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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As principais propostas do PAN

 

 

Com as quais concordo:

Incluir os animais no agregado familiar - acho que seria importante, para quem tem animais de estimação, ter algum tipo de apoio, tanto a nível da alimentação, como da saúde dos seus animais. Principalmente, no caso de famílias mais carenciadas. Embora seja uma medida difícil de concretizar, tendo em conta que ainda há muito a fazer nesse sentido em relação aos humanos, e as verbas são cada vez mais escassas.

 

Repensar o conceito de "pessoa" - seria importante deixar de se olhar para os animais como se fossem apenas uma "coisa", um ojecto, e começar a tratá-los como um ser vivo, dotado de consciência e de sentimentos, como todos os humanos. Por isso, o PAN defende o reconhecimento, no Código Civil, de um eventual terceiro tipo de "pessoa", além da pessoa singular e da pessoa coletiva, já existentes.

 

Proibir a produção e o comércio de foie gras - estou totalmente de acordo! Já tive oportunidade de ver alguns vídeos acerca da produção desta iguaria, e são chocantes. Imaginem abrirem-vos a boca, e obrigar-vos a comer de forma desmesurada, até à morte. É isso que fazem aos patos e gansos. A ideia é engordá-los rapidamente, para que o fígado inche e fique maior que o normal, o que provoca um grande sofrimento nos animais. Uma tortura no verdadeiro sentido da palavra, para que meia dúzia de pessoas se possam deliciar com o famoso Foie Gras.

 

Regulamentar o controlo de pombos citadinos, através dos pombais contracetivos - O PAN quer que a Câmara de Lisboa instale na cidade “pombais contracetivos”, para ajudar a resolver o problema do excesso populacional de pombos. Como é que este pombal funcionaria? A ideia é que as aves estabeleçam os ninhos nestas estruturas, sendo depois os ovos retirados do local e substituídos por outros “em gesso ou plástico. Quanto aos ovos retirados aos pombos, seriam incorporados na gestão de resíduos sólidos urbanos. 

 

Com as quais não me identifico: 

Desenvolver uma Roda dos Alimentos sem produtos de origem animal - em primeiro lugar, tenho dúvidas de que consigamos seguir uma alimentação apropriada às nossas necessidades, variada e saudável, sem recorrer aos produtos de origem animal. Em segundo lugar, embora pudesse ser uma questão de hábito, no meu caso, seria bastante difícil abdicar de certos alimentos de origem animal.

 

Distribuir gratuitamente copos menstruais em consultas de planeamento familiar nos centros de saúde - concordo que se faça a distribuição gratuita até porque, actualmente, o seu custo é taxado a 23% de IVA mas, pessoalmente, não sei se trocaria facilmente os pensos ou tampões por estes copos. Posso estar totalmente enganada, mas parece-me que serão desconfortáveis e pouco práticos. Claro que tudo dependerá de pessoa para pessoa. Há quem goste mais de um determinado método, e se sinta plenamente confortável com ele, e quem não goste dele.

 

Estas são apenas 6 das medidas propostas pelo partido Pessoas-Animais-Natureza. Talvez as principais. A meu ver, umas mais urgentes que outras. Umas mais sustentáveis que outras. Esperemos que, destas ou de outras medidas, se consiga algo de positivo na defesa dos animais, e no apoio a quem deles cuida como se de família se tratasse. E se continue a investir na preservação do meio ambiente e da natureza.

 

Acredito que o mundo está perdido...

 

...quando crianças de 11 anos disparam sobre colegas ainda mais novos por causa de uma discussão acerca de um cão. 

Aconteceu no Tenessee, nos EUA, supostamente porque uma menina de 8 anos, colega de escola e vizinha de um menino de 11, quando o rapaz lhe pediu para ver os seus cachorrinhos, lhe disse que não, riu e virou costas. O rapaz terá então ido a casa buscar a caçadeira do pai, e disparou sobre a menina, que acabou por falecer.

Cada vez mais se mata por muito pouco, ou mesmo nada, e a idade de quem comete estes crimes é cada vez menor.

Quando as entidades competentes andam a fiscalizar mais arduamente a posse legal de armas, existem cada vez mais jovens a ter acesso a elas.

Existem cada vez mais pais a deixarem as suas armas ao alcance destas crianças, sem qualquer cautela ou segurança, de modo a evitar acidentes e vinganças fatais.  

E cada vez mais crianças morrem assassinadas por outras crianças.

Como é que podemos travar os terroristas, que lutam pelo poder, pela fé desmedida, pela expansão do fanatismo, quando não se conseguem travar estas crianças? 

Como é que podemos ter esperança de resolver as diferenças pacificamente, quando à mínima contrariedade se desencadeia um guerra?

Como é que pudemos acreditar no poder da palavra, quando cada vez mais o poder se encontra numa arma, numa bala mortal? 

 

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