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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Falsa ilusão

 

"Júlia e Duarte sempre foram apaixonados um pelo outro mas, mesmo assim, sucederam-se vários acontecimentos que os acabaram sempre por separar. Cada um segue a sua vida. Duarte acaba por se casar com Inês, que sente a cada instante a insegurança que a sombra de Júlia directa ou indirectamente lhe provoca. Para que o seu casamento continue firme, e de forma a prender Duarte ao seu lado, decide seguir o conselho da sogra e engravidar. Segundo ela, o filho vai ajudar a salvar o seu casamento, e veio no momento certo!"

 

É apenas uma telenovela, é verdade, e estas são apenas personagens a representar o seu papel na história. 

Mas, em pleno século XXI, ainda existem mulheres que pensam como esta, e que se servem dos filhos para tentar salvar uma relação que já está, à partida, condenada ao fracasso.

Um filho deve ser o fruto de uma relação de amor, e nunca a semente para germiná-lo!

Hoje em dia, ao contrário do Duarte, poucos são os homens que ficam ao lado de uma mulher apenas porque ela está à espera de um filho seu. Até porque a presença será meramente física. Um pai, para ser e estar presente na vida de um filho não precisa, necessariamente, de viver com a mãe. Poderá resultar, num primeiro momento, mas depois a relação acabará por se ir deteriorando, provocando um mau ambiente que acaba por ser prejudicial à criança. E é a criança quem mais sofre com esta atitude. Em primeiro, porque o seu nascimento não foi desejado nem planeado por ambos. Em segundo, porque funciona para a mãe como uma espécie de objecto, utilizado em proveito próprio, num acto de egoísmo. Em terceiro, porque a criança estará sujeita a presenciar eventuais discussões entre os progenitores e a viver num ambiente que não é, de todo, o mais propício ao seu bem-estar e desenvolvimento. Pode ainda acontecer que a mãe, ao ver os seus planos caírem por terra, se sinta frustrada quanto às suas expectativas, e comece a rejeitar o filho, com todas as consequências psicológicas que tal rejeição provocará na criança, a médio e longo prazo. Ninguém será feliz assim, por isso, valerá mesmo a pena cometer tamanho erro?...

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