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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

 

"A Polícia Judiciária recebeu em média, em 2012, seis participações por dia de crianças e jovens desaparecidos, que totalizaram 2.366 casos,dos quais duas dezenas permanecem em investigação."



Sempre que se fala em crianças desaparecidas, não consigo deixar de me lembrar deste vídeo.

É importante que os pais, no momento em que confirmem o desaparecimento, contactem as entidades policiais. E é fundamental que estas actuem imediatamente, ao invés de esperar pelas 24 a 48 horas já que, este tempo de espera, pode marcar a diferença entre o sucesso da operação, evitando que algum mal maior aconteça, e o total fracasso.

 

Os Beppe Grilos de Portugal


"Beppe Grillo? 'Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva" - afirmou Miguel de Sousa Tavares, em entrevista ao Jornal de Negócios, quando lhe perguntaram se temia que aparecesse algum palhaço aqui. 

 

Foi atrás da pergunta, diz ele, mas já se arrependeu! Acontece a todos, Sr. Miguel! As palavras saem desgovernadas pela boca num momento, e no outro estão estampadas na primeira página de um jornal.

Agora, arrisca-se a ser condenado por crime de ofensa à honra do Presidente da República. Foi o próprio presidente que requereu a análise das afirmações ao Procurador Geral da República.

E pergunto-me eu se, pela lógica, não teriam que ser analisados, à luz da mesma lei, programas televisivos como o Contra Informação, Contrapoder e outros em que, nitidamente, se goza com os governantes do país, incluindo o Exmo. Sr. Presidente Aníbal Cavaco Silva.

Ou quem sabe todos os blogs, plataformas e sites na internet onde o que não faltam são declarações semelhantes ou bem mais graves à sua pessoa.

Somos uma democracia, temos direito à liberdade, e liberdade de expressão, de "exprimir e divulgar livremente o nosso pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio", sem impedimentos nem discriminações, sem censura. Mas, se o fizermos, arriscamo-nos a cometer infracções que acabam condenadas como crimes de ofensa.

Afinal, liberdade é, também, e acima de tudo, possibilidade de escolha: escolher se, quando e em que contexto e circunstâncias podemos ou devemos dizer o que nos vai no pensamento para todos verem, ou simplesmente, guardar para nós.

E há tantos Beppe Grilos neste país!  

 

Mutiladas

 

“Nunca deixarei que façam o mesmo à minha filha”

“Não nos tiram só um bocado de pele, arrancam-nos a alma”

 

Maria, Ana, Inês, Alice (nomes fictícios)…mulheres iguais a tantas outras, mas a quem um dia lhes foi arrancado um pedaço dos seus corpos, das suas almas, dos seus sonhos, da sua alegria de viver. No seu lugar existe, desde então, uma vida de revolta, vergonha, dor, tristeza e pesadelo, que dificilmente irão ultrapassar…

A justiça? Essa é complicada! Os três casos de mutilação genital que, até hoje, chegaram aos tribunais portugueses, foram arquivados por prescrição, por falta de provas ou, simplesmente, porque a mutilação não foi considerada ofensa grave, nem qualificada como crime de natureza pública!

É duro e inaceitável que crianças, arrastadas por familiares (normalmente as mães ou avós) contra a sua vontade, imobilizadas por não sei quantas outras mulheres, mutiladas a sangue frio com tesouras, lâminas ou facas, sem quaisquer condições ou apoio médico, não se possam sentir, de alguma forma, justiçadas com a condenação destes monstros para quem, a cultura, a religião, a tradição e a “honra”, servem de justificação válida para este tipo de crime.

Grande parte das mutilações ocorre no país de origem, para onde levam as crianças, normalmente no período das férias.

Essas crianças, mutiladas em idades cada vez menores, para não chamar atenção das autoridades, tornaram-se mulheres mas, tanto física como psicologicamente, sentem-se menos mulheres. Menos mulheres porque sentem dores, porque têm vergonha do seu corpo, porque muitos homens se afastam e as rejeitam ao saberem o que lhes foi feito, porque não conseguem ter prazer durante as relações…

Mulheres que sofrem até hoje, e que recusam fazer as suas filhas passar pelo mesmo terror…E, só por isso, já são grandes mulheres!  

A "estupidez" do ser humano

 

Será o ser humano “estúpido por natureza? Ou será algo que adquire ao longo da vida?

O que é certo é que, por vezes (muitas vezes), é mesmo estúpido! Principalmente no que respeita a relações, sobretudo relações amorosas.

Fala quando devia estar calado, cala-se quando devia falar…

Diz coisas que não sente, quando sente coisas que não diz…

Age (mal) quando devia estar quieto. Fica imóvel, quando o seu coração lhe ordena que lute…

Agarra-se aos mais perfeitos disparates (que para o ser humano são mais verdades incontestáveis) para justificar os seus actos de (pouca ou nenhuma) generosidade…

Toma decisões pelos dois, sem se importar com o que o outro pensa ou deseja…

Guarda os seus sentimentos, receios e preocupações para dentro, quando os devia pôr para fora…

Afasta quem mais ama, quando o que realmente queria era estar perto para sempre…

Complica demasiado aquilo que, afinal, é tão mais simples...

Se o faz intencionalmente? Penso que, a maioria das vezes, não. É algo que surge, e em que acredita piamente. A partir daí, sucede-se uma bola de neve de atitudes erradas que não consegue evitar. E não é, também, isso (os erros) que torna o ser humano, humano?