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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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O que têm em comum Procuro-te e Perdoa-me?

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Perdoa-me e Procuro-te – o que têm em comum estes dois livros da Lesley Pearse?

Muitas coisas, e praticamente nada! Confusos? Eu explico.

Em primeiro lugar, apenas uma palavra - um verbo, que até começa em ambos os títulos pela letra P! No primeiro, em modo imperativo, no segundo, informativo. Mas isto é apenas um aparte!

Li primeiro o Perdoa-me que, como já referi num outro post, foi o livro surpresa deste ano e, uns meses mais tarde, o Procuro-te.

Ambas as histórias envolvem uma família constituída por pai e mãe adoptivos, e um irmão e uma irmã mais novos. Em ambas, a personagem principal – a filha mais velha que foi adoptada, tem problemas típicos de adolescente e passa por uma fase conturbada antes de assentar. Nas duas histórias a irmã mais nova não se dá bem com a personagem principal.

Ambas as histórias começam com a morte da mãe adoptiva. E em ambas, quando o pai recebe a notícia da morte da esposa, trata a filha mais velha com indiferença, com modos mais rudes e parece tomar o partido dos outros filhos, contra ela.

Em qualquer das histórias a personagem principal vai partir em busca das suas origens, e da sua mãe biológica.

Em ambas há mistério, crime e romance.

É aqui que se acabam as semelhanças que, por momentos, me levaram a pensar “ou não, outra história igual?”!

No Perdoa-me, Eva foi roubada à mãe biológica. No Procuro-te, Daisy foi adoptada.

A mãe biológica da Eva era negligente, como se veio a provar pelo que aconteceu com a sua outra filha. Já a mãe de Daisy, foi forçada pelas circunstâncias a dar a sua filha para adopção, para que tivesse um futuro melhor, que ela nunca lhe poderia proporcionar.

Um retrato sobre uma vida simples numa quinta, sobre ambição, sobre os meandros do álcool e drogas no mundo da moda, sobre como se podem desfazer todos os sonhos da adolescência de um momento para o outro, sobre maus tratos, sobre altruísmo, e uma amizade inabalável (ou talvez não) entre duas irmãs.

E, no final, irá Daisy encontrar a sua mãe biológica? Criar laços com ela? Recuperar o tempo perdido?

Para saberem que descobertas Daisy fez sobre a sua família, sobre o passado dos avós, da mãe e de todos os que fizeram parte dessa outra vida, vão ter que ler o livro.

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