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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Viúva, de Fiona Barton

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Dawn é mãe solteira, vive com a sua filha Bella, de 2 anos, e surge aos olhos do leitor como uma mãe dedicada e protectora mas que, no fundo, acaba por neglicenciar a filha por conta da lida de casa, ou quaisquer outros motivos que esteja a esconder.

E, assim, num momento, Bella estava no jardim a brincar com o gato. No seguinte, tinha desaparecido, dando início a uma busca pela menina, e consequente investigação, que levará até Glen, o principal suspeito.

No entanto, apesar de tudo apontar para Glen, não existem provas para o acusar e, após o julgamento, em que é considerado inocente, sai em liberdade.

Ao longo de todo este tempo, Jean, a sua mulher, foi o seu grande apoio, nunca duvidando da sua inocência. Ou será que, afinal, não estava assim tão certa?

Bella nunca apareceu, e nunca se conseguiu descobrir o que tinha acontecido. Lutando contra os vizinhos, os jornalistas e até contra a polícia, Glen e Jean mantiveram-se unidos da defesa da sua inocência.

Até que, sem nada que o previsse, Glen morre atropelado por um autocarro. Logo no momento em que começavam a surgir novas pistas e desenvolvimentos, que ajudariam a incriminá-lo.

 

Conseguirá a polícia descobrir agora o paradeiro de Bella, quando a única pessoa que poderia explicar o que tinha feito, está morta?

Saberá Jean a verdade, e estará agora disposta a revelá-la? 

E a quem o fará - à polícia, ou à imprensa que nunca lhe largou a porta durante todo aquele tempo?

No final, qual será a verdade sobre o desaparecimento de Bella, e quem realmente esteve implicado?

 

Gostei da história, porque nos faz sempre vacilar entre acreditar no óbvio, ou suspeitar que pode haver algo mais que não estamos a ver. E no fim, há uma mistura de surpresa com constatação.

 

 

E deixo aqui uma dúvida que me surgiu ao longo da leitura:

Para um investigador, é mais frustrante descobrir o criminoso, quando esse não pode mais pagar pelos seus crimes, e perceber que nada mais pode fazer porque se confirma o pior cenário, ou permanecer na dúvida, sem nunca descobrir quem cometeu o crime, mantendo a esperança de que ainda haja algo a fazer para salvar uma vida?

 

 

"SINOPSE

A MULHER
A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.

O MARIDO
Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam. Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.

A VIÚVA
Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história.

Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe."

Se Conhecessem a Minha Irmã, de Michele Adams

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Irini foi dada pelos pais, em criança, e foram os tios que a criaram.

É a irmã rejeitada, a criança que ninguém quer.

Mesmo em adulta, quando a sua irmã insiste que ela deve ir ao funeral da mãe, e a obriga a hospedar-se na casa da família, o próprio pai lhe diz que não deveria ter vindo.

Irini só quer saber porque foi dada. Porque razão não quiseram os pais ficar com ela. Mas ninguém parece querer falar do passado, ou dar-lhe qualquer justificação.

 

Elle foi a irmã com quem os pais decidiram ficar. A irmã que todos quiseram impedir de se aproximar de Irini, sem sucesso, ao longo dos anos. A eleita, a escolhida, a preferida de todos...Será mesmo?

Elle é aquela pessoa, a única que liga Irini ao passado e à família, da qual Irini quer fugir mas, ao mesmo tempo, da qual não se consegue afastar.

Elle acaba sempre por encontrar a irmã, por mais que esta lhe troque as voltas.

 

À medida que vamos lendo o livro, vamos conhecendo uma Irini muito passiva, que se deixa comandar, que está disposta a tudo para não ficar sozinha, mesmo que isso implique lidar com mentiras que ela sabe que o são, e aceitar que só estão com ela por interesse. Tudo é preferível à solidão, à rejeição. Tudo por uma vida minimamente normal.

 

Elle é uma mulher bipolar. Tão depressa trata bem a irmã, como o contrário. Tão depressa a protege, como a ameaça. Tanto se porta como uma mulher adorável, como se mostra uma cabra.

O pai de ambas parece um homem sem vontade própria, que cede às vontades de Elle e faz o que ela quer, temendo-a.

 

Como foi que a mãe de Irini e Elle morreu, e o que pretende Elle com a presença de Irini onde não é desejada?

Dias depois, o pai de ambas é encontrado morto, no mesmo dia em que Irini regressa a casa, deixando para trás tudo e todos. Elle desaparece misteriosamente, e Irini percebe que o testamento a deixa como herdeira do pai.

A polícia vai querer saber o que tem Irini a ver com tudo isto, e de que forma está implicada.

E se ela não for quem julgamos que seja?

 

E se, afinal, tivermos estado enganados desde o início, e as coisas forem totalmente opostas àquilo que julgámos ser verdade? Haverá ainda alguém para desvendar o mistério?

Ao Fechar a Porta, de B.A. Paris

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O que posso dizer deste livro?

Lembra-me aquele ditado "Quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro".

Lemos a sinopse, e pensamos de imediato "alguma coisa se passa".

Começamos a ler o livro e pensamos "O Jack é um sacana controlador, que não deixa a mulher fazer nada sozinha".

É sufocante não poder almoçar sozinha com as amigas, não ter o seu próprio dinheiro, o seu próprio telefone, o seu próprio endereço de email, uma caneta que seja ou um bloco de notas na mala, e por aí fora.

Mas, será só isso que aquela porta esconde? Ou existirão outros segredos mais macabros? Será Grace, de facto, a vítima que aparenta, e o Jack o mau da fita que a autora dá a entender?

 

Confesso que esperava muito mais desta história, e muito mais da Grace, embora não faça ideia se, no lugar dela, não faria o mesmo. No final, sim, teve a minha aprovação, pela forma como deu a volta, escapando impune.

Surpreendeu-me que a chave para tudo tenha vindo de quem menos se esperava, e da forma como foi oferecida.

Se, na maioria das vezes, as mulheres conseguem ser "cabras" umas com as outras, ainda existem algumas que são solidárias, nos bons e maus momentos. 

E se, convivendo com os outros, achamos que os conhecemos bem e nem nos apercebemos de algo errado, ainda há quem decifre o enigma, e consiga perceber que existe um ponto negro, no meio de uma tela branca.

Mas este livro desiludiu-me, sobretudo, pela previsibilidade. 

 

 

SINOPSE

"Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. a paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace... Ela e Jack são inseparáveis. 

Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira? 

Um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder."

 

 

 

Génesis, de Karin Slaughter

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Por vezes, quando lemos uma história, perguntamo-nos o porquê de a autora estar a falar tão pormenorizadamente daquelas personagens, que são apenas meros figurantes, e que nada adiantarão à mesma.

Porque, por vezes, é nas personagens mais insignificantes que está a chave!

E, tal como essas personagens nos passam quase ao lado, também na hora de cometerem os crimes, elas passam ao lado das vítimas e dos próprios investigadores, como se não tivessem qualquer papel a desempenhar naquela trama.

 

Will e Faith vão, desta vez, investigar o que aconteceu a Anna e a Jackie, duas mulheres que conseguiram escapar de uma caverna de tortura. A primeira, está a lutar pela vida, no hospital. A segunda, matou-se depois da fuga.

Nos dias seguintes, mais duas mulheres desaparecem em circunstâncias misteriosas, suspeitando-se que tenha sido a mesma pessoa que raptou as primeiras.

Em comum, têm o facto que serem apelidadas de "cabras", não terem amigos, ninguém simpatizar com elas, terem problemas de anorexia, e de terem uma boa vida e dinheiro.

Mas, quanto mais investigam, mais andam em círculos, sem chegar a nada em concreto.

Enquanto isso, há uma criança entregue aos serviços da assistência social, à espera que encontrem a mãe, e um bebé que ninguém sabe onde, e em que condições estará, à espera de ser encontrado.

Para ajudar Will e Faith, surge a personagem Sara, uma antiga médica legista, que fará uma análise com base nos seus conhecimentos, e poderá ajudar a desvendar o mistério.

 

Nesta história, Will, que é normalmente uma pessoa calma e ponderada, perde a cabeça e quase mata uma pessoa. Será que Amanda, a sua chefe, vai gostar disso? E Will, como irá ele lidar com essa falha?

Já Faith, descobre que está novamente grávida, e que é diabética. Como irá ela conciliar estas duas condições, com o seu trabalho de investigadora?

Amanda resume esta dupla da seguinte forma:

 

Um pateta disléxico com um problema de temperamento e uma diabética gorda e fértil a quem faltam conhecimentos rudimentares de controlo de natalidade!

 

Quando tudo e todos parecem estar contra eles, e numa corrida contra o tempo, serão Will e Faith capazes de resolver o caso?

 

 

SINOPSE
 

"Mulheres brutalmente torturadas. Um padrão que as liga a todas.

A caça ao homem já começou.

Há três anos e meio, Sara Linton, antiga médica-legista, mudou-se para Atlanta na esperança de deixar para trás o seu passado trágico. A trabalhar agora num hospital, depara-se com uma mulher jovem e gravemente ferida, que a arrasta para um mundo de violência e de terror.
A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua e brutalizada, dá sinais de ter sido vítima de uma mente muito perturbada.
Quando o agente especial Will Trent se desloca à cena do acidente, descobre uma câmara de tortura enterrada na terra, uma caverna de horrores que revela uma verdade sinistra: a doente de Sara é só a primeira vítima de um assassino sádico e demente.
Arrancando a investigação das mãos do chefe da Polícia local, Will e a sua colega Faith Mitchell mergulham no turbilhão que é a caça ao assassino. Will, Faith e a severa chefe de ambos, Amanda Wagner, são os únicos obstáculos que existem entre um louco e a sua próxima vítima…"

Deixei-te Ir, de Clare Mackintosh

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Sabem aqueles desafios que nos costumam surgir, de frases com palavras pela metade, ou frases escritas no sentido inverso que, ainda assim, conseguimos decifrar porque o nosso cérebro faz a associação automática?

Também na escrita, acontece o mesmo. O autor do livro pode descrever dois acontecimentos separadamente, e o nosso cérebro fazer a associação entre os dois, sem qualquer dúvida. Por vezes, essa associação é correcta. Outras vezes, não. Pode apenas servir para o autor conduzir o leitor ao caminho que quer que ele siga, para depois o impacto da verdade ser maior. Ou significa apenas distracção ou falta de atenção do leitor.

Não sei se a autora de "Deixei-te Ir" teve alguma dessas intenções, mas a verdade é que o meu cérebro associou, de tal forma, uma coisa à outra que passei metade do livro, enganada!

De facto, nesta história, nada é o que parece. Nem sempre aqueles que julgamos vítimas são as verdadeiras vítimas. Nem sempre os que julgamos bons o são de verdade. Nem sempre aqueles que nos parecem culpados, têm culpa.

A qual destes grupos pertencerá Jenna Gray? Quem poderá confiar nela, e em quem poderá ela confiar?

Um livro a ler, para quem gosta do género!

 

SINOPSE

"Numa fração de segundos, um acidente trágico faz desabar o mundo de Jenna Gray, obrigando uma mãe a viver o seu pior pesadelo. Nada poderia ter feito para evitar esse acidente.
Ou poderia? Essa é a pergunta que a inquieta quando tenta deixar para trás tudo o que conhece, procurando um novo recomeço refugiada num chalé isolado na costa de Gales.

Também o detetive Ray Stevens, responsável pela investigação por este caso que procura a verdade, começa a ser consumido pela sua entrega ao mesmo, deixando a vida pessoal e profissional à beira do precipício.
À medida que o detetive e a sua equipa vão juntando as pontas do mistério, Jenna, lentamente, permite-se vislumbrar uma luz de esperança no futuro, o que lhe dá alguma segurança, mas é o passado que está prestes a apanhá-la, e as consequências serão devastadoras."

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