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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Opinar ou ficar calado

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Uma opinião é apenas uma opinião, um ponto de vista. Não é, de todo, uma certeza ou verdade absoluta.

Uma opinião vale o que vale. Para alguns, muito. Para outros, pouco. E para muitos, nada.

E para quê exprimir a opinião sobre determinado assunto, quando nem sequer foi pedida?

E, ainda que tenha sido pedida, para quê perdermos tempo a opinar, se sabemos que nada do que dissermos vai servir para alguma coisa, ou sequer ser tido em conta?

Para quê opinar, se isso pode trazer mais dissabores do que resultados práticos? 

 

Assim, na maior parte das vezes, é preferível mantermo-nos calados, e guardar a nossa opinião para nós mesmos. Cada um sabe de si. E nós temos é que nos preocupar connosco e com a nossa vida. Os outros que se preocupem com a deles.

 

No entanto, por muito que tente manter esta postura, quando dou por mim, lá está mais uma opinião a sair sem ter sido convidada a tal.

É que, perante determinadas situações, é difícil controlar aquilo que pensamos, e evitar que saia cá para fora aquilo que achamos que não está correcto. Mas, depois, lá me apercebo de que é tempo perdido, e energia gasta desnecessariamente, e calo-me.

Para tempos depois voltar a distrair-me, e soltar mais uma opinião! É mais forte que eu!

 

E por aí, também são mais de opinar, ou de calar?

 

 

Tenham atenção ao comprar medicamentos na farmácia

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Sempre que forem a uma farmácia comprar medicamentos com receita médica, sendo esta em papel, tenham atenção ao valor que lá vem indicado, do valor máximo que os mesmos custarão.

Já não é a primeira vez que acontecem situações em que, se estivermos distraídos, acabamos por pagar mais do que devíamos.

Quase aconteceu isso ao meu marido, no outro dia, quando foi comprar um antibiótico. A funcionária foi buscar, registou e disse que custava quase 8 euros. Achei estranho, e mencionei que na receita dizia que custava no máximo cerca de 3 euros.

 

"Ah e tal, mas isso é se for genérico. Prefere levar antes o genérico?"

 

Claro que ele preferiu! Mesmo assim, não tinham o genérico mais barato, e teve que levar um de 4 euros. Mas poupou alguma coisa.

Já antes, numa outra situação, aconteceu o mesmo comigo. Queixei-me, mas aí disseram-me que não tinham nenhum dos mais baratos.

 

"Ah e tal, a receita refere esse valor, mas nem sempre as farmácias têm esses medicamentos."

 

E se uma pessoa está sem tempo, com pressa, e é a única farmácia mais à mão, tem que se sujeitar.

Mas, podendo, mais vale procurar em várias farmácias e, acima de tudo, estar atento ao valor que vem na receita, para que não nos tentem enganar ou fazer pagar mais, sem necessidade.

 

 

 

Como planeio as minhas compras de Natal

 

Está a chegar aquela época do ano em que, por norma, gastamos mais dinheiro que o habitual.

A culpa é do Natal, que nos contagia com generosidade, alegria, e muita vontade de celebrar com festas caseiras, e presentes para a família e amigos.

Por isso, sempre que o mês de Novembro se aproxima, o meu pensamento é - este ano vou ter que cortar em algumas coisas, gastar menos e oferecer presentes só a meia dúzia de pessoas mais chegadas. Puro engano!

Mais de metade da família faz anos antes ou depois do Natal, o que significa festas e presentes a duplicar (ou então um único mas com um valor maior).

Como sou organizada, e não gosto de surpresas, sigo sempre o mesmo método todos os anos:

 

1 - O primeiro passo é, então, estipular uma parte do subsídio de natal que poderei gastar, tentar dividi-la da melhor forma possível, e tentar poupar ainda no que puder!

2 - O segundo passo, é fazer uma lista das pessoas a quem tenciono oferecer presentes, e de coisas/ produtos onde irei gastar (pastelaria/ cabeleireira/ restaurante).

3 - Em seguida, estipulo um valor para cada uma dessas pessoas/ coisas.

4 - Relativamente aos presentes, costumo colocar à frente algumas ideias de presentes. À família mais chegada, por vezes pergunto o que faz falta.

5 - O quinto passo é ir às compras! Algumas coisas, compro com antecedência. Outras, mais perto da data.

 

E pronto! Tenho 50% de possibilidades de seguir o meu plano à risca e, com sorte, ainda poupar uns trocos daqui e dali, com promoções que venha a usufruir, ou despesas que irão sair menos dispendiosas, e 50% de hipóteses de, a determinada altura, me dar aquela vontade incontrolável de comprar isto e aquilo, e aperceber-me que não cumpri nada daquilo que tinha planeado, e que o orçamento terá que ser revisto!

Pior que desiludir os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios

 

No passado domingo, um dos concorrentes do Ídolos, que foi eliminado, desabafava que se sentia mal porque toda a gente na sua terra o apoiava e esperava muito dele, e ele tinha desiludido todas essas pessoas que nele acreditavam.

A meu ver, pior que desiludirmos os outros, é desiludir-mo-nos a nós próprios. Com isso, sim, devemo-nos preocupar e ficar tristes. Por sabermos que podíamos ter feito melhor, dado o nosso melhor, e não o fizemos.

Também temos que ser, nós próprios, a primeira pessoa a nos perdoar por não o termos feito. Os outros, ou estão realmente do nosso lado e nos apoiam, independentemente do que tenha acontecido ou, simplesmente, não nos interessam, nem aquilo que possam pensar!

Sabemos o nosso valor, sabemos aquilo de que somos capazes, sabemos os nossos limites e as nossas limitações. Só temos que aceitar e viver bem com isso. Se nos esforçámos menos do que devíamos, se não mostrámos o que valíamos, vamos lutar para fazê-lo da próxima vez.

A força de vontade e a determinação são, sem dúvida, a chave para ultrapassar cada etapa e cada prova da nossa vida. Nem sempre podemos contar com a sorte. Por vezes, as coisas não correm como esperávamos. Correm mesmo muito mal. E se isso se deveu, de alguma forma, a nós mesmos, devemo-nos responsabilizar. E sentir tristes. Mas não devemos baixar os braços. Devemos, sim, tirar daí uma lição e tentar melhorar daí em diante.

Não com arrogãncia e egocentrismo, mas com atitude, optimismo e confiança! 

Sentimentos não se discutem!

 

Na semana passada, estávamos nós (eu e o meu marido) a comentar, a propósito do desaparecimento na nossa gata, que algumas pessoas consideram ridículo ouvir-nos falar em sofrimento pelo desaparecimento de um animal, acham absurdo o nosso desespero, e gozam com as nossas preocupações e cuidados com esse mesmo animal. Afinal, não passa disso mesmo – um animal.

Não condeno essas pessoas. Elas apenas não compreendem porque não sentem aquilo que nós sentimos.

É como estar a tentar convencer alguém que não liga a bebés, que eles são uma bênção, que são muito queridos e fofinhos e nos dão muitas alegrias. Para quem não gosta de crianças, nada disso faz sentido.

Ou tentar explicar, a alguém que não liga nenhuma a futebol, como é bonita a festa que faz o campeão, ou como ou bom o ambiente vivido num estádio.

Até mesmo com meros objectos, há pessoas mais desprendidas que outras. Para determinada pessoa pode ser fácil mudar de casa, mudar de televisão, mudar de carro. Para outra, esses objectos, embora meramente objectos, podem ter um valor sentimental que torna difícil substitui-los por outros.

Tudo depende da perspectiva de cada um, daquilo que cada um gosta, pensa e sente.

Diz-se que gostos não se discutem. E sentimentos também não!

 

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