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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ter mais não significa gastar mais!

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Ter de reserva, não significa ter em demasia.

Prevenir, não significa esbanjar, só porque se tem. Só porque há em grande quantidade.

 

Há pessoas que não compreendem isso.

Há pessoas que pensam que se pode gastar mais, porque ainda há muito, e não vai fazer diferença.

Mas faz!

Porque, ao não perceberem que devem, apesar da aparente abundância, gastar o mesmo ou, até, poupar, acabam por perder em dinheiro, que já gastaram, e naquele que vão gastar quando tudo acabar, e precisarem de renovar aquilo que utilizaram ou consumiram à parva, sem necessidade.

 

Ter mais, sobretudo em tempo de crise, significa ter o suficiente para aqueles momentos em que for mesmo necessário, e não for possível, pelos mais diversos motivos, adquirir.

Amigos Improváveis Famosos - balanço do primeiro mês

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Uma relação, ainda que nem sempre bem conseguida ou aproveitada, cria laços, cria memórias, e deixa marcas.

E isso passa cá para este lado.

Se, no início, estava reticente quanto a este novo formato, com famosos, agora, estou rendida.

Agora que o primeiro mês está a terminar, já dou por mim a emocionar-me com as despedidas, já dou por mim, apesar de expectante com a chegada dos novos participantes, a sentir a falta dos actuais.

Tal como no programa anterior.

 

Relativamente aos seniores, tenho que confessar que adorei conhecer o Dr. Fernando Póvoas. Um exemplo que muitos deveriam seguir, de humildade, simplicidade, simpatia e generosidade.

Calhou-lhe um jovem à altura - o Gonçalo.

 

Também gostei de ver a Io mostrar que nem sempre as primeiras impressões são aquelas que definem a pessoa, e que há muito mais para conhecer.

E para a Io, só poderia calhar alguém como a Carolina! Uma jovem segura, confiante, desafiadora (no bom sentido), com atitude, frontal mas, ao mesmo tempo, sensível, carinhosa, compreensiva, genuína.

 

Também o Nel Monteiro e a Júlia surpreenderam. Da simplicidade, à genuinidade, da brincadeira aos assuntos mais complicados, formaram, juntamente com o Bruno, o verdadeiro conceito de família.

 

As duplas que me parecem ter funcionado menos bem, foram a Manuela e a Diana, e a Graça e o Rafael, tendo falhado, a meu ver, um pouco mais o lado dos seniores, que o dos jovens.

Acredito que a Graça com a Beatriz, e a Manuela com a Mobaulath, vão resultar melhor.

 

Desta vez, e ao contrário da edição anterior em que, à partida, já tínhamos uma noção de quem seriam as possíveis escolhas dos seniores (apesar de algumas surpresas finais, nesta edição, está tudo em aberto.

 

E irá, provavelmente, ficar assim, dadas as circunstâncias.

Mas vou continuar a acompanhar, diariamente, até onde for transmitido porque, neste momento menos colorido e alegre da nossa vida, assistir aos Amigos Improváveis é uma boa forma de descomprimir.

 

 

Tenho um Centro de Testes de COVID-19 a cerca de 500 metros de casa

 

Cerca de um ano depois de o novo Centro de Saúde de Mafra ter sido inaugurado, e ter ficado bem mais perto de casa, que o anterior, tem agora uma importante missão pela frente.

Além de ter sido implantada uma tenda junto ao edifício, para atendimento de despiste ao coronavírus, ainda transformaram o antigo liceu, recentemente espaço dedicado à Universidade Sénior e Conservatório de Música, entre outros, num centro de testes de Covid-19.

 

Confesso que, quando passei por lá na manhã em que estava a colar os cartazes gigantes no muro e no edifício, pareceu-me um verdadeiro "hospital de campanha", daqueles a que só estamos habituados a ver em livros, filmes, ou noutros países, em cenário de guerra, bem longe de nós.

 

Ainda assim, até tem estado tudo calmo aqui na vila.

 

À excepção de uma qualquer máquina (quem viu diz que era um tractor), que andou a desinfectar as ruas na noite de sexta para sábado, e que mais parecia um tanque de guerra, ali a escassos metros de casa, a levar tudo pela frente.

Isto, às duas da manhã. Com tudo em silêncio. 

Acordei assustada. E a gata também. Parecia uma retroescavadora que estava ali para derrubar a casa.

Felizmente, nem o meu marido nem a minha filha deram por nada.

 

 

 

Por vezes, também é preciso saber desistir

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Há quem desista muito facilmente, e quem teime em não desistir.

Há quem leve a vida toda a desistir, e quem não tenha essa palavra no seu dicionário.

 

Há quem diga que desistir é para os fracos. 

Mas, por vezes, desistir pode ser a decisão mais acertada.

E não torna ninguém mais fraco. Apenas, mais sensato.

 

É aí que as coisas se complicam.

Nem toda a gente sabe desistir. Há quem confunda persistência, com teimosia. Determinação, com irresponsabilidade.

Há quem insista naquilo que sabe que será uma luta perdida, por puro orgulho.

Há quem esteja tão agarrado, tão focado, que não consiga abdicar, abrir mão, tomar a decisão mais acertada.

 

Por vezes, insistir é insensato. Ainda que pareça ser aquilo que nos faz mais felizes hoje, pode não ser o que nos trará felicidade, amanhã.

Para algumas pessoas, desistir será a decisão mais difícil que alguma vez tomaram na vida.

Mas é preciso aprender a fazê-lo, a saber fazê-lo, e a aceitar que, o que achamos que estamos a perder hoje, pode ser aquilo que nos levará a ganhar, amanhã.

 

American Son, na Netflix

American Son | Site Oficial da Netflix

 

Mais um dos filmes que estava, há muito, na minha lista de espera da Netflix.

Confesso que, quando li a sinopse, pensei que seria mais um filme sobre um filho desaparecido, talvez raptado, e sobre a ineficácia da polícia, em agir.

De facto, há um filho desaparecido. Mas esse acaba por ser apenas o fio condutor para toda a trama que se centra, basicamente, em mais de uma hora de discussão entre a mãe, negra, e o pai, branco, e o ponto de vista de cada um quanto à forma como queriam educar o filho, e como essa educação se reflectiu na confusão em que o mesmo estava a viver nos últimos tempos, a par com a separação dos pais.

 

Por um lado, temos uma mãe que teve um passado traumático, fruto de racismo, e que quer que o filho seja livre para ser como é, sem receios, sem limitações, aceitando as suas raízes, e fazendo valer os seus direitos, enquanto ser humano, independentemente da cor da pele.

É uma mãe que, perante uma fase menos boa na vida do filho, tem que tomar decisões. E viver com os seus constantes pesadelos relativamente ao que, eventualmente, poderá um dia acontecer ao filho.

Agora, naquela sala de espera, em desespero por não saber do filho, com o qual tinha tido uma discussão feia antes deste sair, e perante um agente que parece pouco disposto a ajudá-la, Kendra está à beira de um ataque de nervos, a dizer tudo aquilo que tem entalado, que pensa, mas nem sempre deve dizer quando se depende das pessoas em quem se está a descarregar a frustração, ainda que com toda a razão.

 

Por outro, temos um pai que quis, desde sempre, que o filho fosse criado de acordo com as tradições da família branca, ou seja, à sua medida mas, relembrando-o daquilo que, enquanto negro deve evitar.

Um pai que deixou a mulher porque passavam o tempo todo a discutir, por conta das diferentes formas de ver a vida, a educação do filho, a realidade, o futuro.

Um pai que talvez não esteja tão presente quanto seria de esperar.

Scott é um homem um tanto arrogante, um tanto ponderado mas, quando percebe que o estão a enganar, também explode, e causa danos que seriam de evitar, naquela situação.

Ainda assim, consegue conservar algum bom humor.

 

Kendra e Scott, enquanto aguardam a chegada do tenente, que parece nunca mais vir, passam o tempo todo a discutir, a atirar culpas um ao outro, a fazer mútuas acusações, a responsabilizar o outro pela situação em que o filho está agora, repetindo o padrão em que se tinha vindo a tornar o casamento.

Mesmo quando parece que estão prestes a dar tréguas, por uma causa maior, e por um amor comum, pelo filho de ambos, que está desaparecido, voltam ao ataque.

 

E será assim até aos momentos finais, quando é revelado o que realmente aconteceu a Jamal, e em que cada um deles percebe que todas essas discussões foram inúteis, que não existem culpados, que não podem controlar nada, nem ninguém, o tempo todo, e que cada um é responsável por si próprio e pelas suas acções.

 

 

 

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