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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O Inglês no 1º ciclo

 

Acabou este ano a obrigatoriedade da oferta do Inglês no 1º ciclo e nem todos receberam a notícia de ânimo leve.

Mas a verdade é que o Inglês obrigatório, de facto, não o era!

O ensino da chamada "língua universal" estava inserido na oferta de actividades de enriquecimento curricular, de frequência facultativa.

Logo aí, cai por terra o argumento de que, agora, irão haver crianças a chegar ao 5º ano sem nenhum conhecimento da língua, e outras com alguns anos de estudo do Inglês porque, sendo a actividade facultativa, muitas crianças poderiam optar por não ter.

Por outro lado, até que ponto o ensino do Inglês como actividade facultativa é fundamental para a preparação dos alunos para o 5º ano?

A minha filha teve Inglês desde o 1º ano. Está agora no 4º ano e continua a ter (passou a ser o único ano que oferece Inglês, nesta escola).

E com toda a certeza, sabe mais do que eu sabia na idade dela. Aquilo que ela aprendeu nestes anos, aprendi eu no 5º ano pela primeira vez.

No entanto, tudo o que ela possa saber neste momento, será ensinado de novo quando chegar ao 2º ciclo. E o facto de já ter aprendido antes não é garantia de que possa vir a ter melhores notas, ou saber falar e escrever melhor do que alguém que, até então, nunca teve Inglês. 

E apesar de as crianças nesta idade terem uma capacidade inata (segundo dizem) para aprender, e apreender conhecimentos, pergunto-me de será fundamental começar a aprender Inglês quando ainda mal sabem escrever e falar português?

Apesar de o Inglês continuar a ser considerado a "língua universal", a mais utilizada no mundo e muito necessária ao longo da nossa vida, será fundamental começar a ser ensinada desde o 1º ano?

Talvez...

Eu, pessoalmente, sou a favor do Inglês como actividade de enriquecimento curricular e, mesmo tendo acabado a obrigatoriedade da oferta, penso que seria benéfico as escolas optarem por mantê-la, em detrimento de outras como as que oferecem este ano na escola da minha filha, como oficina de leitura ou matemática divertida, que parecem um prolongamento da matéria obrigatória.

Mas agora são as escolas que decidem, e nem sempre o fazem da melhor maneira...

 

Uma mala cheia de sonhos...

 

...e o coração cheio de esperança, é o que levam, acima de tudo, aqueles que, pelos mais diversos motivos, decidem emigrar.

A emigração representa a oportunidade de melhorar as suas vidas, a aventura, a mudança, a fuga, a realização de sonhos que, no seu próprio país, não são possíveis.

Mas, para muitos, a mala cedo se vai despojando de cada um dos pensamentos positivos, de cada pedacinho de esperança, de cada sonho, que acabou por se revelar mera ilusão, até ficar vazia...E é com essa mala vazia que retornam ao país de onde, afinal, nunca deveriam ter saído. 

Mas há os que nem isso conseguem, e vêem-se obrigados a guardar a mala, por tempo indeterminado, até conseguirem reunir coragem e condições para regressar.

Outros, simplesmente, deitam a mala fora e adaptam-se (ou tentam) à nova realidade.

No entanto, algumas pessoas conseguem que as suas malas permaneçam sempre cheias! Não com os sonhos que levaram no início, porque esses já se realizaram, mas com outros que os vão substituindo ao longo dos anos. Para esses, valeu a pena! Talvez um dia voltem ao seu país, mas no momento não pensam nisso. Estão bem onde estão, e com a vida que construíram.

 

Escrever um texto para o blog...

 

...é como escrever uma canção!

Num momento, estamos sem inspiração nenhuma. De repente, surge um tema, uma frase, uma situação, e corro a apontar a ideia antes que ela me escape porque, se assim não for, acaba por perder a intensidade do que eu pretendo transmitir. E porque, nessa altura, os pensamentos transformam-se em palavras, e as frases formam-se naturalmente.

Foi assim que foram escritos os meus melhores textos: quando tudo o que escrevi estava a ser sentido naquele momento, ainda a "fervilhar" na minha mente!

So close but, still, so far...

 

É assim que eu nos sinto ultimamente.

Num momento, um banho de confiança, esperança e, até, certeza, de que iremos ultrapassar todas as dificuldades que se apresentem na nossa relação, porque o amor que sentimos é forte e duradouro. Porque somos uma família, e uma família feliz que, apesar de não ter tudo o que desejaria, tenta viver com o que a vida lhes tem para dar, o melhor que pode.

Noutro momento, a leve sensação de que os meus maiores receios começam a tornar-se reais, e não meras paranoias sem sentido.

Num momento, vejo felicidade, compreensão, amor... Noutro, dúvidas, frustrações, infelicidade...E, se a minha vida (a que eu escolhi) não pode mudar, o mesmo não se pode dizer na da outra parte. 

Começo a ter maus presságios, a questionar a solidez desta relação, e a suspeitar que algo que eu temia está na iminência de acontecer...

Mas pode ser apenas uma ameaça remota ou sem fundamento, um fantasma que eu tenho que ignorar. Pensamentos que é melhor afastar para meu próprio bem, e da relação. Afinal, o que tiver que acontecer, acontecerá, e não vale a pena estar a sofrer por antecipação.

Mas, por vezes, é difícil... 

 

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