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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Decisões de mãe

 

Quando soube que estava grávida, pensei: “e agora, será que estou preparada?”

Se estava preparada ou não, não sei, mas tenho vindo ao longo destes oito anos a fazer aquilo que sei, que posso, e que o meu coração de mãe me diz para fazer.

Aquilo que penso ser o mais correcto, aquilo que considero mais natural.

Tenho uma única filha e, apesar de não ser de todo uma mãe perfeita, e de a minha opinião valer o que vale, de uma coisa já me convenci - não quero saber qual é a altura certa, o momento adequado, a hora recomendada. Não quero saber se há outras crianças que já fazem isto ou aquilo, ou são capazes de uma coisa ou outra. Cada criança é uma criança e a minha há-de fazer o mesmo que outras, tão bem ou melhor ainda, ou simplesmente à sua maneira, quando tiver que ser.

Os dentes costumam nascer numa determinada idade. As crianças costumam gatinhar, e começar a andar em tal mês. Deixam de mamar aos tantos meses. Dizem as primeiras palavras quando têm aqueles anos. Largam a fralda, começam a dormir sozinhos, e tantas outras coisas que nos fazem questão de informar e advertir como se, qualquer uma delas, ocorrida fora desses tempos predefinidos, fosse indicador de que alguma coisa não está bem, que não estamos a educar bem os nossos filhos ou a fazer o melhor por eles, pelo contrário, estamos a prejudicá-los.

Mas será mesmo assim?

Sempre considerei que a minha filha largaria a fralda quando estivesse preparada, e não à força. Se foi demasiado tarde? Talvez! Mas que importa isso? Deixou de a usar por iniciativa própria e não a prejudicou em nada.

Sempre considerei que era preferível ela dormir sozinha mas, depois de uma primeira fase em que se adaptou perfeitamente, veio aquela em que me venceu pelo cansaço. Habituámo-nos então a dormir juntas, até que, há cerca de um ano, combinámos fazer a experiência e dormir cada uma no seu quarto. Resultou. E não é que, depois de eu considerar que estas tinham sido duas pequenas vitórias no meu percurso de mãe, alguém me fez sentir como se não tivesse feito mais que a minha obrigação. Como se tivesse cometido erros gravíssimos e de tal forma prejudiciais, que já deveria ter corrigido há muito tempo atrás.

Qual não é o meu espanto quando me deparo com uma reportagem sobre o co-sleeping, e percebo que afinal até é uma prática mais comum do que se pensa!

Então, chega de me dizerem o que é normal e o que não é, o que devo fazer e o que não devo, o que é o melhor e o que não é, porque cada vez mais me convenço que o melhor que fazemos é seguir o nosso instinto maternal!

 

Coisas que me irritam

 

O facto de, muitas vezes, algumas pessoas me dizerem “se eu estivesse no teu lugar não fazia isso”, “se fosse eu, fazia aquilo” e outras do género e, depois, em situações semelhantes, fazerem exactamente o mesmo que antes me tinham aconselhado a não fazer!

 

Ver-me quase obrigada a mudar a minha forma de agir em determinadas circunstâncias, porque pessoas, supostamente entendidas no assunto, me explicam que não é a forma correcta, e descobrir depois que, afinal, a balança entre a discordância de alguns desses “peritos” e a concordância de outros deles, está equilibrada!

 

Pessoas que volta e meia teimam em fazer comparações do género “eu sou melhor que…” ou “eu faço mais que…”, com o intuito de se sagrarem vencedoras nas várias vertentes da "batalha" mas, depois, quando alguém as coloca (negativamente), no mesmo patamar dos supostos "rivais, afirmam ofendidas que não gostam de ser comparadas com ninguém!

 

 

 

 

A Perfect Day...

 

Será que existem dias perfeitos, com momentos perfeitos, vividos por pessoas imperfeitas?...

Era tudo o que eu queria neste momento...a perfect day...

Queria ter motivos para sorrir, alegria para me contagiar, coisas boas para me inspirar...

Sentir-me leve e livre para aproveitar o que há de bom...

Queria-te a ti...

E como preciso de ti...

À Prova

 

 

A vida coloca-nos, muitas vezes, à prova!

São várias as batalhas, as dificuldades e os obstáculos que se apresentam nos nossos caminhos, e que testam, de forma espontânea ou propositada, as nossas relações connosco e com os outros.

É fácil estarmos satisfeitos com a nossa vida quando ela corre bem, gostarmos de nós quando nos sentimos bem connosco, sentirmo-nos confiantes quando estamos por cima...

É fácil estar ao lado de alguém quando tudo corre bem, oferecermos o nosso apoio quando sabemos que não é preciso, dar a nossa mão quando já existem várias, amar quando tudo é lindo...

E é muito bom quando saboreamos maioritariamente o lado positivo da nossa passagem e vivência!

Mas é nos momentos mais difíceis, nas grandes dificuldades, quando nos tentam derrubar ou começamos a perder as forças, que confirmamos todo o poder e valor do sentimento que até aí nos uniu, que até aí experimentámos.

Nestes momentos, percebemos quem continua lá ao nosso lado, quem não "abandonou o barco" perante a possibilidade de ele afundar...

Nem todos temos as mesmas capacidades ou formas de lidar com as dificuldades, mas sentir apoio e um ombro amigo ajudam muito a atravessar os tempos difíceis!

E se é verdade que eles nos têm surgido constantemente nos últimos meses, também é verdade que estamos juntos, e juntos estamos a vencer e ultrapassar cada um deles!