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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

“Plástico, um desafio ambiental”

 

Este é o filme de animação “Plástico, um desafio ambiental”, promovido pela Câmara Municipal de Mafra.

 

“Super P” é o nome do super-herói deste filme, do qual também fazem parte outras personagens bem conhecidas, tais como a estátua do “Guardião da Reserva Mundial de Surf da Ericeira” ou os gamos da Tapada Nacional de Mafra.

 

Nesta história, as crianças são convidadas a refletir sobre as suas escolhas diárias, e propõe-se que sejam adotados novos comportamentos em família, nomeadamente a utilização de recipientes reutilizáveis e recicláveis, alternativos ao plástico.

 

Fiz um teste de personalidade e...

Teste de personalidade

 

... foi este o resultado, tendo em conta que a primeira diferença que vi na imagem foi as "Flores":

 

"Tens uma visão muito especial da vida. Dás importância para as coisas mais simples, que muitos optam por ignorar, e trazes uma nova perspectiva para todas as situações da tua rotina.

Consegues fazer o dia de alguém mais feliz com apenas algumas palavras ou um abraço, e tens uma grande capacidade de entender as pessoas apenas olhando nos olhos.

Além disso, também és muito forte e motivado. Dás o seu melhor em tudo aquilo que fazes e não vês os outros como competidores, mas como parceiros, e sempre te mostras presente para oferecer apoio àqueles que mais precisam. A tua natureza criativa e a tua dedicação são qualidades realmente especiais."

 

 

Penso que, de uma forma geral, combina comigo mas, verdade seja dita, à excepção do sol, qualquer um dos outros resultados tem aspectos com os quais me identifico!

 

Podem fazer o vosso AQUI

 

 

 

 

 

À Conversa com Ah Nuc

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Pedro Cunha editou, em 2015, o seu primeiro trabalho a solo, "SATELITE ON" sob o nome AH NUC, através do qual revelou algumas das canções que foi escrevendo ao longo dos anos.

 

Hoje, apresenta o segundo álbum "BETWEEN SILENCE & NOISE", onde volta a cantar em inglês.
Gravado e misturado nos NOBO estúdios, e com Pedro Cunha e Juan Casado a assumirem mais uma vez, a produção, este é um trabalho mais introspetivo, que mistura características e géneros, desde os anos 80, até à atualidade.

 

 

Aqui fica a entrevista:

 

 

 

 

 

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Pedro, como se descreveria através das seguintes palavras:

 

Palavras – As palavras para mim são a revelação daquilo que sou, sejam elas orais ou escritas. Um simples sim ou um simples não pode revelar parte de nós. As palavras têm essa força. Têm também a excelência da descrição. Acho um livro na maioria das vezes, mais completo que um filme, porque as palavras lhe dão essa capacidade. De uma simples imagem, pode nascer um longo texto.

 

Introspeção – Introspeção é quando consigo tomar consciência da minha consciência, no fundo, o resultado de um auto exame à minha essência e às minhas vivências. É sem dúvida algo que gosto de fazer.

 

Silêncio – Silêncio... Adoro o silêncio no seu momento.

 

Miscelânea – Miscelânea sinceramente não me agrada. Gosto das coisas distintas e separadas. Embora nem sempre o seja, miscelânea a mim soa sempre a confusão, que é algo de que não gosto. Cada coisa no seu lugar. Quando a mistura é relativa, nalgumas situações pode tornar-se interessante.

 

Voz – A voz é única, sem igual, cada uma com as suas características, por muito idênticas que algumas possam ser, nunca são iguais. A maioria das pessoas não gosta de ouvir a própria voz, o que é interessante… Eu sou um desses casos, na maioria das vezes também não gosto de ouvir a minha, ahahah. É algo único que nos diferencia dos outros, num mundo onde a originalidade é cada vez mais rara é de salutar que o ser humano disponha de características distintas uns dos outros. A voz é uma delas!

 

Sucesso – Sucesso é a realização de algo que nos propomos fazer e que conseguimos realizar. Seja qual for o desafio ou o objetivo. É a afirmação do « eu ».

 

 

 

 

 

 

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“Between Silence & Noise” é o título do segundo álbum de Ah Nuc. O Pedro é um homem de silêncios, ou de barulho?

Sou mais de silêncios, embora passe muito tempo entre os dois.

Nasci na cidade ( Lisboa ), mas sou mais do campo. Gosto de ouvir os sons da natureza ao acordar. Felizmente vivo num lugar onde isso acontece e isso para mim não tem preço. Gosto de dar longas caminhadas pela natureza, é um dos meus maiores prazeres.

Este álbum reflete esta fronteira, «estar entre os dois mundos», nem totalmente na floresta, nem totalmente na cidade. Uma metáfora a tantas situações que nos deparamos durante o dia a dia e a vida.

 

 

 

Existem silêncios pautados de ruído, e ruídos entre os quais é possível descobrir silêncios?

Existem sim. Quando depois de uma discussão mais acesa, se fica em silêncio, mas na nossa cabeça só ecoa ruído. Ambos fazem parte da nossa vida, sem um não existia o outro e vice-versa. São opostos e equivalentes.

 

 

 

“The River Stream” é o single de apresentação. Do que nos fala esta música, em particular, e o que pode o público esperar do álbum, em geral?

É o tema que dá nome ao disco. O nome é retirado de uma frase da letra «I live between silence & noise». Fala de alguém que sabe que não podendo fugir muito da corrente que nos transporta a todos no mesmo sentido, tenta dentro dos limites, ser um outsider.

É uma ovelha tresmalhada do rebanho, mas que ao mesmo tempo não se consegue afastar totalmente dele com receio de ficar só e isolada.

O álbum em geral reflete a indecisão constante, a dificuldade em tomar decisões, o ter de decidir entre dois ou mais caminhos, da solidão na multidão…da reflexão.

 

 

 

Ao longo do seu percurso enquanto músico, foram mais as vezes que rumou contra a corrente, ou no mesmo sentido que esta?

Normalmente vou mais com a corrente, deixo-me levar até que algum obstáculo me faz parar e pensar. Nessa altura reflito e se achar que o ideal para mim é o sentido oposto, remo contra a maré. Umas vezes com razão, outras sem, mas é o que faz o mundo girar, pelo menos o meu.

 

 

 

Juan Casado assume, novamente, com o Pedro, à semelhança do que tinha acontecido no trabalho anterior, a produção do álbum. Pode-se aplicar aquele provérbio que diz que “em equipa vencedora não se mexe”?

Eu e o Juan, conseguimos trabalhar bem juntos, complementamo-nos bem na questão dos arranjos e do som, por isso gosto de trabalhar com ele.

Neste álbum trabalhamos um pouco menos juntos do que no anterior (Satélite ON) porque eu já tinha muitos temas prontos neste, mas focamo-nos em quatro temas « The river stream», «Gloria» ,«Bye, bye» e «Between the ligths», que foram os últimos que compus.

 

 

 

O tema “Gloria” conta com a participação de Tiago Gardner. Como surgiu essa colaboração?

Eu e o Tiago somos amigos há bastante tempo. Fomos colegas em São João do Estoril e

começamos a aventura da musica juntos por essa altura. Formamos uma banda (Rocknocker), juntamente com outros dois amigos (António Costa e João Nunes) que foi o nosso primeiro passo para o restante caminho.

Este disco é cantado em inglês e como tal surgiu a ideia de desafiar o Tiago para cantarmos

o «Gloria» em conjunto, ele aceitou o que me deixou muito satisfeito e penso que veio dar ao tema uma outra dimensão.

 

 

 

Quais são os objetivos a cumprir, a nível musical, ao longo de 2019?

Os objetivos passam por divulgar este álbum o melhor possível, transporta-lo para o espetáculo e obviamente, continuar a compor e a escrever mais musica, que é o que realmente gosto de fazer e que me dá um enorme prazer.

 

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

À Conversa com Pedro Janela

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"Um pintor combina cores, formas e texturas para criar ilusões. Um escritor faz a triagem minuciosa das palavras para construir cenários e contextos.

Da mesma forma, Pedro Janela é um compositor que esculpe com notas, ritmos e instrumentação as ambiências que imagina e para onde nos transporta com a sua música."

 

 

Fiquem a conhecer melhor Pedro Janela, nesta entrevista:

 

 

 

 

 

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Quem é o Pedro Janela?

Do ponto de vista profissional, que é aquele que interessa (risos) é alguém que gosta de brincar com os sons.

 

 

 

De que forma te descreverias através das seguintes palavras:

 

Memórias – Momentos, como memórias da mesma forma, duram apenas enquanto os vivemos intensamente!

 

Dúvidas – As dúvidas são deixadas para serem resolvidas... as pausas e os silêncios assemelham-se à dualidade de lembranças e espaços em branco deixados de fora ainda a serem preenchidos ...

 

Melancolia – A melancolia pode ser inspiradora.

 

Piano – Uma extensão de mim.

 

Janela – Criar janelas sonoras que abrem horizontes.

 

Sonho – Lugar onde tudo se constrói.

 

Espaço – Lugar vazio. Distância ente 2 corpos.

 

Linguagem – Forma de comunicar emoções.

 

Horizonte – Lugar onde céu e terra se unem.

 

 

 

 

 

 

Produtor, compositor, pianista e artista digital – qual destas atividades te dá maior prazer?

Não tenho uma resposta objetiva. Eu gosto de ir variando. Acho que o facto de ir desenvolvendo várias atividades no âmbito da música me dá uma visão mais abrangente. Todas elas se complementam.

 

 

 

Para além de te dedicares a vários projetos musicais, és mentor da banda The Casino Royal. Em que momento decidiste arriscar a solo?

Não houve um momento em particular. As coisas surgiram naturalmente. Já tinha essa intenção e assim que surgiu o momento foi só dar seguimento.

Eu tinha terminado uma bso para um filme “Soldado Milhões” e fiquei com algum tempo disponível para trabalhar neste projeto.

Na altura decidi fazer uma viagem à Grécia. Isto aconteceu em Abril de 2018. A determinada altura fiz uma reflexão e achei que era o momento ideal.

 

 

 

Dedicas-te também à criação de bandas sonoras para cinema e minisséries, como “Jacinta”, “Soldado Milhões” ou “República”, entre outros. Como descreves essa experiência?

Sempre que recebo um convite para trabalhar nessa área fico fico extremamente feliz!

É um tipo de trabalho que adoro fazer. No fundo é dar “voz” às imagens. A música tem essa força.

Em Portugal faz-se cinema com orçamentos muito limitados e muitas vezes o desafio é conseguir fazer muito com pouco.

Quando vemos a ficha técnica da banda sonora de um filme estrangeiro temos noção de que se trata de um trabalho de uma grande equipa. Aqui isso não é possível. Um compositor é ao mesmo tempo produtor, arranjador, multi-instrumentista, engenheiro de som, copista, publisher, etc, o que acaba muitas vezes por ser um desafio Hercúleo (risos).

Depois temos o lado de psicólogo, que é tentar perceber o que vai na cabeça do realizador. Uma banda sonora é sempre resultado da colaboração do realizador com o compositor e aqui a opinião do realizador é sempre aquela que prevalece. Ele é que é o autor da obra em termos globais.

Os realizadores quase nunca dominam a linguagem musical. Não têm que o fazer! Cabe-nos a nós saber entender o que eles pretendem para determinada narrativa.

Sendo a música uma arte subjetiva a emoção que me provoca um determinado trecho musical não é necessariamente a mesma que a que ocorre na cabeça do realizador.

Fazer uma bso acaba por ser um trabalho partilhado.

 

 

 

 

 

 

“We Are All Lost” é o título do teu primeiro álbum a solo. Consideras que andamos todos um pouco perdidos, neste mundo em que vivemos?

“We Are All Lost” é um título que encerra em si uma certa esperança. É por andarmos perdidos, sempre à procura de algo, que nos movemos em determinada direção.

Estar perdido não significa necessariamente que estejamos numa situação adversa.

É bom sentirmo-nos perdidos esse sentimento acaba por provocar o impulso que necessitamos para descobrir novos caminhos.

Enquanto estivermos vivos estaremos sempre perdidos.

 

 

 

Do que nos falam as canções deste álbum?

As canções deste álbum falam de perda mas também de esperança. Como se fossemos desembrulhando a cada nota, altos e baixos, reviravoltas, milagres e miséria, sorte e desgraça, sucesso e fracassos, amor e ilusão, ganho e perda, alegrias e choro, risos e tristezas, conforto e solidão, nostalgia e arrependimento, achados e perdidos...

 

 

 

“We Remember Moments” é o single de apresentação. Que momento inesquecível recordas com maior carinho, que queiras partilhar com o público?

O nascimento dos meus 2 filhos e tudo aquilo de bom que partilhámos juntos até hoje. Os momentos, como lembranças da mesma forma, duram apenas enquanto os vivemos intensamente!

 

 

 

Se tivesses oportunidade de trabalhar com uma das tuas grandes referências, a nível musical, quem escolherias?

Ryuichi Sakamoto, sempre admirei o seu trabalho!

 

 

 

De que forma é que o público te pode acompanhar?

Podem acompanhar-me através do meu site pessoal em www.pedrojanela.pt,  no meu facebook - www.facebook.com/pedrojanelacomposer , instagram  - https://www.instagram.com/pedrojanela/?hl=pt

 

 

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e os vídeos.

 

Como começar da pior forma um fim de semana

Resultado de imagem para fim de semana

 

 

Com problemas de saúde na família

Com pessoas mal educadas que se lembram de implicar logo pela manhã

Com pessoas a quererem mandar na nossa vida

Com pessoas a quererem armar confusão e discussão

Com pessoas a atrasarem a nossa vida

Com ideias impulsivas de mudar toda a nossa vida

Com uma camada de nervos em cima, e ter que pôr tudo para trás das costas, porque nos espera um almoço de aniversário

 

 

Com encontros mal combinados ou esquecidos

Com o não se conseguir contactar de forma alguma as pessoas

Com o esquecimento dos convidados, de que foram convidados

Com outros convidados à espera da aniversariante, e nem sinal dela

Com um almoço totalmente atrasado

Com uma turma de miúdos mesmo ao lado a gritarem que nem loucos

Com uma valente dor de cabeça

 

 

Valeu pelo tempo que passámos os três, pela tarde em que até cantámos, dançámos e conversámos na festa, pelos momentos com as bichanas, e pelos episódios da série que vimos.

E foi só por isso que, mesmo com a mossa que provocaram, ainda assim consegui ficar feliz por ter chegado o fim de semana, mesmo que tenha começado da pior forma. 

 

 

 

 

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