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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Primeiro passeio pós desconfinamento: Lagoa de Pataias

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Num dos poucos fins de semana, pós confinamento, em que estávamos os dois livres, e com um dia de calor a apelar à praia, para onde devem ter ido a maioria das pessoas, nós rumámos ao campo, à Lagoa de Pataias, no concelho de Alcobaça.

Para quem gosta de natureza, paz e sossego, esta é uma boa opção de passeio.

Tem um pequeno parque, com alguma sombra das árvores, onde se pode estacionar, para depois fazer o percurso a pé.

Existem também mesas de piquenique, e alguns equipamentos para as crianças brincarem.

 

 

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Num passadiço ao redor da lagoa, podemos ir apreciando a mesma, e toda a fauna e flora por lá existente.

 

 

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A Lagoa de Pataias não é muito extensa, mas há sempre uns banquinhos de madeira pelo caminho, e há quem leve mantas, toalhas ou cadeiras para se sentar nas margens da lagoa.

Vimos também algumas pessoas a passear os cães, ou a fazer exercício, uma vez que até tem uma espécie de "estações" de exercício.

Mas nós ficámo-nos pela paisagem, o canto dos pássaros, os mergulhos dos patos, e a beleza das borboletas, por exemplo.

 

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E é bonito de ver as árvores e plantas reflectidas na água da lagoa.

 

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Fiquei também admirada com o facto de muitas destas árvores terem os seus troncos dentro de água.

 

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Há também um pequeno miradouro em madeira, ao qual se sobe por uma escada, também ela de madeira e pouco recomendada a quem tenha vertigens, calçado impróprio ou receio de cair cá em baixo, de onde se pode ver toda a lagoa e a área envolvente.

 

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E porque não podia deixar de partilhar este momento caricato, que nos surpreendeu a meio do percurso quando, após ouvir um salto para a água, e ver que se tratava de um cão Golden Retriever que tínhamos visto antes, que se tinha atirado para a água para ir buscar o disco (e acho que aproveitou para se refrescar), aqui fica o registo!

 

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Desafio dos Pássaros 3.0 #4

Tema: Caramba, quase que conseguia! 

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Ela: - Então, vamos lá desenhar este gatinho lindo!

Gato: - Não sei se tens muito talento para o desenho, a julgar pelas tentativas que estou a ver por aí penduradas!

Ela: Oh, que encantador. Sem dúvida que sabes incentivar uma aspirante a artista!

Gato: Desculpa lá. Mas pelo menos és mais bonita que o outro fulano. E mais simpática.

Ela: Isso quer dizer que te vais portar bem, e ficar aí sossegadinho?

Gato: És louca?! Não sou nenhum bibelô. Nem um gato estátua.

Ela: Se não estiveres quieto, o teu retrato vai sair como aqueles.

Gato: Está bem. Mas deixa-me ver qual o melhor sítio onde posar.

 

E nisto começou a tentar subir para o cadeirão, mas ficou preso na manta de crochet, e lá teve ela que ir ajudá-lo.

Gato: Obrigada! Não foi lá muito boa ideia. Vou antes ali para cima. - disse, subindo para cima da mesinha.

Ali ficou durante uns minutos, até que reparou nuns frasquinhos de tinta que estavam ao seu lado. 

Ela (ao ver o que estava prestes a acontecer, apelando entre dentes): Não! Não vais fazer isso, pois não?

Gato (olhando para ela, ao mesmo tempo que esticava a pata, em câmara lenta): O quê? Isto?! - responde, atirando com o primeiro frasco, que se partiu e espalhou a tinta pelo chão.

Enquanto ela interrompia, mais uma vez, o trabalho, para tentar salvar os frascos ainda intactos, e limpar o chão, colocando os cacos dentro de um saco do lixo, o gato saltou da mesinha e passou com as patas cheias de tinta por cima da tela, deixando a sua marca naquele que deveria ser o seu retrato.

Ela: Ora bolas! Agora tenho que recomeçar.

Gato: Talvez seja melhor ficar ali no parapeito da janela. A luz do sol favorece a cor do meu pelo!

Ela: Está bem. Mas tenta ficar sossegado.

 

Ele ali ficou mais uns minutos, até que se distraiu com um mosquito, que andou a passear à sua frente, e depois fugiu, desafiando-o a ir atrás.

Quando ela levantou a cabeça, só o viu a atirar-se para cima dos seus ombros, fazendo-lhe uns valentes arranhões, que logo começaram a deitar sangue

Gato: "Caramba, quase que conseguia apanhá-lo!" 

Ela: A mim apanhaste-me, e bem! Isto está bonito, está. Não bastava as marcas de tinta, agora também há manchas vermelhas. 

 

E, pegando numa nova folha, fez mais uma tentativa agora que ele, cansado, se tinha deitado aos seus pés.

Fez o melhor que conseguiu mas, ao observar a sua obra, achou que lhe faltava qualquer coisa e, de súbito, teve uma ideia.

Pegou na tesoura, fez uns recortes e colagens e, só então, emoldurou o retrato.

Gato (com um olho meio aberto, ao ver o resultado final): "Ora, ora! Esmeraste-te! 

Ela: Gostas?

Gato: Não está mauzito! - disse, dando-lhe uma turra.

Ela: O mérito é teu, Manjerico! - respondeu, fazendo-lhe uma festinha, ao mesmo tempo que segurava o retrato dele, rodeado de patas coloridas e salpicos vermelhos!

 

The Good Doctor: chegou ao fim a quarta temporada

The Good Doctor 4x20 FINAL: una inesperada despedida, una reconciliación y  una propuesta de matrimonio | El buen doctor Temporada 4 Capítulo 20 | FAMA  | MAG.

 

Foi em Outubro de 2017 que estreou a série, e já lá vão quatro temporadas.

Quando vi anunciar, cativou-me.

No entanto, a primeira temporada não me entusiasmou muito.

A segunda temporada melhorou.

Já a terceira foi, até então, a mais emocionante, a mais diversificada, a que mais nos fez reflectir e emocionar, com os temas abordados em cada episódio.

 

Então, chegou a quarta temporada!

E não poderia ter começado da melhor forma, com os dois primeiros episódios a abordar a pandemia que vivemos na vida real - a Covid-19.

Mas é muito mais do que isso.

Novas personagens, novas decisões, novas relações, novos dilemas, novos desafios.

 

Essencialmente, a quarta temporada foi assente na relação entre Shaun e Lea, na forma como os dois, juntos, vão interagindo enquanto casal, ao mesmo tempo que terão que superar diversas dificuldades pelo caminho, como a aceitação por parte dos pais dela, a gravidez, ou a posibilidade de perder o bebé.

 

Mas muitos outros temas são abordados:

 

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- o stress pós traumático de Lim

 

- a crise no casamento de Glassman e Debbie

 

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- o fim do casamento de Andrews

 

- o perdão e uma nova oportunidade entre Claire e o pai, que a abandonou

- o perceber se aquilo que fazemos é o que queremos, ou o que os outros esperam de nós

- a aceitação da morte, e dos desejos dos outros sobre ela, ainda que não compartilhemos desse ponto de vista

 

 

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- a dificuldade em assumir sentimentos, emoções e compromissos, pondo em risco o amor

 

Os dois últimos episódios, fecharam a temporada com chave de ouro, como a cereja no topo do bolo, com uma missão humanitária em Guatemala, onde mais emoções fortes os (e nos) esperam. Uma mudança de cenário positiva, e bem vinda, que fez com que a série ganhasse ainda mais.

 

 

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A vida de Claire irá sofrer uma reviravolta inesperada, nos minutos finais do último episódio. 

 

É incrível perceber como todos eles cresceram, mudaram, estão mais maduros, confiantes, independentes.

É incrível a evolução de Shaun, desde os primeiros episódios, até aqui. Nem parece o mesmo. 

Tal como na vida real, uns ficam, e outros partem.

Uns terminam felizes, e outros ainda terão que encontrar a felicidade.

Mas há algo que permanece: a esperança!

 

E eu, espero que venha uma quinta temporada brevemente!

Certificado de amizade para despedida de amigas da turma!

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O final do ano lectivo está à porta e, com ele vêm, muitas vezes, grandes mudanças.

É possível que as turmas se separem, que os amigos mudem de escola, que se sigam áreas e caminhos diferentes.

Claro que, se as amizades forem verdadeiras, permanecem, ainda que não tão presentes como antes.

Mas nunca é demais mostrar aos(às) amigos(as) como foram e são importantes, oferecendo um presente especial e personalizado, a cada um deles.

 

Há dois anos, na despedida do 9º ano, a minha filha ofereceu às amigas estas caixinhas.

Este ano, como foi o último em que, à partida, estarão juntas, uma vez que no 12º as turmas, por conta das diferentes opções de disciplinas, vão mudar, pensámos em algo do género.

Mas, em cima da hora, e sem grandes ideias, veio-me à mente os tempos da minha adolescência, em que se vendiam nas papelarias uns diplomas e certificados para oferecer às mais variadas pessoas.

 

E, porque não, criarmos o nosso próprio "Certificado de Amizade"?!

Basta escolher um fundo que mais gostem, as palavras que querem dizer a cada um(a) dos(as) amigos(as), e decorar como acharem mais giro.

Nós optámos por colocar, ao meio, uma foto da minha filha com a respectiva amiga.

Imprimimos o certificado em papel de fotografia, e o nome da amiga e a assinatura foram feitas à mão.

 

Depois, podem entregar emoldurado, optar por colocar dentro de um envelope e lacrar, enrolar como se fosse um pergaminho, atado com uma fita, ou qualquer outra ideia que achem que fica bem.

Nós, como foi muito em cima da hora, decidimos colocar uma fita de tecido castanha, em forma de laço, à volta.

 

Espero que elas gostem da surpresa!

 

 

 

 

A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós

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Tenho este livro em casa desde 1996. Foi-me oferecido por ocasião dos meus 18 anos.

Não me recordo se o li na altura. Mas li-o agora. Vinte e cinco anos depois.

Não é dos meus preferidos do Eça. Gostei muito mais d’Os Maias.

 

 

A comparação entre Presente - Passado/ Família Ramires, Gonçalo – Portugueses, Portugal

Em “A Ilustre Casa de Ramires”, ficamos a conhecer a história da família Ramires, numa ação dividida em duas épocas distintas: a real, passada no século XIX, tendo como protagonista de Gonçalo Mendes Ramires, também chamado de Fidalgo da Torre, e a ocorrida no século XII, que nos é contada por Gonçalo, através da novela que está a escrever, e que tem como protagonistas os seus antepassados, nomeadamente, o seu avô Tructesindo Ramires.

 

Esta ação em dois tempos, e a própria família Ramires representam, de certa forma, o Portugal do passado, através de Tructesindo, e o Portugal do presente, através de Gonçalo.

Um Portugal outrora orgulhoso dos seus feitos heroicos, das suas conquistas, dos seus valores e tradições e, agora, economicamente e moralmente falido, abandonado, entregue a um governo que pouco faz, tal como os Ramires que restam.

Um povo cheio de bravura e valentia, que agora se acobarda, que se encolhe perante outros, que deixa corromper, traindo os valores que lhe foram passados pelas gerações anteriores e que, agora, são ignorados.

Tal como Gonçalo Mendes Ramires que, perante a pobreza em que se encontra, com as dívidas que acumula dos tempos da faculdade, e a baixa renda, que mal dá para manter o solar, procura caminhos nem sempre éticos e morais, que lhe proporcionem dinheiro para manter a sua propriedade, e lhe permitam manter o bom nome e o prestígio da família.

 

 

A perda dos valores, da honra e da dignidade, pelo dinheiro

 A política apresenta-se como o caminho mais fácil para o conseguir.

Para se candidatar a deputado, Gonçalo tem, no entanto, que pôr de lado o seu orgulho, de abandonar as suas convicções, e reatar a amizade com o seu inimigo André Cavaleiro, o Governador Civil, que tanto criticou até então, por puro oportunismo.

Ainda que isso signifique trazer para perto da sua irmã Gracinha, o homem que a abandonou sem explicação, e que, agora, com esta proximidade, poderá arruiná-la, ao seu casamento, e ao bom nome da família.

No entanto, convence-se, e aos outros, de que o faz por um interesse maior, pelo país.

Mas também não põe de parte o casamento com a viúva D. Ana Lucena, agora que ela herdou tudo o que era do falecido marido.

 

 

Dualidade na caracterização do Gonçalo

Gonçalo é descrito como um homem fraco, mas que, ao mesmo tempo, se quer mostrar superior.

No início, acobarda-se perante as situações de perigo em que se vê.

Deixa que os outros, subtilmente, “mandem” em si, dizendo-lhe o que deve fazer, como deve agir, o que lhe convém.

Não se mostra muito honrado, faltando à sua palavra, por causa de dinheiro.

Algo que contrasta com a sua intenção de seguir as pisadas dos antepassados e honrá-los.

Apesar de, muitas vezes, se comparar aos seus antepassados nas virtudes, também muitas vezes percebe que as suas ações os envergonhariam.

Mas, por outro lado, é sensível e generoso. Brando e benevolente.

Ajuda os que mais precisam. E gosta muito de crianças.

Não é dado a confusões, a conflitos, a guerras.

 

 

A renovação social através da literatura, do saber e da arte

No início da história Gonçalo e o seu amigo José Lúcio Castanheiro tomam, como missão, restaurar o romance histórico em Portugal, promovendo a ressurreição do patriotismo e do amor ao país, e enaltecendo os seus heróis, e os seus feitos, que parecem, agora, caídos em esquecimento.

E pretendem fazer essa renovação social através da literatura, do saber e da arte, como outrora o fizeram os antepassados, com a espada.

Por outro lado, no Portugal do século XIX, a escrita pode ser um meio de se alcançar algum prestígio e reconhecimento, levando a outras conquistas, como a que Gonçalo almeja, na política, como deputado.

Castanheiro funda, então, a revista Anais de Literatura e de História, para a qual Gonçalo irá escrever, para o primeiro número, uma novela sobre o avô Tructesindo, intitulada “Torre de D. Ramires”, que relata a vingança de Tructesindo contra Lopo de Baião, pela morte do seu filho Lourenço, por este raptado e usado como forma de Tructesindo conceder a mão de D. Violante em casamento, algo que este nunca permitirá, mesmo que, para tal, tenha que ficar sem o filho.

 

 

Como manter os valores e tradições dos antepassados, adaptados aos tempos atuais

Essa novela fará Gonçalo refletir, à medida que a vai escrevendo, sobre a sua honra e honestidade, e tudo aquilo que a sua família defendeu. Embora os tempos sejam outros, e alguns costumes rígidos e bárbaros já não sejam aceitáveis poderá, ainda assim, haver uma regeneração de Gonçalo e, paralelamente, de Portugal?

Restará algo da alma dos seus antepassados em si, e dos portugueses do passado, nos jovens que serão o futuro do país?

Certo é que, depois de conquistar o tão almejado cargo de deputado, Gonçalo abandona o seu trabalho, e parte para África de onde retornará, anos mais tarde, um homem diferente, e economicamente estável.