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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Alerta - Aumento populacional nos oceanos e rios

 

É que agora, em vez de andarem a dar ração apropriada aos peixinhos, andam a alimentá-los com corações!

Já estão a ver o filme? O cupido no seu melhor, a deixar os ditos peixinhos apaixonados, e a tornar-se no mentor do pico de reprodução que ocorrerá, certamente, até ao dia 14 de Fevereiro, provocando o maior aumento populacional dos oceanos e rios de sempre!

Os pescadores também agradecem!

 

Falo, claro, do jogo Aqua Life 3D, do Facebook :) 

Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!

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Quando recebi o convite para o lançamento deste livro, e vi a respectiva sinopse, pensei logo "Tenho que o ler!". Já tinha saudades de um bom romance e, porque não, um romance no feminino, e bem português?

Foi assim que, três dias depois, o livro veio parar às minhas mãos! E não podia estar mais feliz com a minha escolha.

À medida que ia lendo as primeiras páginas, as surpresas iam surgindo, e a sensação de estar a viver uma história bem próxima de mim, acentuava-se. 

A protagonista, imaginem, mora em Mafra. Poderia até ser minha vizinha! O protagonista, vive na Ericeira! E costuma surfar na mesma praia que frequento desde criança. Seria muito fácil cruzarmo-nos por lá.

Para completar, uma das melhores amigas da protagonista chama-se Marta! 

Só por isso, já teria aqui bons motivos para ler este romance. Mas há muito mais a dizer sobre ele, e que o torna um livro indispensável na biblioteca de qualquer apreciador(a) de romances. 

 

A história: 

Tudo começa quando Júlia, jornalista de profissão, se atrasa para a entrevista que ia fazer ao Dr. Seringa, sobre o trabalho dos Drs. Palhaços, num hospital em Lisboa, devido a vários contratempos que, naquele dia, resolveram acontecer, como se o universo tivesse decidido conspirar contra ela.

Tinha combinado com o Dr. Seringa encontrarem-se na recepção e, quando lá chegou e viu um médico encostado ao balcão, deduziu que fosse o próprio e dirigiu-se até ele. Se Júlia não tivesse atrasada e preocupada em começar logo o seu trabalho, tudo poderia ser diferente.

Mas depois de tudo o que já lhe tinha acontecido, desde o atraso pelo facto de o despertador não ter tocado, ao ter perdido o autocarro, e quase não apanhar um táxi, que se tornaram naquele dia o transporte alternativo e tinham desaparecido da praça devido à greve dos transportes públicos, Júlia já só queria começar logo a entrevista, e a visita ao hospital pelo que, aquilo que lhe saiu ao interpelar o médico não foi, certamente, pensado, nem tão pouco intencional mas, ainda assim, deixou-a mais atrapalhada do que já estava.

Afinal, tinha acabado de chamar palhaço ao homem! E ele aproveitou-se desse facto para brincar com Júlia, fingindo-se ofendido por semelhante interpelação, embora ela não lhe tenha achado muita graça.

Este homem não era o Dr. Seringa, mas sim Miguel Souto, director do hospital, que insistiu em acompanhá-la na busca pelo Dr. Seringa, e ir provocando um pouco mais aquela mulher que, apesar de não fazer minimamente o seu género, tinha mexido com ele, nem ele sabia porquê.

Por isso mesmo, ao invés de ir para casa, e desculpando-se com motivos que nada tinham a ver com a sua permanência no hospital, foi ficando por ali. Miguel era conhecido por ser muito brincalhão, e nesse dia mostrou o melhor (ou o pior) dessa sua faceta.

Se é muito fácil sentirmos uma afinidade quase imediata com a Júlia, também nesse dia foi muito fácil ficar solidária com ela, e profundamente irritada com as acções de Miguel, que de tudo fez para que Júlia o acompanhasse onde ele queria, servindo-se dao facto de lhe ter apanhado o telemóvel, e não o devolver enquanto ela não lhe satisfizesse a vontade. Sinceramente, não fosse o facto de, no fundo, Júlia até ter gostado dele, penso que se estivesse no lugar dela tinha preferido ficar sem telemóvel, a ceder aos caprichos daquele homem!

Mas Júlia percebeu que, para além de brincalhão, Miguel era também uma excelente pessoa, um óptimo profissional, e extremamente atraente, tornando-o o sonho de qualquer mulher. Se ela ainda pudesse ter alguma dúvida sobre o facto de existirem ou não príncipes encantados, os seis meses seguintes deram-lhe a certeza disso!

Esta felicidade era partilhada com as suas três grandes amigas, sobretudo nos já habituais jantares de sábado à noite. Marta era enfermeira. Leonor, relações públicas de uma multinacional. E Rita, advogada. Tinham uma grande amizade e eram muito unidas. E Júlia viria a precisar muito do apoio e ajuda de todas elas porque, se estava provado que existem príncipes encantados, também é verdade que, como em qualquer conto de fadas, também existem as bruxas más.

Neste romance, esse papel coube a Isaurinha, mãe de Miguel, que nunca aceitou o facto de o filho namorar com uma jornalista que não tinha qualquer estatuto social nem o "sangue azul" que procurava naquela que viria a ser sua nora. E a Laura, ex-namorada de Miguel, e que Isaurinha sonhava ver casada com o seu filho.

Tudo acontece após a ida de Miguel para a República Centro-Africana, como voluntário da organização Médicos Sem Fronteiras. Ao cair numa emboscada, sofre um acidente e regressa a Lisboa, fora de perigo, mas sem memória.

Isaurinha viu aí a oportunidade perfeita para afastar de vez Júlia, fazendo o filho acreditar que a sua namorada era Laura. E, uma vez que o médico aconselhou Júlia a esperar uns dias para desfazer o mal entendido, sob pena de prejudicar o estado psicológico de Miguel, Júlia viu-se de pés e mãos atadas, sem qualquer hipótese de recuperar o seu amor. É uma mistura de frustração e impotência, lutar contra a própria família do namorado e não poder fazer nada para que ele se lembre dela. 

Mesmo depois de contar a verdade, é normal que Miguel tenha optado por acreditar na sua mãe, ao invés de uma estranha que lhe diz que eram namorados, e que a sua família o está a enganar. Nem quando confrontado com o seu melhor amigo, Santiago, do qual também não se recorda, ele se convence do contrário.

Assim, Isaurinha apressa-se a planear uma festa de noivado, e o casamento de Miguel com Laura. E Júlia vê-se numa corrida contra o tempo para recuperar Miguel, ou perdê-lo para sempre.

Santiago vai ajudá-la, e elabora um plano duvidoso, mas que é a última esperança que ambos têm de que Miguel caia em si e desista daquela festa. E, na verdade, a festa acaba numa cena de pancadaria, com Miguel com um golpe no lábio a precisar de pontos, e Santiago na sobrancelha. Mas nada de recuperar a memória. Pelo contrário, Miguel expulsa Júlia e Santiago da festa, com um terrível ódio e desprezo pelos dois.

Júlia volta então para casa onde decide ficar, apesar dos protestos, sozinha em casa. No hospital, Miguel espera da sua vez de ser atendido. Aproveitando um momento em que a mâe o deixa sozinho, deita-se nas cadeiras e fecha os olhos...

Será que, para além de príncipes encantados e bruxas más, Júlia e Miguel ainda terâo direito a um final feliz, e fazer jus à expressão "e viveram felizes para sempre"? Será que Miguel vai recuperar a memória antes de perder Júlia para sempre? Ou será que Isaurinha e Laura vão levar a melhor?

Têm mesmo que ler o livro para ficar a saber como tudo vai terminar! 

 

Boas razões para não perder a colecção: 

Este livro é o primeiro de uma colecção de quatro romances, em que cada um conta a história de cada uma das quatro amigas. Neste, foi a história da Júlia.

Mas também pudemos ficar a perceber que a história aqui começada entre Marta e Santiago, não ficou resolvida. Já Rita, que nesta história conheceu o chef Lorenzo, pode vir a viver um romance com este numa das próximas histórias. Quanto a Leonor, ainda não sabemos como será a sua história.

Ficam então aqui três razões adicionais para não perder esta magnífica colecção intitulada "Amor, Amigas e Garrafas de Vinho" que, no fundo, poderiam ser as histórias de todas nós!  

 

E não percam, ainda esta semana, a entrevista com a autora Natalie K. Lynn!

 

 

 

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