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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Púrpura de Henoch Schönlein

 

Para todas as pessoas que, tal como eu, nunca tinham ouvido falar em tal doença, aqui fica a descrição sumária.

Também conhecida por púrpura alérgica, consiste na inflamação dos vasos sanguíneos e ocorre, principalmente, em crianças jovens.

Os sintomas mais comuns são as hemorragias na pele, dores nas articulações e dor abdominal podendo, em alguns casos, afectar os rins.

A grande maioria dos casos, como o da minha filha (até ver), não necessitam de tratamento além do controle dos sintomas (medição regular da tensão arterial e observação da urina), paracetamol para as dores, dieta hipoalergénica, e repouso absoluto.

É uma doença que se resolve por si, num período de tempo, normalmente, nunca superior a um mês.

Não se sabe a causa, embora possa ocorrer após algumas infecções virais e bacterianas ou como reacção a algum medicamento, e está relacionada com a produção, por parte das nossas defesas, de anticorpos contra os vasos sanguíneos.

A pele é sempre atingida. As pintas vermelhas iniciais vão-se juntando e formam conglomerados de cor púrpura, mais comuns a nível dos membros inferiores, embora possam surgir, como à minha filha, nos superiores (mãos, pulsos, cotovelos). As articulações mais afectadas são também as dos membros inferiores - anca, joelho, tornozelo, podendo também surgir nas mãos e pés.

No caso da Inês, ela apresentava os dois pés inchados, e as pernas também.

Em situações normais, não é uma doença grave nem contagiosa, apesar do seu nome pomposo, e é mais comum do que possamos imaginar.

 

 

Uma semana complicada

 

Afinal a picada de insecto não era picada de insecto! Era púrpura de Henoch Schönlein!

Faz hoje uma semana que voltei ao hospital com a minha filha. Do carro ao hospital, tivemos que a levar ao colo. E depois de lá estarmos, teve que ser transportada numa cadeira de rodas, porque já não conseguia andar.

Assim que a médica a viu, disse logo do que se tratava e, embora essa ideia me tivesse passado repentinamente pela mente na noite anterior, foi com choque que ouvi aquela expressão "vai ficar internada".

E agora? O que é que eu faço? Nunca tinha ouvido falar de tal doença que, ao que parece, é mais comum do que se pensa. Não tinha levado nada, não estava minimamente preparada para essa situação.

Em poucos minutos, estava a minha filha deitada na cama, a enfermeira a dar-me o livro com o regulamento do hospital, eu a fazer uma lista de objectos, roupa e tudo o que iria precisar para passarmos alguns dias no hospital, telefonemas para a família, enfim...

Felizmente tanto a médica que a seguiu, como as enfermeiras e até as auxiliares foram excelentes, e ajudaram a que esta semana tivesse passado melhor.

Ontem, veio a tão esperada notícia - a Inês podia ir para casa! Já estava bem melhor e, como tal, não havia necessidade de permanecer no hospital.

A única coisa que lamento é não ter sido convenientemente informada sobre os cuidados pós-alta. Na verdade, quando perguntei se a minha filha podia levar uma vida normal, ir à escola, praticar desporto, comer de tudo, a médica disse que sim.

Mas, afinal, ainda não pode fazer nada disso. Tem que estar em casa, em repouso, até à consulta da próxima semana, como se estivesse no hospital.

Bastou vestir a roupa para sair do hospital e andar um bocadinho, para novas lesões lhe surgirem nos pés e ao longo das pernas. Hoje, apareceram também nos pulsos, mãos e cotovelos. E queixa-se com dores de barriga.

O pesadelo está longe de terminar...

  

Erros e Virtudes

"Os erros dos outros não aumentam as nossas virtudes"

 

 

Não somos perfeitos, nem nos deveria ser exigido que fossemos.

Qualquer ser humano erra. Faz parte de nós, da nossa evolução e do nosso crescimento. Temos defeitos, mas também qualidades!

E, embora tenhamos a tendência, inata ou adquirida, de comentar e opinar sobre outras pessoas e seus comportamentos, não só quando pretendemos elogiar, mas principalmente quando queremos criticar negativamente, convém que olhemos também para dentro de nós, e que percebamos até que ponto somos diferentes dos outros.

De uma certa forma, ao emitirmos juízos de valor e críticas sobre acções cometidas por outras pessoas, ao realçarmos os seus erros, ao vincarmos os seus defeitos estamos, inadvertidamente, por comparação, a evidenciar as nossas qualidades. Como se numa balança, o nosso prato valesse mais que o da outra pessoa.

E não digo que, de facto, assim não o seja. Mas convém ter em conta que os erros dos outros não aumentam as nossas virtudes!

Somos como somos, com a nossa personalidade própria que nos caracteriza e nos distingue dos demais. No entanto, por mais "pesos" que coloquemos num dos pratos da balança, consoante os erros que outros cometeram, isso não fará com que o nosso prato suba por si só.

Será preferível desequilibrar a balança, utilizando o nosso prato, para colocar tudo os que nos diz respeito, em vez de esperarmos que ele se mova em função das outras pessoas! 

 

  

Faz aquilo que eu digo, não aquilo que eu faço

Por vezes, aplica-se bem esta frase, quando algumas pessoas se lembram de nos aconselhar a agir de determinada forma mas, quando se vêem em situações semelhantes, acabam por contrariar os seus próprios conselhos!

Como eu costumo dizer, para quem está de fora, e na teoria, é muito fácil falar.

O pior é quando estamos no meio dos acontecimentos e temos que agir – aí o caso muda!

Conselhos, pedidos ou não, dados por quem achou por bem fazê-lo como forma de ajudar, e desde que não sejam com a intenção de essas ditas pessoas se quererem meter onde não são chamadas, não me incomodam.

Aceito-os, como quem aceita um presente que é gentilmente oferecido, mesmo que no meu dia-a-dia não os tenha que, obrigatoriamente, pôr em prática.

Mas fico surpreendida quando esses conselhos só servem para aqueles a quem são dados, e não aos próprios autores!

Não quero, com isto, dizer que condeno a forma como as pessoas agiram. Mas penso que, por vezes, antes de os darem a alguém, valia mais guardarem os conselhos para si próprios, para quando deles precisassem.

Talvez fosse bom reflectir um pouco, antes de os deixar escapar, e perceber se, de facto, são conselhos coerentes com a sua própria maneira de estar na vida, ou se é preferível não dar palpites, para mais tarde não haver o risco de as palavras serem atraiçoadas pelas próprias acções!

P.S. - Eu Amo-te - o filme

 

Por muitos comentários e críticas que possamos ouvir, o melhor é ver com os nossos próprios olhos. Só então poderemos formar a nossa opinião.

Como referi num post anterior, apesar de já ter passado na televisão algumas vezes, nunca tive oportunidade de ver este filme.

Entretanto comprei o livro, que adorei, e a vontade de ver o filme aumentou consideravelmente! Fiquei na expectativa quando percebi que o filme durava duas horas.

Confesso que foi uma sensação estranha! Em termos de história, prefiro o livro - muito mais rico, um argumento mais cativante, e com personagens que senti falta no filme!

Gostava de ter visto um pouco mais do romance antes da morte do Gerry, mas foi algo que acabou por ser colmatado pelos flashbacks ao longo do filme, que nos dão a conhecer como tudo começou! 

É bom pegar no texto do livro, e visualizá-lo no ecrã, através da imagem. É bom olhar para as personagens e reconhecê-las. É bom ver a história ganhar vida.

Para mim, é uma mistura de filme cómico e dramático! Penso que estas duas horas poderiam ter sido utilizadas de forma a enriquecer mais a trama mas, de qualquer forma, adorei!

E, como cereja no topo do bolo, o filme só poderia terminar ao som de James Blunt, com o magnífico tema "Same mistake"! 

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