Joe - o filme
Sexta-feira foi dia de cinema.
Em cima da hora, e sem muito tempo nem muitos cinemas disponíveis, adiámos a visualização de O Céu Existe Mesmo, em troca do filme JOE.
O trailer deixou-me com algumas dúvidas em relação ao filme - sim, parece bom, mas será que o filme inteiro será assim?
As minhas dúvidas confirmaram-se. Nem consigo bem explicar o que sinto em relação ao filme. Não foi mau, é um bom filme, mas também não é daqueles filmes que vemos e achamos espectacular.
Não considero, ao contrário de muitos, uma das melhores (senão a melhor) interpretação de Nicholas Cage.
Nota positiva para o tema escolhido, para a interpretação do jovem Tye Sheridan no papel de Gary, para a amizade que ele cria com Joe, para a camaradagem representada pelos trabalhadores, para alguns momentos cómicos e surreais, e para as cenas finais, que comovem.
Mas se tivesse que atribuir um prémio, seria para Gary Poulter, que desempenhou o papel de Wade (também apelidado de G-Daawg), o pai do personagem de Sheridan, uma figura miserável e desprezível que ao longo do filme passamos a odiar!
Poulter, um sem abrigo descoberto nas ruas de Austin, e escolhido para interpretar um alcoólico violento e sem escrúpulos, faleceu dois meses depois do término das filmagens e nunca viu o produto final.
Tudo o resto está a mais no filme - lutas de cães desnecessárias, prostituição, uma rivalidade que não acrescenta nada de importante à trama, e personagens que parecem não servir para mais do que "enfeitar".