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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Horas perdidas

 

Depois de uma semana inteira a ouvir a minha filha queixar-se com dores de barriga, decidi levá-la ao Serviço de Atendimento Permanente aqui em Mafra, para ver se descobriam a causa dessas dores constantes.

Que inocência a minha! Ao fim de 34 anos, já devia saber que, salvo raras excepções, nunca nada se resolve com estes médicos. É apenas um ponto de passagem, onde já perdemos não sei quanto tempo em vão, para outro hospital qualquer, onde iremos perder ainda mais tempo, igualmente em vão.

E depois há sempre o risco de fazerem diagnósticos errados e nos preocuparem sem necessidade. Ou então tratamentos errados.

Numa das vezes que fui à urgência com a minha filha, ela tinha diarreia há alguns dias. Para variar, daqui mandaram-na para o Hospital D. Estefânea onde, depois de a analisarem e quase até ao fim da consulta, talvez por falha na comunicação, lhe estavam a fazer um tratamento e a receitar medicamentos para prisão de ventre! Andava ela com diarreia e a fazer clister!

Na sexta-feira, claro está, o médico mais uma vez perguntou para onde queria ir com ela. E pensei eu: a miúda tem que ir para outro hospital por causa de uma dor de barriga? Talvez seja para lhe fazerem alguns exames que aqui não fazem. Assim sendo, voltei a escolher o Hospital D. Estefânea, porque o meu marido trabalhou lá e porque é mais adequado para as crianças.

Com um diagnóstico pouco fiável de lombrigas, lá fomos nós depois do jantar para Lisboa. E digo pouco fiável porque já estou escaldada com o médico que a atendeu que, há muitos anos atrás, afirmava que eu tinha uma infecção na garganta, quando o que eu tinha era uma infecção urinária!

Chegámos então ao hospital, foi logo à triagem e esperámos para ser vista pela médica. Médica essa que queria a todo o custo que eu tivesse comigo o papel da alta da minha filha, referente ao internamento do ano passado, por causa da púrpura. Informou-me que a única coisa que podia fazer era análise à urina (já tinha feito em Mafra), medir a tensão e fazer um clister (podiam-no ter feito em Mafra).

Como já era tarde, não podia fazer ecografia. 

Resultado final - para todos os efeitos, está normal. É pedir à médica de família credenciais para ecografia e exame de fezes, se as dores continuarem.

E regressámos a casa, já passava das 3 horas da manhã de sábado quando, para me dar estas informações, o poderiam ter feito aqui mesmo em Mafra. Poupava-nos tempo e dinheiro, e o resultado era o mesmo!

 

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