Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A influência dos media na violência infantil

Será possível apontar os meios de comunicação social como um agente que incentiva ou constrange os comportamentos de violência infantil?

 

Tudo o que nos rodeia pode, de alguma forma, influenciar o nosso comportamento, quer de forma positiva, quer de forma negativa.

Da mesma forma, também as informações e imagens divulgadas pelos meios de comunicação social, tal como a imensa variedade de programas que nos são oferecidos, podem influenciar e, em alguns casos, originar comportamentos de violência infantil.

Enquanto pais, podemos e devemos sempre estar atentos e controlar aquilo a que os nossos filhos poderão visualizar ou ter acesso. Como adultos, e possíveis agressores, podemos de facto "aprender" muito com o que nos chega através dos media.

Mas se não tivermos "predisposição" para esse tipo de comportamentos, e se a nossa conduta for correcta, se aceitarmos e agirmos de acordo com as normas da sociedade, é pouco provável que soframos qualquer tipo de influência, seja ela dos media ou outra qualquer.

Por outro lado, os meios de comunicação social são também a melhor forma de  sensibilizar crianças e adultos para os vários tipos de violência, como a violência infantil, através de campanhas em que sejam mostrados os efeitos e as consequências, tanto para agressores como para vítimas, em que sejam mostradas estratégias de prevenção e/ ou intervenção, e em que sejam indicadas (e, principalmente, postas em prática) as sanções que podem ser aplicadas, constrangendo assim esse tipo de comportamento.

Ovariohisterectomia felina


Costuma-se dizer "Olhos que não vêem, coração que não sente...".

 

E também aqui neste caso se pode aplicar.

Está na altura de marcarmos a operação para a Tica, mas o dinheiro não é muito, o que limita as nossas escolhas.

Por um lado, e foi o que inicialmente pensámos, temos uma associação de protecção de animais, que nos faz por 45 euros (inclui cirurgia, medicação e quota de sócio). A medicação é para ser feita em casa, o que implica dar comprimidos à boca.

Mas depois começo a pensar - para ser tão barata, será que é bem feita?

Por outro lado, temos os veterinários que cobram entre 120 e 150 euros, com antibiótico através de injecção, administrado na clínica, com duração de 15 dias, o que significa que não temos que nos preocupar com medicação. À partida, será mais seguro e mais prático para nós.

Claro que, espectacular mesmo, é no hospital veterinário, onde fazem análises e exames clínicos antes da cirurgia, acompanhamento, e pós-operatório, pela módica quantia de mais de 220 euros! Para nós, com muita pena, está fora de questão.

A questão da medicação também suscita dúvidas. Nas clínicas a injecção é mais cara, mas mais prática para os donos, embora também tenham comprimidos. Na associação, dizem que há muito que se deixou de dar esse antibiótico. E pergunto-me eu: deixou-se de dar, ou deixaram eles, por ser mais caro? É que não estou a ver veterinários a utilizar algo que já "não se usa".

Mas tudo isto seria irrelevante se permanecessemos no desconhecimento do que é a esterilização de um animal. No entanto, sei o que é e já vi vídeos em que mostram o procedimento. Pensar que a nossa pequenita vai levar anestesia geral, vai ser submetida à cirurgia (que sabe-se lá se será bem feita ou não), e vai vir para casa debilitada e a precisar de cuidados extras, não é fácil.

E aqui ando eu, indecisa, sem saber se arrisco na opção mais barata, ou se me viro para a outra. E sem saber, afinal, se a diferença de procedimentos é grande, qual o mais aconselhado, e se justifica o esforço de pagar mais caro.

Maus tratos psicológicos

"Rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, utilização da criança como objecto para atender a necessidades psicológicas do adulto. Pela sutileza do acto e pela falta de evidências imediatas, este tipo de violência é um dos mais difíceis de se caracterizar e conceituar, apesar de extremamente frequente."



 

 

A violência psicológica é, muitas vezes, mais marcante e "agressiva" do que a violência física.

Pode manifestar-se isoladamente, mas também está presente em todas as outras formas de maus tratos.

Enquanto os maus tratos físicos são facilmente detectáveis, pelas marcas que deixam no corpo, os maus tratos psicológicos não se vêem, tornando-se mais difícil apercebermo-nos da sua existência.

Tanto a rejeição, por os filhos não terem atingido determinados objectivos e não corresponderem às expectativas dos pais, que não tendo eles próprios conseguido, o exigem agora dos filhos, como a depreciação das crianças, fazendo-as acreditar que não servem para nada, que não têm qualidades nem capacidades, atribuindo-lhes culpas por qualquer tipo de situações, ou ainda a sua utilização para satisfazer as necessidades psicológicas dos adultos, destroem a autoestima das crianças, e lançam-nas num estado de tristeza.

Já o simples acto de ignorar as crianças, não mostrando disponibilidade para as ouvir, para lhes dar atenção, afecto e carinho, leva-as ao isolamento.

Por sua vez, a sujeição ao terror ou a existência de ameaças, incutem-lhes medo.

Todos estes sintomas que uma criança vítima de violência psicológica apresenta, não são visíveis a "olho nu". 

É necessário que, todos aqueles que convivem com a criança, sejam familiares, profissionais de saúde ou educação, estejam atentos de modo a conseguir sinalizar possíveis vítimas.

Será a negligência uma consequência das dificuldades socioeconómicas?

 

 

A negligência não escolhe classe ou estrato social, estando presente tanto em classes sociais mais desfavorecidas, como estratos sociais mais elevados, e manifesta-se de diversas formas, tanto de ordem física, como emocional e até educacional.

Podem, igualmente, ter várias causas, como imaturidade e inexperiência dos pais, que podem ter sido, também, vítimas de negligência, problemas conjugais e familiares, depressão, doenças mentais ou dependência de álcool e/ ou drogas.

Logo, são situações mais complexas e que não se podem meramente atribuir às dificuldades socioeconómicas da população.

Quanto à intencionalidade, também esta pode existir ou não, independentemente da situação económica uma vez que não há, muitas vezes, consciência de que determinados comportamentos são considerados negligentes.   

Conheço um pai que vive sozinho com a sua filha, e nem sempre o vestuário que a menina apresenta é o mais adequado. A menina já chegou, inclusivamente, a estar com a roupa suja de urina.

Conheço uma mãe que deixa o filho andar por aí a brincar na rua até à noite, sem sequer saber onde ou quem está, ignorando os perigos que o menino poderá correr se alguém menos bem intencionado lhe quiser fazer mal.

Estas crianças, vejo-as frequentemente sozinhas, sem supervisão dos pais ou outro adulto responsável.

Conheço mulheres que, sob influência de comprimidos e álcool, deixam muitas vezes os filhos sem almoço ou jantar.

Se os pais o fazem intencionalmente? Acredito que não! Talvez achem normal.

Um pai que se esquece de um bebé num carro ao sol durante horas, é um pai negligente. Mas, por certo, também ele não teve intenção de o ser.

Uma mãe que larga a mão do filho enquanto conversa, e deixa de o observar durante segundos, segundos esses suficientes para que um acidente aconteça, é uma mãe negligente. Mas não o foi intencionalmente.

É certo que as dificuldades socioeconómicas podem levar a casos de negligência física e educativa, enquanto nas classes mais favorecidas, a mesma se verifica, sobretudo, a nível emocional.

Mas também é verdade que, mesmo nas classes mais pobres, podem ser prestados os cuidados básicos adequados ao pleno desenvolvimento da criança, apoio e protecção, não lhe negando direitos fundamentais.

  • Blogs Portugal

  • BP

  • Pág. 5/5