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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O cúmulo da (in)eficácia!

Foram os bombeiros de Mafra contactados para acorrer ao local onde se encontrava um gatinho em apuros, a fim de o salvar, mas acabaram por ser responsáveis pela sua morte!

Ao que parece, o gato estava em cima de um poste. E os bombeiros resolveram fazê-lo descer utilizando jactos de água! Para ver se caía!

E caíu! Caíu, mas morreu com a queda :(

É lamentável... 

 

 

Posteriormente, na sequência deste incidente e de uma petição para responsabilização em actividades profissionais cuja obrigação social é a ajuda e a protecção da vida de seres vivos, humanos ou animais, os bombeiros de Mafra emitiram um comunicado à população a pedir desculpas pelo sucedido, afirmando que se tratou de um acto isolado. 

Decididamente...

 

...não tenho jeito para veterinária!

 

Admiro a atitude, a eficácia e a coragem de quem exerce essa profissão.

Fazem o que têm a fazer, sem "mariquices", sem rodeios, sem "engenhocas".

 

Já eu, não tenho a mínima vocação para enfermeira de gatos. Sou boa a brincar com eles ou a dar miminhos. Sou péssima a tratar-lhes da saúde.

Simplesmente não consigo agarrar na minha gata, segurá-la pelo pescoço (que ainda por cima está em ferida) e enfiar-lhe o comprimido, como a veterinária diz "goela abaixo". Tenho tentado que ela o coma junto com a ração, o que resultou algumas vezes e foi para mim um grande alívio.

Mas outras nem por isso. E então lá tive eu que tentar fazê-la engolir o antibiótico. As primeiras vezes não foi assim tão mau. Mas ela já está escaldada, e hoje de manhã declarou-me guerra!

 

Resultado: mão e braço completamente mordidos e arranhados, com sangue a correr! Consegui que ela tomasse o comprimido. mas a seguir fui em para a casa de banho desinfectar as minhas próprias feridas!

A tua cara não me é estranha...

 

...mas não me consigo lembrar!

 

Estava eu ontem à beira mar quando oiço o meu nome e vejo um rapaz dirigir-se a mim, como se me conhecesse bem.

E eu, fiquei a olhar para ele com cara de parva :)

Dizia ele: "Não estás a ver quem eu sou?"

Eu: "Não!"

Ele: Sou o Nuno!

Eu: "Desculpa mas não estou mesmo a ver quem és..."

Ele: "Éramos da mesma turma no 6º ano! Tu tinhas sempre boas notas - 4 e 5!"

Eu: "Eu tenho uma memória muito fraca...mas realmente a tua cara não me é estranha..."

 

Parece que costuma ver-me quando vou levar a minha filha à escola, e quando me viu na praia, foi confirmar se era mesmo eu.

E depois desta breve conversa, já em jeito de despedida, pergunta-me ele: "ainda não te estás a lembrar de mim, pois não?"

E eu: "Não! Mas hei-de me lembrar!"

 

O que vai ser difícil tendo em conta que já passaram mais de 20 anos! Eheheh

"Aguentar o barco"

 

Estes últimos dias não têm sido fáceis.

Era imprescindível que houvesse uma pessoa calma, ponderada, tranquilizadora, compreensiva, forte e eficaz, perante a situação em que os que me são próximos se encontram. Alguém para aguentar o barco e levá-lo a bom porto. Fui eu a escolhida!

Afinal, de nada serviria encarar os factos com histerismo, nervos ou tristeza. 

A minha filha precisava de mim para a acalmar enquanto vomitava sem parar, com dores, e enquanto lhe tentava dar banho com várias interrupções a que a diarreia obrigava, às 4 horas da manhã.

A Tica precisa que sejamos compreensivos com ela, pois está doente, e isso leva-a a urinar em tudo o que é sítio, menos na liteira. E leva-a também a vomitar.

O meu marido precisa de apoio, porque perdeu novamente a carteira com todos os documentos, porque tem saudades da família, porque faleceu alguém que era para si muito importante, porque anda com dores de dentes, e porque precisa de atenção.

Sendo eu a única pessoa que não foi afectada por nada, cabe-me a mim, como mãe, dona e mulher, ajudar aqueles que amo a ultrapassar esta fase menos boa com força, tranquilidade e compreensão.

Mas a verdade é que também eu me começo a ressentir e a perder forças. Qualquer dia, sou eu que fico doente!

E nessa altura, quem irá impedir que o barco afunde?...