por estar sozinha na grande cidade. Contudo, quando um perseguidor consegue entrar nos seus dispositivos, ele destrói as ilusões de Emma de privacidade e ela descobre quão frágil pode ser a nossa noção de segurança. Ashley Benson protagoniza este thriller psicológico inovador que explora um mundo em que as câmaras estão sempre ligadas e alguém está sempre a ver."

 

Vimos este filme no sábado à noite. O meu marido, que já estava com sono, ia adormecendo!

É um filme estranho, parado, não é daqueles com acção, que nos assusta a ponto de nos fazer saltar do sofá, mas não deixa de ser assustador.

Em determinados momentos, torna-se aborrecido mas, ao mesmo tempo, sinistro.

Embora com temáticas totalmente diferentes, lembrou-me um pouco o "Projecto Blair Witch", uma espécie de gravação amadora. Poderia ter sido, dentro do caminho escolhido, muito melhor explorado e com maior credibilidade. Parece muitas vezes uma tentativa falhada.

 

 

Mas, continuo a dizer, é assustador! 

Assustador quando vemos aquele vulto preto a deambular pela casa. Quando percebemos que alguém anda a vigiar. Que alguém consegue ter controlo sobre as nossas conversas, sobre o nosso telemóvel, sobre a nossa vida.

Assustador quando essa pessoa está a uns passos de nós enquanto dormimos, sabe tudo sobre nós, mesmo aquilo que não era suposto.

Assustador porque, no final, Emma, que já está em pânico e aterrorizada, vai mesmo ser atacada, enquanto conversa com a mãe no pc, e vamos permanecer na incógnita sobre o que lhe aconteceu, e quem esteve por detrás de toda aquela perseguição e obsessão.

Não daquela forma em que os sustos são momentâneos, mas passam. É mais aquele receio que se infiltra no nosso subconsciente.

 

As cenas que me fizeram mais confusão foi a que Emma chega a casa e se depara com o seu gato morto. E a cena em que, durante segundos, se vê uma sombra preta passar pela porta interior.

No meio de todo este mistério, há uma frase bem real, e que acho que ainda não percebemos bem as consequências que daí poderão resultar:

 

"Na internet, consegue-se encontrar tudo..."

Escrito na Água - já alguém por aí leu?

Wook.pt - Escrito na Água

 

SINOPSE



CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS. NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.

Nel vivia obcecada com as mortes no rio. O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

Agora, é ela que aparece morta. Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

Que segredos escondem aquelas águas? Para descobrir a verdade, Jules ver-se-á forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.
Um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou maior intensidade do que A Rapariga no Comboio.

Quando o Ódio Matar

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Três mulheres, três histórias, três segredos...

E uma personagem misteriosa, com uma história paralela, que nos vai sendo narrada e que, só no final, o leitor saberá a qual destas três mulheres pertence.
É, sem dúvida, um livro que prende logo na primeira página, e nos faz querer chegar depressa ao final, para ver se o ódio irá mesmo matar a personagem mais desprezível que encontramos na trama.
E tudo isto, enquanto é investigado o assassinato de uma quarta mulher cujo crime, quem sabe, não ajudará alguém a planear, com maior precisão, o crime perfeito.

Anna Eiler é a agente de polícia encarregada do caso da mulher assassinada encontrada no lago.

Julia Almliden e Ing-Marie são jornalistas, colegas de trabalho que pouco falam entre si, mas vão trabalhar em conjunto para resolverem este crime.

Na maioria da vezes, conseguem as melhores pistas muito antes da própria polícia. Com sorte, serão elas a entregar o criminoso de bandeja às autoridades, que parecem andar a brincar, sem avançar no caso, e com um chefe que, a meio da trama, se torna ele próprio um suspeito.

Anna, Julia ou Ing-Marie - qual destas mulheres está a planear matar o seu próprio pai, e que motivos a terão levado a fazê-lo?

Ao longo do livro vão sendo expostos esses motivos, e o episódio em concreto, que a levou a tomar essa decisão. 

A partir daí, ela irá anotar tudo o que deve fazer, e o que deve evitar, num alegre e colorido bloco de notas com uma capa de madalenas. Vai ver filmes sobre crimes perfeitos, assistir a exposições sobre métodos de tortura, pesquisar sobre drogas para anestesiar, e tudo o mais que seja necessáriopara concretizar a sua missão.

Mas será que, chegando ao momento, ela terá mesmo coragem de o fazer? Será que tudo vai correr mesmo, como ela tinha planeado?

Terão que ler, para descobrir! Eu recomendo!

Enquanto Dormes, de Alberto Marini

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A felicidade de alguns incomoda muita gente. E há quem só se sinta feliz, quando vê que as outras pessoas não o estão. Agora, imaginem aquilo que uma pessoa pode chegar a fazer para conseguir esse objetivo. Até que ponto, à semelhança de uma sanguessuga que se alimenta do nosso sangue, pode alguém chegar, para saciar a sua própria felicidade, tornando a vida dos que o rodeiam num verdadeiro inferno?

Cillian é assim. Fica feliz com o mal dos outros, alimenta-se da tristeza, do sofrimento, das lágrimas, do desespero de outras pessoas. E sempre que tem oportunidade de acabar com o sorriso e alegria de alguém, não hesita, tornando essa a sua próxima missão a cumprir.

Uma missão que pesa no prato da balança, que todas as manhãs decide o seu destino, consoante o lado para o qual se inclinar mais – o de algo que lhe dê motivos para continuar vivo, ou o de não ter nada que o faça querer viver.

 

 

A última missão que tem a seu cargo, e que mais trabalho lhe está a dar, é conseguir tirar o sorriso de Clara, uma das condóminas do prédio onde exerce a função de porteiro, e que parece não se deixar afectar por nada, estando sempre bem disposta. E, como porteiro, tem acesso a determinados meios que, apesar de óbvios, ninguém se dá conta deles.

 

 

Quantas vezes não nos alertam para o tipo de informação que publicamos, por exemplo, nas redes sociais? Para as imagens que partilhamos, para aquilo que divulgamos sobre a nossa vida, e sobre nós, que poderá ser, mais tarde, usado para fins menos próprios?

Quantas vezes não nos indignamos com a presença de câmaras de filmar em determinados locais.

Quantas vezes não ficamos escandalizados com a invasão da nossa privacidade, com a gravação de conversas sem nosso conhecimento, com gravação de imagens sem sequer desconfiarmos?

Quantas vezes não ficamos estupefactos com o facto de os países mais poderosos do mundo andarem a vigiar tudo o que se passa nos outros, e a quantidade de informação que controlam?

É quase como se vivêssemos uma espécie de “Big Brother” a nível mundial.

E não há nada que possamos fazer para controlar, embora não nos afecte, na maioria do tempo, directamente.

Agora imaginem tudo isso, mas a uma escala bem mais pequena. Uma pessoa que, dada a sua função, tem a acesso aos nossos horários, às nossas rotinas, à nossa correspondência. Que tem acesso a todas as chaves de todos os condóminos. Que poderá, até mesmo, ter acesso à nossa casa, a cada uma das divisões, aos nossos bens pessoais, aos nossos objectos. Que poderá, em última análise, ter acesso ao nosso próprio corpo…

 

E tudo isto, sem sequer desconfiarmos do que se passa, e que alguém está tão assustadoramente perto de nós, enquanto dormimos.

 

É aterrorizante, não é? Sem dúvida que sim.

Nem é bom pensar no quão doentio pode ser alguém que aja como esta personagem, que vamos conhecendo melhor a cada página que lemos, tomando conhecimento de tantas outras barbaridades que ele cometeu ao longo da sua vida.

 

Conseguirá ele concretizar o seu objectivo, e destruir de uma vez por todas a alegria de Clara, antes de partir para a próxima missão? E, haverá mesmo uma próxima missão?

 

"Enquanto Dormes" é um excelente livro para nos deixar em alerta máximo, de olhos bem abertos e, de preferência, bem acordados, porque nunca se sabe o que poderá acontecer quando adormecermos, e enquanto dormimos!

 

 

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