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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Poesia Caseira!

Estou, certamente, sob o efeito da picada de um qualquer bicho das rimas. É a única explicação para estes versos que saíram desta cabecinha pensadora!

 

(à noite, quando me deitei)

 

Deitar tarde,

 e cedo erguer,

não dá saúde,

mas que se pode fazer!

 

O trabalho tem que ser feito,

e tudo depende de mim.

Não me resta outro jeito,

mas cheguei à cama, por fim!

 

Por vezes falta-me tempo,

para mandar uma mensagem.

Espero então um momento,

em que faça uma paragem!

 

 

(de manhã, ao acordar)

 

Bom dia meu fofinho,

aqui estou eu a acordar.

Mesmo cheia de soninho,

na cama não posso ficar!

 

Encho-me então de coragem,

para tudo despachar.

Seguindo-se uma viagem,

para, na escola, a Inês deixar!

 

Depois chega a nossa vez,

de contar as novidades.

Sempre com tal rapidez,

que não dá para matar as saudades!

 

(já no trabalho)

 

Agora que estou aqui,

chega a tua vez de deitar.

Bom descanso para ti,

que comigo possas sonhar!

 

 

Para quem gosta de bons filmes...

TAKEN - BUSCA IMPLACÁVEL

 

 

 

Kim, uma jovem com dezassete anos, é o orgulho do pai, o ex-agente secreto Bryan Mills, que se reformou para estar junto da filha na Califórnia, onde esta vive com a mãe e o abastado padrasto. Decidida em fazer uma viagem a Paris na companhia da sua amiga Amanda, Kim convence o pai a assinar a autorização. À chegada, as duas raparigas partilham um táxi com o desconhecido Peter e Amanda revela-lhe que estão sozinhas em Paris. Quando, Bryan telefona para saber como estão as coisas, Kim diz-lhe que foram raptadas por um bando de albaneses dedicado ao tráfico de jovens mulheres. Bryan promete matar os responsáveis e parte imediatamente para Paris na senda dos criminosos para libertar a filha.

 

(a não perder a sequela - Taken 2 - em 2013)

 

 

ABDUCTION - IDENTIDADE SECRETA

 

 

Desde que se conhece que Nathan Harper tem a desconfortável sensação de estar a viver a vida de outra pessoa. Quando se depara com uma fotografia de si mesmo em criança numa página da internet sobre pessoas desaparecidas, os seus mais obscuros receios tornam-se realidade, descobrindo que os seus pais não o são de verdade e que a sua vida é uma mentira, cuidadosamente fabricada para esconder algo mais misterioso e perigoso do que alguma vez pudera imaginar. Quando começa a reconstituir aos poucos a sua verdadeira identidade, Nathan vê-se alvo de um grupo de assassinos bem treinados, forçando-o a fugir com a única pessoa em quem pode confiar, a sua vizinha Karen. Cada segundo conta, mas à medida que os seus inimigos se aproximam, Nathan percebe que a única maneira de sobreviver – e desvendar o mistério sobre o seu desaparecido pai biológico – é deixar de fugir e tomar conta do assunto com as suas próprias mãos.

Corrupio das Manhãs

Crianças - Para a escola 3  

 

Todos os dias a história se repete: acordo ao som do meu querido despertador, levanto-me (ao fim de alguns minutos a mentalizar-me para tal), e começo a minha rotina matinal!

Com algumas tarefas já adiantadas, espreito para o relógio de parede, por cima da mesa da cozinha - são 7h30m! Está na hora de acordar a minha filhota!

Tal como eu, ainda cheia de sono e tão bem aconchegada, na cama quentinha, que a última coisa que lhe apetecia era de lá sair!

Sempre com o tempo contado ao segundo, saímos finalmente de casa, iniciando a nossa caminhada até à escola.

E como sabem bem esses 20 minutos, em que efectivamente disponho de tempo para conversar com a minha filha!

É certo que preferia uma escola mais próxima de casa, pelo menos naqueles dias em que está frio ou chuva, já que não tenho carro, e autocarros àquela hora não existem. A própria escola só oferece transporte para quem more a mais de 4 quilómetros (não é o caso), e para pagar a uma carrinha, sai dispendioso.

Mas é com imenso prazer e satisfação que a acompanho até ao portão da escola, naquele a que já apelidei de “nosso momento do dia”!

Por entre mães (e pais) que, tal como eu, levam os filhos pela mão, a enorme quantidade de carros que por nós passam e, a muito custo, param nas passadeiras para que possamos atravessar para o outro lado da estrada, outros tantos que tentam estacionar, sair ou entrar do café, ou das empresas e fábricas pelas quais temos que, obrigatoriamente, passar, chegamos finalmente ao destino!

Tentamos visualizar algumas colegas dela no ponto de encontro e, entregando-lhe a mochila, despeço-me com um beijinho e o desejo de que o dia lhe corra da melhor forma!

Ainda fico, por breves instantes, a observá-la do lado de fora do gradeamento, tentando certificar-me de que ficou “bem entregue”!

Sigo então, no sentido inverso, cruzando-me com outras pessoas que ainda vão a caminho da escola, aventurando-me no que mais me parece um “labirinto”, tais são as voltas e manobras que tenho que dar e fazer, no meio de toda aquela confusão, que se gera devido à proximidade de quase todas as escolas da vila!

Até que, já longe daquele corrupio, chego ao meu trabalho, já cansada, confesso, mas feliz e agradecida por aquele pequeno momento que, com a mudança de horário neste ano lectivo, a escola me proporcionou!

Amanhã há mais!

Bullying - Uma Dura Realidade

 

Tenho uma filha! A menina que sempre desejei!

E como qualquer mãe galinha, tenho um desejo enorme de a proteger de tudo e de todos os que a possam magoar, seja de que maneira for.

Claro que só quero o melhor para ela, mas nem sempre protegê-la do mundo, criando uma redoma à sua volta, é a melhor forma de o demonstrar.

Há que deixá-la viver, experimentar, enfrentar as dificuldades e prepará-la para que, sozinha, sem estar na sombra de outros, consiga sobreviver nesta selva em que vivemos – desenvolvendo a sua autonomia, as suas capacidades, o seu poder de luta, aprendendo a se defender, se necessário for, e a resolver os seus problemas.

Com algumas reservas minhas, mas ao mesmo tempo ciente de que seria benéfico para ela, começou a frequentar o Jardim de Infância com 4 anos e hoje, com 7, está no 2º ano, numa escola pública onde, juntamente com ela, se encontram mais de 600 crianças.

Tal como neste vídeo, todos os dias ela se levanta, veste aquela roupa que tão carinhosamente escolhi para ela, toma o pequeno-almoço e vai para a escola.

Pelo que me apercebo, não tem muitas amigas, embora para ela todas as colegas sejam amigas. Até mesmo aquelas que a rebaixam, ou só a querem por perto por interesse.

Mas não me preocupa o facto de ter poucas amigas. Eu também não tive muitas. Na verdade, apenas duas, que me acompanharam durante os vários anos em que estudei.

Preocupa-me sim, que ela venha a ter inimigas! Não por algo que ela tenha feito de mal, até porque para quem pratica o “bullying”, não existe uma motivação aparente e, muitas vezes, quando a há, nem sempre está directamente relacionada com a vítima.

Outras, como foi o meu caso, surgiram na sequência de uma resposta que, provavelmente, aquelas pessoas não esperavam ouvir.

Ia para o 10º ano, tal como uma das minhas amigas que era da mesma turma que eu – éramos “caloiras” e não conhecíamos ninguém naquela escola.

Ao contrário daquelas três raparigas, que frequentavam o 11º ano e já conheciam meio mundo.

Sempre muito tímidas e não gostando de confusões, guerras ou discussões, tivemos um ano bastante complicado, em que a violência psicológica foi presença constante.

Cada vez que as avistávamos, ainda que bem longe, já os nervos davam sinal, e só queríamos que aquele instante que se aproximava passasse depressa.

Desde insultos, a comentários depreciativos, e até mesmo uma vez em que entraram na nossa sala de aula para nos danificarem o material escolar, os sentimentos que mais habitavam dentro de nós eram pavor, medo, ansiedade…

Dia após dia, éramos “empurradas” para aquele ambiente hostil, que muitas vezes nos levava ao desespero, e a pensar em desistir de estudar, só para o pesadelo acabar.

Felizmente, esta violência caracterizada pela prática de actos intencionais e repetidos, neste caso em grupo, foi apenas psicológica. Nunca houve agressões físicas.   

Mas não são poucos os casos em que somos vítimas de vários tipos de práticas, não só físicas (agredir, bater), mas também verbais (gozar, insultar, apelidar), materiais (roubar, destruir pertences ou danificando objectos pessoais), psicológicas (intimidar, ameaçar, perseguir, aterrorizar), e até mesmo, mais recentemente, virtuais!

Praticados em grupo, ou por uma só pessoa, estas situações ocorrem com maior frequência nas escolas, sempre fora da visão dos adultos, e normalmente as vítimas não reagem, nem tão pouco falam sobre as agressões de que foram vítimas.

Os agressores têm, geralmente, personalidades autoritárias, uma absurda necessidade de controlar ou dominar e são, algumas vezes simultaneamente, agressores e vítimas.

Contudo, não é um problema exclusivo das escolas, podendo acontecer em qualquer meio, como no local de trabalho ou entre vizinhos.

E as consequências não se fazem esperar – dor, angústia, irritação, ansiedade, stress, nervosismo e tristeza anormais, podendo, nos casos mais graves, levar à depressão, problemas psíquicos e até mesmo ao suicídio.

É importante não ignorar, não nos convencermos que tudo isto faz parte da vida e que há-de passar, mais cedo ou mais tarde.

Mais grave ainda que ser uma vítima de “bullying”, é vermo-nos sozinhos, é não sabermos a quem recorrer, a quem pedir ajuda, com quem conversar. É vermos as pessoas esconderem a cabeça na areia como avestruzes, ou virarem costas, como se de um perfeito disparate, inventado por alguém que apenas pretende chamar a atenção, se tratasse.

Lembro-me de não querer continuar a estudar, de pensar em desistir. A minha amiga fez apenas o 10º ano e ficou por aí. Já eu, fui “obrigada” pelos meus pais a continuar – passei para o 11º ano, o que significava ter que enfrentar durante um ano inteiro, e completamente sozinha, aquele inferno.

Muito embora o meu pai sempre me tenha dito que a melhor forma de lidar com esse tipo de pessoas é ignorando, não mostrando medo, nessa altura eram as últimas coisas que eu conseguia fazer.

Mas ter o 11º ano ou ter o 9º, ia dar no mesmo. E os meus pais queriam o melhor para mim, queriam que eu estudasse, para no futuro ter melhores oportunidades. Para isso era necessário ter, pelo menos, o 12º ano! Como hoje lhes agradeço essa imposição!

Felizmente, aquele ano passou-se, tal como passou o seguinte (muito melhor porque nessa altura já as ditas raparigas tinham deixado a escola secundária).

Hoje, olhando para trás, quando as vejo casadas e com filhos, penso se de facto teriam consciência daquilo que tanto gostavam de fazer, ou se seria uma rebeldia da adolescência.

Hoje, não procuro detectar uma situação semelhante em cada esquina, mas tento ficar atenta, para que a minha filha não venha a passar pelo mesmo que eu.

Para que, se um dia isso acontecer, eu possa compreendê-la, ajudá-la, e dar-lhe todo o meu apoio, na luta contra esta dura realidade!

 

Momentos

 

Desviei o olhar por uns segundos, do texto que estava a escrever, e apercebi-me que, por entre telefonemas, recepção de clientes e minutas informáticas, tinham passado quatro horas!

Um som vindo lá de fora chamou-me a atenção. Olhei para a janela - é noite!

Ainda há pouco era dia e caía uma chuva miudinha. Em tão pouco tempo, escureceu. A chuva miudinha deu lugar a um forte aguaceiro, e uma rajada de vento fez-se sentir. Agora, tudo voltou a estar calmo.

E continuo o meu trabalho... 

 

 

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