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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Estou como o vento...

...furiosa, raivosa, irritada!

 

 

O vento, lá fora, sopra com tanta força que parece que está zangado com o mundo!

E eu, cá dentro, sopro ainda com mais força! Não porque esteja zangada com o mundo, mas porque me irritam certas atitudes de quem, apesar de tudo, já seriam de esperar.

Afinal, cada vez mais o mundo é dos patrões. E nós somos meros funcionários.

Até há um dia atrás, ninguém tinha falado em férias. Como queria organizar a minha vida e não gosto de o fazer em cima da hora, puxei o assunto. Ninguém sabia ainda, ninguém tinha planeado nada.

Mas, nessa tarde, depois de o chefe e a colega se reunirem, o primeiro chega ao pé de mim e pergunta-me, em modo de afirmação: "A Marta assim não tem nada marcado, pois não?!". Como é que poderia marcar alguma coisa sem saber quando podia ir de férias? A minha vontade foi dizer que sim. Mas não sou assim. Disse a verdade.

De qualquer forma, de nada adiantava ter, porque os planos já estavam feitos, e já tinham decidido por mim. Custava muito perguntar-me antes de escolherem? Custava muito consultar-me? Não! Trabalhamos aqui apenas nós os três, e eu era a única que já tinha alguns dias em vista. Infelizmente, todos os anos sou obrigada a alterar os planos iniciais, para que o escritório não feche, para que nenhum deles fique sozinho, para que eu não fique cá sozinha, ou porque em determinado momento não convém. Mas eu sou a empregada. Eles ficam com a parte boa, e eu com as sobras.

Nem estou assim tanto pelas férias da treta que vou ter, mas mais pela atitude que tiveram.

E reclamar para quê? Ao menos tenho férias, é sinal que tenho trabalho. Há tanta gente de férias que quer trabalho e não tem!

Por isso, por agora contento-me, com ligeiras modificações, com estas míseras férias. Mas na época do Natal não me apanham cá!

 

 

 

Aqui não há gato (ainda)!

 

No fim-de-semana passado fomos até à feira de S. Pedro, em Torres Vedras.

Numa das barraquinhas, estavam a vender diversos animais, entre os quais dois gatinhos persas. Um deles era muito sossegado, já o outro era brincalhão e divertido, e mais bonito, devo confessar. O preço, esse também era lindo - 300 euros!

E dizia uma certa pessoa que, se tivesse dinheiro, o tinha levado.

Eu, pessoalmente, apesar de ter adorado o gato, continuo ainda assim, a preferir os rafeiros tigrados. Continuo a preferir pegar num gatinho bebé abandonado ou que alguém queira dar, a gastar dinheiro para comprar um. Mas, acima de tudo, continuo a preferir não ter gatos!

Não é que não goste de gatos, pelo contrário, adoro! Mas não é só tê-los, é preciso ter condições para isso. E eu não as tenho.

Por isso mesmo, por enquanto, ainda não vai haver gato aqui por casa!

Sucesso

“O sucesso nunca é permanente; o fracasso nunca é total.

Mas o que vale realmente a pena é a coragem de tentar.”

 

 

Por vezes, temos vontade de fazer determinadas coisas.

Mas não as fazemos porque temos medo. Medo que não dê certo, que não resulte, que não aconteça aquilo que esperávamos ou desejávamos.

Algumas vezes, até as fazemos. No entanto, estamos constantemente a recear que tudo acabe mais depressa do que queríamos, e acabamos por não as viver e aproveitar plenamente.

Temos medo que o sucesso termine; temos medo que o fracasso seja constante. E que importa isso? Interessa, sim, viver o momento.

Uma vez disseram-me, a propósito da minha vontade de escrever para uma revista “Marta, querias escrever, e escreveste!” Se apenas publicaram um artigo ou dois, se no futuro darão oportunidades a outras pessoas, se a aventura ficou por aqui, não importa. Não tens que te sentir triste ou desiludida. Afinal, tinhas um desejo, e ele concretizou-se. Não fracassaste, de forma alguma. Tiveste, sim, a coragem de experimentar. E todos sabemos que o sucesso não dura eternamente.”

Só por isso, já valeu a pena!

Words

 

Segundo um provérbio antigo, cada palavra que usamos deveria passar por três perguntas, antes de ser proferida:

 

- É verdade?

- É necessária?

- É positiva?

 

Por outras palavras: se não tiver nada de simpático ou inteligente para dizer, não diga.

Just thinking...

 

Ao ver aquele autocarro ao fim da tarde, ela ficou melancólica...As saudades fizeram-se sentir...

Saudades das coxinhas de galinha que lhe comprava quando ia ter com ele;

Saudades de namorarem nos transportes, que tinham que apanhar de um lado para o outro, para estarem umas horas juntos;

Saudades das idas à praia, dos mergulhos a dois, de estarem deitados ao sol sem desviarem o olhar um do outro, dos jogos de raquetes a tentar não deixar cair a bola o máximo de tempo;

Saudades dos passeios que costumavam dar;

Saudades de tantos bons momentos que passaram juntos...Fechou os olhos...

Caminhava agora por um campo de papoilas e espigas de trigo, sob um lindo céu azul. Sentou-se, sentiu o aroma do campo, a brisa suave, o sol a reconfortá-la com o calor dos seus raios...

Tinha saudades, mesmo! Mas percebeu que não eram aquelas saudades de quem gostaria de voltar a viver tudo novamente. O que viveu foi tão bom que irá para, sempre, recordar. 

No entanto, o que sentia crescer nela, era uma sensação de que estava a chegar o momento de mudar a sua vida, de dar novos passos. 

Algo dentro de si lhe dizia que a sua vida, tal como estava, já não a satisfazia por completo.

Seria bom avançar para uma nova etapa... Novos momentos, diferentes dos anteriores, agora como casal, como família... Quem sabe até, aumentá-la... 

Abriu os olhos, e continuou a sua pequena viagem até ao escritório.

Esse dia haverá de chegar...

 

 

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