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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dar um tempo? Ou terminar?

 

E quando, de repente, um dos membros do casal se vira para o outro e diz "Acho que é melhor darmos um tempo"...

 

O relacionamento entre duas pessoas nem sempre é um mar de rosas, e é normal que surjam momentos menos bons, e as já conhecidas crises nas relações, provocadas pelos mais diversos factores.

Quando assim é, muitos são os casais que optam por terminar a relação. No entanto, pode haver quem queira apenas "dar um tempo".

Mas, lá bem no fundo, será que dar um tempo é uma solução válida, ou não passa de um adiar do fim da relação?

A verdade é que, quando um dos membros do casal pergunta ao outro "vamos dar um tempo?", não está mais do que a dizer que, se ainda não desistiu da relação, está prestes a fazê-lo.

As mulheres, tendem a pedir um tempo para pôr os pensamentos em ordem, quando já não acreditam que as coisas tenham solução. Já os homens, por norma, aproveitam esse tempo para matar saudades da vida de solteiro.

Mas será que esse tempo resolve os problemas? Não me parece. O tempo não resolve os problemas. pelo contrário, pode até mesmo agravá-los. Ou então serve para colocá-los em "banho maria". Quanto muito, o casal acaba por ter, depois desse tempo, a conversa que devia ter tido logo, sem precisar de tempo.

É o mesmo que tentar tapar os estragos, camuflando-os. Com o tempo, se não forem devidamente reparados, vão acabar por reaparecer à vista de todos, porque nunca deixaram de existir. 

Por outro lado, durante esse tempo de duração indefinida, muitas coisas podem acontecer:

- um dos membros do casal (ou os dois) conhecer outra pessoa e apaixonar-se; 

- a pessoa que pediu o tempo perceber que não existe mais amor, e terminar de vez a relação;

- essa mesma pessoa perceber que não pode viver sem a outra, e querer reatar a relação;

 

E, neste último caso, será que a volta depois desse tempo irá resultar? Mais uma vez, depende das circunstâncias, do tempo que ficaram separados, dos problemas que se resolveram, e dos que ficaram por resolver.

Posso dizer que já me aconteceu pedir um tempo na fase do namoro, que durou apenas alguns dias, por insistência da outra parte. Reatámos e estamos juntos até hoje. No entanto, agora casada, não faz sentido para mim dar ou pedir um tempo.

Até porque isso implicaria uma mudança radical da rotina como morar novamente sozinhos, pouco ou nada nos vermos, ou encontrar-mo-nos apenas como amigos, e ausência de convivência, ainda que provavelmente temporária, do meu marido com a minha filha e família. 

Ora, para mim é óbvio que depois desse retrocesso e mudança, que afectaria não só a mim mas também a minha filha, dificilmente voltaria a retomar a relação nas condições em que existia anteriormente. 

E não havendo relação nesses termos, menos sentido ainda faria voltar à fase anterior, de mero namoro de fim-de-semana.

Ou seja, o mais certo seria mesmo o fim da relação. Até porque, embora no início tudo pudesse parecer melhor, a falta de confiança, a cumplicidade perdida, a existência das mesmas condições que, eventualmente, ditaram o pedido de tempo, e outros factores, acabariam por contaminar permanentemente a relação, e ditar o seu fim. 

Por isso o que outra pessoa chamaria "dar um tempo", eu chamar-lhe-ia e entenderia como "ponto final"!

 

 

Não bastava o Português e a Matemática...

...para "lixar" a vida dos estudantes, tinham que arranjar mais uma disciplina  - O Inglês!

 

 

De acordo com um despacho publicado no Diário da República, os alunos do 1º ciclo devem obter aprovação na disciplina de Inglês, sob pena de ficarem retidos no 4ª ano do 1º ciclo do ensino básico.

No entanto, esta medida não será, para já, posta em prática, uma vez que só este ano o Inglês começa a ser lecionado nas escolas, e exclusivamente para alunos do 3º ano de escolaridade.

Diz o artigo 13.º do Despacho de Avaliação do Ensino Básico, que define as condições de aprovação, transição e progressão que "no final de cada um dos ciclos do ensino básico, o aluno não progride e obtém a menção de Não Aprovado, se [...]no caso do 1.º ciclo, tiver obtido classificação inferior a 3 simultaneamente nas disciplinas de Inglês, de Português ou Matemática e, cumulativamente, menção insuficiente em pelo menos uma das outras disciplinas". 

Corrijam-me se estiver enganada mas, pelo que percebi,quem tiver negativa a Inglês e Português, ou a Inglês e Matemática, e ainda menção insuficiente noutra disciplina, será reprovado.

A ideia, explica o Ministério da Educação, é valorizar o ensino desta língua. Quanto a mim, a valorização do ensino de qualquer disciplina, por mais importante que seja, não deveria ser feita à base de uma nota no final do ano, mas sim do tudo o que possa feito durante esse ano para cativar os alunos para a disciplina, e levá-los a compreendê-la, a sua importância e utilidade no futuro, a interessarem-se pela aprendizagem e, no final, conseguirem bons resultados!

É preferível um aluno tirar uma boa nota porque a isso foi obrigado, ou porque gostou e compreendeu aquilo que aprendeu, e soube aplicar ao longo do ano, conseguindo essa boa nota com mérito e sem esforço?

 

 

Será que os pais se preocupam mesmo com a obesidade dos filhos?

 

Li num post do blog http://paranoias-de-mae.blogs.sapo.pt que, entre as 10 maiores preocupações dos pais em relação aos filhos, de acordo com um estudo efectuado pelo Hospital Pediátrico C.S. Mott, no Michigan, Estados Unidos, relativamente a 2015, a que ocupa o primeiro lugar, pelo segundo ano consecutivo, é a Obesidade Infantil!

 

Ora, a mim parece-me um pouco contraditório que, sendo esta a maior preocupação dos pais, exista uma taxa cada vez maior de obesidade infantil.

Parece-me contraditório que pais preocupados se deixem aliciar e vencer pela comida fast food, que ganha cada vez mais terreno.

Parece-me contraditório que, sendo essa a maior preocupação dos pais, se vejam cada vez mais crianças e jovens obesos, como aqueles que agora concorrem a programas como o Peso Pesado Teen.

Parece-me contraditório que, sendo a obesidade infantil a principal preocupação dos pais, seja preciso chegarem a um programa de televisão, para perceber que andaram anos a cometer erros; que seja preciso os filhos chegarem ao fundo do poço, para mudarem de atitude em relação aos seus hábitos alimentares.

 

Na minha opinião, pais realmente preocupados com a possibilidade de os seus filhos se tornarem crianças e jovens obesos, apostam na prevenção, apostam em bons hábitos alimentares desde cedo, apostam em actividades físicas que os façam ocupar a mente (e o estômago), gastar energias e queimar calorias, em vez de permitir que eles se sentem horas a fio, em frente a uma televisão, a comer sem parar, tentam conversar com os filhos e perceber as possíveis causas que possam estar a desencadear um apetite fora do normal. 

 

E, acima de tudo, pais preocupados com a obesidade infantil devem dar o exemplo! De nada adianta querer que os seus filhos se alimentem saudavelmente, se eles próprios não o fazem. De nada adianta querer que os seus filhos sejam activos, se eles próprios são sedentários. Os pais são sempre o melhor exemplo que os filhos podem ter, tanto para o bem como para o mal. 

 

Sobre o primeiro dia de aulas

 

Ontem foi o primeiro dia de aulas deste novo ano lectivo.

Muitas crianças e adolescentes aguardavam há muito por este dia - ou porque já tinham saudades dos colegas e dos momentos passados com eles na escola, ou porque já estavam fartos de estar tanto tempo com os pais, ou ainda porque sentiam saudades de alguns professores e disciplinas, e de aprender coisas novas.

O que é certo é que o entusiasmo do primeiro dia de aulas é notório! Todos levam mochilas novas, material para estrear, a melhor roupa para começar em grande, etc. Mas esse entusiasmo depressa irá passar, dando lugar ao cansaço e tédio provocado por uma rotina e regras a que já não estavam habituados, e ao enorme desejo que as férias de Natal cheguem depressa!

Quanto a nós, tenho a dizer que começámos este ano com novidades:

- o professor de educação física, e director de turma, reformou-se durante as férias de verão, pelo que a turma deve conhecer hoje o novo professor que, possivelmente, irá também ocupar o cargo de director de turma. Não tenho nada contra a reforma do professor, se ele quis e pode, ainda bem. Mas não ficava mal ter avisado os pais dos seus ex-alunos de que não iriam contar com ele no novo ano lectivo. Ainda há dias enviei um email, a questionar sobre a reunião do início do ano, e não obtive resposta. Agora percebo porquê! 

- não sei se por excesso de alunos, falta de espaço ou ambos, e apesar de a escola ter sido reconstruída há poucos anos, foi colocado este ano um contentor, onde a turma vai passar a ter aulas de português e história! 

- no entanto, o ponto alto do dia foi mesmo aquele em que, quando pergunto à minha filha como correu a manhã na escola, ela me responde:

"Correu bem mãe, mas sabes o que é que eles fizeram? Até ficámos parvas! Trocaram a máquina dos chocolates, por uma máquina de água!" 

Este ano lectivo promete!

Velha rotina, novos hábitos

 

Manhã do primeiro dia de aulas:

O despertador toca às às 06.20h. Levanto-me, com pouca vontade. O meu marido continua na cama. A Tica, continua na cama. 

Está frio. Tenho que vestir um casaco, e abotoá-lo até ao pescoço, porque a Tica ficou em cima do roupão.

Puxo as persianas da janela da sala para cima, Abro as cortinas da janela da cozinha. Ainda é de noite! A Tica, que entretanto já se levantou, põe-se em cima da máquina de secar para que eu a leve à rua.

Estranha estar tão escuro lá fora. Não é costume. Vai ter que esperar que clareie, e não acha muita piada à ideia. Até porque o vaso da ervas também está no quintal e está na hora do pequeno almoço.

Pequeno almoço que, quanto a mim, parece que, a estas horas, nem cai bem. 

Tenho roupa para estender, mas não me apetece nada ir lá para fora quando ainda nem sequer amanheceu.

Às 7h, chamo a minha filha. Diz-me que parece que o tempo está cinzento. Está habituada a acordar depois de o sol nascer!

Vestimo-nos a pensar que o dia vai estar quente como ontem. Pura ilusão! Está nevoeiro e um ar gélido. Esperamos que o sol venha depressa, ou arriscamo-nos a piorar da constipação.

A caminho da escola, deparamo-nos com a fila de carros em hora de ponte! Que saudades que eu tinha destas confusões (claro que não)! O que vale é que vamos a pé. E até encontramos conhecidos pelo caminho.

A escola está cheia de crianças no átrio. A minha filha entra. Agora, com o novo sistema de cartões.

Vai para dentro e eu, com tempo de sobra, dirijo-me para o trabalho, onde devo chegar meia hora mais cedo. Mas também não valia a pena voltar a casa.

E assim regressámos à velha rotina, com alguns hábitos novos aos quais ainda nos estamos a tentar adaptar! 

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