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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre o filme Winter's Tale

 

Com estreia marcada na semana em que se comemorava o Dia dos Namorados, Winter's Tale - Uma História de Amor, prometia ser um digno sucessor de filmes como Titanic, ou Prometo Amar-te.

Não foi. Para mim, ficou muito aquém das expectativas. 

O que é que eu não gostei?

Bem, os primeiros minutos de filme não foram propriamente cativantes, mas pensei "vamos lá ver se melhora, afinal aconteceu o mesmo com o Titanic".  Não melhorou grande grande coisa. 

O filme parece uma montagem de várias histórias mal enxaixadas. Imaginem retalhos de vários tecidos de padrões diferentes que decidiram juntar para fazer uma manta. Até podia ficar uma coisa gira, se os tecidos não fossem tão fraquinhos e se não faltassem os acabamentos.

Temos um casal que decide abandonar um bebé à sua sorte, numa pequena embarcação. Um bebé que cresce e se torna ladrão - Colin Farrel. Um ladrão que se vira contra o seu mentor - Russel Crowe. Mentor esse que é funcionário do Diabo - Will Smith (nunca pensei vê-lo na pele de Diabo!).

Durante a sua fuga às forças do mal, Peter Lake entra na mansão da família Penn, onde encontra a jovem Beverly - Jessica Brown Findlay, que está a morrer. Tudo levava a crer que ela seria o seu milagre, por isso teria que ser eliminada rapidamente, sem esperar que o destino a levasse. Temos então um brevíssimo romance, que mal começou já estava acabado.

Passam-se cerca de cem anos e temos Peter Lake a vaguear pelas ruas, sem rumo, sem memória, apenas com o pequeno baú onde guardou as suas coisas, e com uma imagem na cabeça que desenha no chão, sem saber de quem se trata.

De repente, cruza-se com uma menina na rua e, mais tarde, com a mãe dela - Jennifer Conelly. Diversos acontecimentos e descobertas vão levá-lo a descobrir que, ao contrário do que se pensava, não era Beverly o milagre dele, mas sim ele o milagre da pequena Abby. E que a sua missão é salvá-la. 

Não é mau de todo, e tem a sua mensagem mas, um elenco tão bom como este merecia um papel à sua altura.

Destaco, pelo lado positivo, alguns momentos engraçados protagonizados pela personagem Peter Lake com toda a família Penn, o momento do reencontro e despedida da pequena Willa e, acima de tudo, os momentos protagonizados por Peter Lake com o seu amigo Cavalo Branco, das forças do bem. Foi, sem dúvida, a amizade e a lealdade entre os dois o que mais me comoveu neste filme!

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