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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Entre o dever e a intromissão...

Um vizinho ouve, na casa em frente, uma mulher ralhar com uma criança. A criança está a fazer uma enorme birra, começa a gritar com a mulher e esta, enervada, ralha mais alto. E é apenas isso que o vizinho ouve. Não sabe o que se passa dentro daquela casa. Mas não acha normal e pretende ligar para a polícia...

Não se tratava de uma criança em risco, pelo contrário, era muito bem tratada. Simplesmente naquele dia decidiu desafiar a avó, e a avó gritou com ela. Felizmente, o vizinho acabou por não chamar ninguém, senão teria sido uma situação embaraçosa.

 

Agora, imaginemos que um outro qualquer vizinho ouve uma cena semelhante. Pode, ao contrário do anterior, pensar que se trata de uma situação normal entre avó e neta, ou mãe e filha, e não dar muita importância ao caso. Afinal, não tem que se intrometer num assunto que não lhe diz respeito. No entanto, ao agir dessa forma, poderá estar a ignorar uma situação de maus tratos que, se não for ele, mais ninguém poderá denunciar...

 

Um pai vê a filha com duas nódoas negras na perna. Sem mais, insinua à ex-mulher que a filha anda a aparecer toda negra e que só pode ser em casa desta que ela fica assim. Na verdade, como a filha poderia confirmar, tratou-se de uma queda na escola...

 

Por outro lado, um outro pai, perante uma situação destas, poderia, naturalmente, pensar que as crianças não param quietas e é normal que caiam e fiquem com marcas. E, contudo, poderia estar perante um caso de violência...

 

Então, como devemos agir todos nós, enquanto cidadãos, perante situações como estas? Quando saber se estamos perante algo normal ou maus tratos? Como saber se devemos agir porque temos esse dever, ou se não devemos fazer nada, porque nos estamos a intrometer na vida alheia? Onde termina a intromissão, e começa o dever?...

 

O risco


"É a criança que não lhe dão boas condições de uma vida digna: moradia, alimentação, convívio familiar saudável, escola. Ou seja, boas condições que a família e o próprio Estado devem lhe assegurar..."

 

Esta será uma definição de criança em risco. Risco que pode ser detectado e investigado com vista a intervenção para resolução atempada da situação.

No entanto, o risco pode ir muito além desta falta de condições para uma vida digna.

Infelizmente, há riscos que, pela sua súbita e rápida duração, podem não ser possíveis de detectar a tempo de agir.

Um pai ou uma mãe que se esquecem de um filho no carro durante uma manhã, uma tarde, uma hora ou até uns segundos, está a colocar a criança em risco.

Por outro lado, um juiz que entrega uma criança a uma mãe que se sabe, à partida, não reunir as melhores condições de uma vida digna para o seu filho, retirando-o de uma família onde essas condições existiam, pode estar a colocar uma criança em risco.

Se é verdade que, no momento de pensar em ter filhos, nem sempre os pais reflectem sobre esse passo, sobre as condições que têm ou não, nem tão pouco medem as consequências que esse acto terá, no futuro, na vida dos filhos, também é verdade que nem sempre o Estado, com toda a legislação e intervenção, assegura essas condições.

Pão por Deus versus Halloween

Será que a tradição ainda é o que era? Ou estaremos perante mais uma "americanização"?

Segundo o Bispo Auxiliar de Lisboa, grande parte da responsabilidade pela celebração "errada" desta festa é dos professores, tanto nas escolas, como nos jardins-de-infância, ao incentivarem a celebração do famoso Halloween que, diz ele, nada tem a ver com a nossa tradição e cultura.

 

  

 

Em Portugal, no dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos grupos para pedir o Pão-por-Deus. Antigamente, as crianças recitavam versos e recebiam como oferenda: pão, broas, bolos, romãs, nozes, tremoços, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas.

Neste dia, as manhãs eram para as crianças e, à tarde, as pessoas abriam as suas casas para receber familiares e vizinhos, e confraternizar. Normalmente, eram as crianças mais pobres que participavam neste "peditório".

 

Hoje, os meninos batem de porta em porta, e recebem rebuçados, pastilhas, chupa-chupas, chocolates, broas, frutos secos e, por vezes, uma moedinha. Fazem-no, porque é tradição, mas não sabem explicar o que realmente se comemora.


De uma forma geral, é uma festa em honra de todos os santos e mártires, também conhecido pelo dia em que se repartia o pão pelos mais pobres.

 

 

Já o Halloween, celebra-se à noite, véspera do dia de todos os santos, por considerarem que era a noite sagrada.

 

As origens de um e de outro são, basicamente, semelhantes.

O que acontece é que, com o tempo, foram sendo adicionados elementos estranhos a esta comemoração, como os disfarces, e a alusão a bruxas, vampiros, fantasmas e outros.

 

E, de facto, este ano, vimos muitas crianças mascaradas a pedir o Pão-por-deus!

 

Se estamos a adoptar uma tradição e cultura americanizada? Talvez... Mas não será apenas nesta celebração!

 

 

 

 

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