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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Os animais são extraordinários!

 

Pouco depois das 6 horas da manhã, toca o despertador. Desligo-o e fico na cama só mais uns minutinhos.

Mas a Tica não me deixa adormecer. Assim que vê que eu não me levanto, vai ter comigo e começa a dar com a sua pata na minha cara, até eu sair da cama!

Ontem à noite, estava eu a despachar-me, e à minha filha, para nos deitarmos, quando perguntei onde andaria a Tica. Estava na minha mesa de cabeceira, à espera que eu me deitasse, para ela se deitar também ao meu lado!

No sábado, como andámos em pinturas e arrumações, reclamou o dia todo por falta de atenção e mimos. No domingo, assim que me viu sentada, deitou-se logo ao meu colo e só saiu porque eu tive que me levantar.

Quando quer brincadeira, reclama connosco para chamar a atenção, até irmos atrás dela! Quando quer ir à rua ou que lhe abra a porta dos quartos ou da sala para ir à janela, mia e faz-nos ir atrás dela, para que saibamos o que ela quer.

No outro dia, talvez por causa do frio, conseguiu deitar-se ao meu lado de uma maneira que ficou com parte do corpo tapada com o edredão. Quando acordei e a vi, abriu os olhos, espreguiçou-se na minha direcção e enroscou-se ainda mais! 

Dizem que os gatos são animais independentes mas, tal como as pessoas, também lhes sabe bem ser um pouco dependentes do conforto, atenção, mimos e amor que os donos têm para lhes dar (os que têm essa sorte, claro)!

E a nossa Tica é fantástica!

Vemo-nos mais logo...

 

As três semanas que o meu marido esteve de férias foram, para mim, dias como outros quaisquer. Ou piores.

Em primeiro lugar porque eu não estou de férias, logo, o único tempo que tenho para estar com ele é o mesmo de sempre - um bocadinho à noite, de preferência quando a Inês já está despachada e na cama, e eu para lá caminho.

Em segundo lugar, não podemos estar muito tempo juntos no mesmo sítio porque, com os nossos feitios, corremos o risco de dar em doidos!

O que não é difícil quando eu tenho que acordar cedo para levar a filha à escola e trabalhar o dia todo, e chego a casa cansada e sem paciência para pouco mais que ajudar a filha nos trabalhos da escola, fazer jantar e preparar tudo para o dia seguinte. E quando o marido, para castigo, fica sem carro durante duas semanas e anda stressado porque os planos lhe foram estragados e não pode ir a lado nenhum, ficando "quase" obrigado a estar em casa.

Ainda assim, conseguimos sobreviver (podia ter sido pior)! E hoje, mais uma vez, no último dia de férias, voltaremos a ver-nos mais logo, nem que seja para partilhar "dois dedos" de conversa, adormecer juntinhos e sonhar que melhores férias virão... 

 

Como passar de bestial a besta num passe de mágica!

 

É impressionante como, durante anos, os/as ex companheiros/as foram excelentes maridos/ mulheres, pais/ mães excepcionais, pessoas dedicadas, amorosas, carinhosas, enfim, o sonho de qualquer mulher/ homem. 

E de repente, de um dia para o outro, as mesmas pessoas que antes teceram rasgados elogios, proferem agora duras críticas contra os/ as seus/ suas parceiros/ as.

Não digo que as pessoas não mudem com o tempo ou que, pelo contrário, sempre tenham sido assim. Mas, em primeiro lugar, não há necessidade de informar toda a sociedade de algo que só diz respeito aos envolvidos. Mais ainda quando existem filhos. Em segundo lugar, se alguém mudou e, com isso, originou a separação, o problema foi resolvido com a separação. Se, pelo contrário, a pessoa sempre foi assim, porque é que só ao fim de vários anos, quando se separam, falam nisso? E porque é que, a ser assim, estiveram tanto tempo juntos?

Isto tudo vem a propósito das novas declarações (ainda duram) de Manuel Maria Carrilho sobre Bárbara, depois do divórcio:

 

“A Bárbara (Guimarães) não sabe o que é educar. Para ela, educar é não haver limites. Tudo deve ser permitido, porque o que interessa é que eles gritem, se exprimam, saltem, berrem. Tudo deve ser natural. É aquilo a que chamo ‘o culto estúpido da espontaneidade’. Eu acho que não, que as crianças devem ser educadas no culto inteligente dos valores, e aprender a respeitar. A Bárbara não faz a mais pequena ideia do que é a educação, nunca fez”.

 

Será que só agora é que ele se preocupou com a educação dos filhos?! Talvez!

É típico de alguns pais, depois da separação, armarem-se em pais presentes, preocupados, zelosos, amigos e companheiros. Para "ficar bem na fotografia", tentar "ganhar" mais amor dos filhos ou, simplesmente, colocá-los contra o outro progenitor. 

Por isso, não é de admirar que Carrilho se tenha até "deixado convencer a ir ao McDonald’s, que é uma coisa que o filho só tinha conseguido fazer uma vez, no Dia do Pai”!

Mas, no final de contas, quem fica a ganhar são as crianças! Ou talvez não...

E, entretanto, enquanto vão reduzindo pessoas bestiais em bestas, transformam-se as bestas em pessoas bestiais, assim...num passe de mágica! 

A ironia da dependência

 

Sabemos bem que, na vida em sociedade, todos nós dependemos uns dos outros. Sem essa dependência, o mundo seria, provavelmente, um descalabro.

Mas cada vez mais me convenço que, em determinadas ocasiões, seria bem melhor dependermos menos dos outros, e mais de apenas nós próprios!