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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sentimentos não se discutem!

 

Na semana passada, estávamos nós (eu e o meu marido) a comentar, a propósito do desaparecimento na nossa gata, que algumas pessoas consideram ridículo ouvir-nos falar em sofrimento pelo desaparecimento de um animal, acham absurdo o nosso desespero, e gozam com as nossas preocupações e cuidados com esse mesmo animal. Afinal, não passa disso mesmo – um animal.

Não condeno essas pessoas. Elas apenas não compreendem porque não sentem aquilo que nós sentimos.

É como estar a tentar convencer alguém que não liga a bebés, que eles são uma bênção, que são muito queridos e fofinhos e nos dão muitas alegrias. Para quem não gosta de crianças, nada disso faz sentido.

Ou tentar explicar, a alguém que não liga nenhuma a futebol, como é bonita a festa que faz o campeão, ou como ou bom o ambiente vivido num estádio.

Até mesmo com meros objectos, há pessoas mais desprendidas que outras. Para determinada pessoa pode ser fácil mudar de casa, mudar de televisão, mudar de carro. Para outra, esses objectos, embora meramente objectos, podem ter um valor sentimental que torna difícil substitui-los por outros.

Tudo depende da perspectiva de cada um, daquilo que cada um gosta, pensa e sente.

Diz-se que gostos não se discutem. E sentimentos também não!

 

Provas finais do ensino básico

 

 

A primeira fase de provas nacionais, para o 4º e 6º ano, já lá vai.

Agora é o momento da correcção, que leva muitos professores a deixar de dar aulas, para exercer a função de avaliadores.

É o caso da professora da minha filha. E, se formos ver, no caso do 4º ano, estamos a duas semanas do fim das aulas. 

Ontem, ficou em casa, tal como vai ficar na sexta-feira. Quinta-feira, é o feriado municipal. Quarta-feira, é dia de Feira da Espiga na escola. E hoje vão fazer uma visita de estudo. Uma semana em grande para descontrair da pressão das provas.

Na próxima semana (a última), mais uma visita de estudo e duas tardes sem aulas. E está o ano concluído. Pelo menos para quem não tiver que recuperar na 2ª fase.

Quanto às provas, a Associação Nacional de Professores de Matemática (APM) considerou a prova nacional do 4.º ano daquela disciplina, feita na passada quarta-feira por cerca de 110 mil alunos, “extensa e com um grau de dificuldade considerável”.

Já a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) diz que o grau de dificuldade é “adequado” e defende que um aluno com uma preparação sólida terá uma classificação de 4 ou mais na prova.

Eu, pessoalmente, achei a prova de matemática deste ano mais difícil que a do ano passado. É verdade que tem exercícios facílimos. Mas há outros mais complicados, em que não se compreende o que é pretendido. Quanto à de Português, a professora da minha filha considerou a deste ano mais fácil que a do ano anterior. Pelo que vi, também me parece que sim. Pelo menos no que se refere aos textos e respectiva interpretação.

Agora é esperar que os professores, com os resultados destas provas na mão, façam contas à nota final que irá determinar quem está, automaticamente, aprovado, ou quem segue para a 2ª fase de provas, em pleno período de férias de verão.

Carta para a Tica - Parte II

 

 

"Querida Tica, 

Ontem, finalmente, voltaste para casa!

Quando o teu dono me ligou à hora do almoço a dizer que estavas em casa, quase nem acreditei. Mas, quando corri para ver com os meus próprios olhos, lá estavas tu à janela da sala, como se nunca tivesses deixado de lá estar.

Voltaste, sã e salva. Pela tua própria pata! E entraste pelo mesmo sítio por onde tinhas fugido.

O que aconteceu nesta tua aventura, nunca vamos saber. Mas sei que vinhas atordoada, exausta e com muito frio. Fome, não tinhas. Apenas petiscaste, antes de te enroscares na nossa cama completamente tapada com cobertores e edredons, e fechares os olhos (saudades da caminha dos donos).

Ali ficaste toda a tarde, até quase às 22 horas. Houve alturas em que temi que estivesses doente, ou algo pior. Não te mexias. Mas quando abriste os olhos, ainda que por segundos, sosseguei.

E fiquei surpresa e contente por te ver caminhar até à cozinha para comeres, já mais restabelecida.

Mas ainda não tinhas recuperado totalmente. Não te apetecia brincar nem fazer mais nada que não fosse receber muitos miminhos e deitares-te de novo. 

Emocionei-me quando miaste daquela forma tão intensa para mim, como que a pedir para eu me despachar depressa que me querias só para ti e quando, no meio de toda a atenção que estavas a receber do dono e da Inês, saltaste para o meu colo e ajeitaste-te a dormir (saudades do velho roupão da dona).

E depois de te ter levado para a nossa cama, ali dormiste toda a noite, ao meu lado, tal como no sonho que tive na noite anterior. Desta vez, era mesmo verdade!

Hoje, ainda não estás a 100%, mas já começas a voltar à tua rotina normal - comer ervinhas, estar à janela, miar para ir à rua (não te serviu de emenda)!

Voltaste, e estás de novo na tua casa, e com a tua família! Benvinda de volta, Tica!"

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