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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Apanhada de surpresa

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Sabem aqueles momentos que, por vezes, imaginamos ou desejamos que aconteçam, mas nunca pensamos que realmente venham a acontecer? Pois foi isso que aconteceu.

Já deveria estar habituada. Já não deveria estranhar nem me surpreender.

Afinal, sempre assim foi, desde que era pequenita.

Mas a verdade é que este meu tio consegue sempre surpreender todos quando menos esperamos!

A última vez que o vimos, era a minha filha bebé. Eu tinha casado há pouco tempo com o meu ex-marido. Foi há mais de 10 anos. Depois disso, evaporou-se. Nunca mais deu notícias, nem sinal de vida.

Ao longo desses anos, a minha filha cresceu. Eu, envelheci. Divorciei-me e voltei a dividir a minha vida com alguém. O tempo não parou. Nunca pára.

Ao longo desses anos, imaginei se algum dia ele iria aparecer aqui de novo, voltar a ver-nos, dar notícias, explicar por onde tem andado e o que tem feito, partilhar connosco as suas tristezas e alegrias...No entanto, achava pouco provável que isso viesse a acontecer.

E então, num dia igual a tantos outros, numa hora de almoço igual a todas as outras, estava eu na casa dos meus pais a almoçar, batem à porta. Quem era?

O meu tio!

 

Espelho meu, espelho meu...

A atriz surgiu com um rosto completamente diferente num evento em Hollywood

Haverá alguém mais irreconhecível do que eu?!

 

Há uns tempos atrás foi a Renée Zellweger.

Há menos tempo, a Catherine Zeta-Jones (embora a diferença não seja tão visível).

Agora, Uma Thurman.

Se o objectivo é não deixarem escapar a beleza por entre os dedos, parece-me que não está a chegar a bom porto.

Quanto mais fazem para manter a beleza de outros tempos, mais parecem envelhecer. Muitas, na intenção de não verem a sua carreira esmorecer devido à idade, e de não perderem o lugar tão duramente conquistado em Hollywood, submetem-se a qualquer tipo de cirurgia ou tratamento que lhes devolva a juventude perdida, mas acabam por ver concretizados os seus maiores receios, na sequência dos resultados exagerados ou desastrosos dessas fórmulas miraculosas.
E nós, espectadores, habituados à beleza natural, e própria da passagem dos anos, olhamos agora para essas mulheres e perguntamo-nos quem serão. Porque, simplesmente, não as reconhecemos!

Isto de ser independente...

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...tem muito que se lhe diga!

 

Numa conversa com a minha filha:

Ela: Quando fizer 18 anos já sou independente.

Eu: Ai sim? Porque é que dizes isso?

Ela: Então, com 18 anos já não mandas em mim. Já posso fazer o que quiser. E vou tirar a carta de condução.

Eu: Enquanto morares comigo, tens que respeitar as minhas regras e deves-me satisfações. Quanto à carta, acho bem. E com que dinheiro o vais fazer?

Ela:Com o dinheiro que tenho no mealheiro.

Eu: Mas vais precisar de muito mais!

Ela: Então, ainda tenho 7 anos para juntar.

Eu: E vais morar com quem?

Ela: Contigo.

Eu: E vais trabalhar?

Ela: Não mãe. Primeiro tenho que ir para a universidade, para me formar e poder arranjar um trabalho.

Eu: E quem é que vai pagar as tuas contas enquanto estudas?

Ela: Tens que ser tu.

Eu: Ah. Deixa-me lá ver então se percebi. Com 18 anos já és independente, mas vais continuar a morar com a mãe e a depender financeiramente da mãe? Então não és independente! Quando tiveres o teu emprego, a tua própria casa e a tua vida organizada, aí sim, podes dizer que és independente!

 

Os jovens têm sempre imensa pressa de chegar aos 18 anos, atingir a maioridade e tornarem-se independentes. Na teoria, assim seria. Na prática, a história é diferente. E é um desejo que só se aplica e é válido para o que mais convém.

Aos 18 anos, os pais já não podem mandar neles! Já podem fazer o que quiserem sem dar satisfações a ninguém! Já tomam as suas decisões e não gostam que os pais se intrometam onde, consideram eles, não são chamados!

Mas se lhes perguntarmos se vivem sozinhos ou com os pais, parece-me que grande parte pertencerá à segunda opção. Se lhes perguntarmos onde vão buscar o dinheiro para os seus gastos do dia a dia e extravagâncias, para os estudos, ou até mesmo para o pagamento de uma renda, provavelmente responderão que são os pais que lhes dão.

Se há algum problema no qual se meteram e do qual não conseguem sair, é aos pais que muitas vezes recorrem.

Antigamente, os jovens tornavam-se adultos mais rapidamente, saindo debaixo das asas dos pais por volta dos 18 anos. Por vezes, antes.

Hoje em dia, temos homens e mulheres entre os 20 e os 40 anos, que estão totalmente dependentes dos progenitores. Muitos, nunca trabalharam.

Então, que espécie de independência é esta que tanto e tão cedo anseiam, e que só tão mais tarde conseguem ou se predispõem a alcançar?

Independência não é apenas ser livre para decidir a vida que quer levar sem que ninguém se intrometa, mas também agir com a maturidade e responsabilidade que ela exige.

 

 

 

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