Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Mais uma mão cheia de talentos

Mais uma noite de Got Talent para provar que ainda há muito talento por descobrir em Portugal (e não só).

 

Dos concorrentes de ontem, destaco:

 

O truque de magia do Francisco. Pode ser muito básico para quem sabe faz~e-lo, ou como é feito, mas não deixa de surpreender quem vê e é totalmente leigo no assunto. 

 

O Daniel, com o seu número de acrobacia aérea. E uma intervenção desnecessária de Manuel Moura dos Santos, quanto à escolha da modalidade do concorrente. 

 

O João Afonso, com o número de Pole Dance. De realçar a pouca segurança daquele varão, que parecia muitas vezes querer tombar, e a forma como o concorrente continuou, arriscando uma queda e possível lesão.

 

A Andreia, com o seu talento para pinturas com fogo. É notável a semelhança entre a sua pintura e esta fotografia de Dali.

 

O Alfredo e a Mariana - simplesmente espectaculares!

 

Os Cruzados. Tomara muitas bandas ditas profissionais terem o power que estes concorrentes mostraram em palco!

À Conversa com o grupo VanBach - Arte e Teatro

 

Afirmam-se um grupo de jovens e adultos que se juntaram com o objetivo de dinamizar a cultura local através do teatro.

Em 2015, apresentaram a peça Oh! E Agora!?. Este mês, e depois de terem estado em várias localidades do concelho, estreiam em Mafra “O Segredo do Diamante”.

 

 

São os VanBach – Arte e Teatro, que aceitaram o convite, a quem agradeço desde já pela disponibilidade em participar na rubrica “À Conversa com…”, e que vêm hoje falar um pouco mais sobre este projecto.

 

 

Quem são os Van Bach?

O Van Bach é um grupo que, de facto, pretende dinamizar a cultura local através do teatro. Julgamos que, através deste, podemos não só mostrar publicamente uma das coisas que mais gostamos de fazer, como mostrar também que não são só os grandes artistas com anos de experiência e curso na área que podem “brincar” no mundo artístico. Este projeto é uma junção de muito amor à arte e de vontade de dinamização cultural no concelho (e não só dentro deste). Trabalhamos todos o mais arduamente que conseguimos para transportar o nosso público para um universo onde não há preocupações, só gargalhadas e boa disposição, nem que seja apenas por uma hora. E, tal como o nosso público, também nós nos divertimos imenso a montar todo este trabalho. É com muito orgulho que apresentamos um elenco com uma grande diversidade no que toca a idades que sempre se integrou muito bem. Somos uma família, uma família muito forte que rema toda na mesma direção!

 

 

Como é que nasceu este projeto?

Este projeto nasceu com a Academia de Atores, onde todos nós nos encontrávamos a ter aulas de teatro. Nada a nível de seguir com a peça da maneira que seguimos, era algo mais focado na oficina, que é igualmente (ou até mais) importante que a apresentação ao público. Com o fim da Academia, o fim da nossa união como turma seria de esperar - mas como nenhum de nós queria que tal acontecesse, procurámos novas opções e explorámos novos caminhos de modo a que conseguíssemos não só continuar a apresentar a nossa peça (na altura, Oh! E agora?!), como preparar novos trabalhos e, claro, continuar sempre a aprofundar a nossa técnica teatral. Com isto, surgiu a busca de locais onde pudéssemos expor o nosso trabalho ao público, e com esta busca surgiram novas oportunidades de espalhar a nossa mensagem ao maior número de pessoas possível. Se nos dissessem no início que a peça seria apresentada cerca de 15 vezes, nós não acreditávamos. Tudo se deve ao nosso trabalho e a todas as pessoas que nos ajudam “por detrás” das cortinas, às quais agradecemos eternamente todo o apoio prestado.

 

 

Consideram que o concelho de Mafra deveria investir mais na cultura, nomeadamente no teatro?

Não só Mafra mas como o país inteiro, deva-se dizer. Mas falando particularmente no caso de Mafra, é importante sublinhar uma situação: com a apresentação dos nossos espetáculos para breve num espaço cedido pela Câmara Municipal de Mafra, não podíamos estar mais gratos por toda a simpatia por estes prestada. A responsável pelos auditórios, Lídia Baptista, tem sido impecável no que toca a apoio e a tentar resolver todos os problemas e dúvidas que têm surgido. Sente-se uma tentativa por parte da Câmara de promover a arte no concelho. Por vezes o mais “complicado” é o público: uma grande percentagem do público que tentamos persuadir de modo a assistirem às apresentações acham que “o teatro não é para eles”, e tornam-se de tal modo inalcançáveis que nem nos dão uma oportunidade de lhes mostrar que, pelo menos as nossas peças, são feitas de maneira a que toda a gente se divirta.

 

 

Onde é que a associação está sediada? Onde decorrem normalmente os ensaios?

 

Para além da disponibilização por parte da Casa do Povo de Mafra para os nossos ensaios uma vez por semana, sentimos que, para bem da peça, revisões regulares são de grande importância. Com isto, tornam-se regulares as visitas ao armazéns do Beto ou a casa da Tina, dois dos sete atores antes referidos que disponibilizam o seu espaço pessoal para trabalhar mais intensivamente a peça, de modo a que, na apresentação, esteja tudo no lugar. É com esforço de todos os membros que estes encontros extraordinários se tornam regulares, uma vez que o objetivo comum é apresentar um trabalho digno que represente toda a nossa adoração pelo teatro.

 

 

Como foi a vossa estreia em palco? Podem-nos contar um pouco sobre essa experiência?

Como devem calcular, a estreia é sempre a maior mistura entre nervos, ansiedade e insegurança que um ator pode ter. Será que o público vai aderir? Será que vai perceber? Será que vai gostar? Todas essas questões vão sendo respondidas de diferente maneira de espetáculo para espetáculo, claro, todos os públicos são diferentes entre si, mas a estreia é sempre aquela coisa. Mas tecnicamente tivemos duas estreias: a estreia como turma em palco e a estreia como VanBach. Foram coisas totalmente diferentes, uma vez que a estreia de turma foi com um espetáculo de improviso, uma área na qual nos divertimos muito a trabalhar e esperamos aprofundar em futuros projetos, e a estreia do VanBach foi já com uma peça trabalhada e ensaiada. É muito complicado comparar as duas situações, porque, para além de ter sido com um espaço temporal ainda relativamente significativo, são dois tipos de espetáculo distintos. Mas em ambos foi notório o espírito de equipa e a paixão pelos palcos, que foi crescendo de dia para dia, de apresentação para apresentação. Deixámos o “medo” inicial e o receio de pisar o palco e passámos para o “nunca mais chega o dia da nossa próxima apresentação!”.

 

As vossas peças têm algum público específico?

Nas nossas peças pretendemos agradar a todos, como é óbvio, portanto a resposta será não. Todos se divertem nos nossos espetáculos, pelo menos é essa a ideia com que temos ficado: até as crianças, que por vezes não percebem o conteúdo de algumas piadas feitas, riem da maneira com que são ditas/trabalhadas. Tanto a nível humorístico como a nível de trabalho de ator, o feedback tem sido bastante bom.

 

 

Preferem peças mais viradas para a comédia ou para o drama?

Como é de se notar, temos trabalhado mais a comédia, devido à maior abrangência de público que envolve, mas pretendemos desenvolver trabalhos com influências mais dramáticas em próximos projetos. Enriquece o nosso conhecimento e estende a variedade de trabalhos que podemos apresentar publicamente.

 

A peça “O Segredo do Diamante” tem tido uma boa aderência por parte do público? Qual tem sido o feedback que têm recebido?

Até agora, e modéstia à parte, não podíamos estar mais felizes com o feedback recebido. Não só a nível de entretenimento, como já foi referido acima, mas também a nível profissional e de oficina, temos recebido feedback muito bom. O público que procura um momento de descontração diz que “superou o que estava à espera vindo de um grupo sem formação profissional”, os profissionais que vêm ver o espetáculo com um olho mais “crítico” (no sentido em que se focam mais nos aspetos formais da apresentação em palco, não tanto na diversão da peça em si), dizem que se surpreendem pelo nível de profissionalismo e coerência em palco que procuramos atingir. Esperamos que este feedback se mantenha e melhore se possível nas nossas futuras apresentações. O céu é o limite! J

 

Que ajuda mais precisam para poder dar continuidade a este projeto e levá-lo cada vez mais longe?

Precisamos de tudo um pouco: de manter e melhorar o trabalho atual, de explorar mais localidades para apresentar a nossa peça, de entidades que, por muito que venham a aumentar de projeto para projeto, nos apoiem das mais determinadas maneiras dentro das suas possibilidades e das suas áreas. Precisamos de, claro, público: de pessoas que acreditem no nosso trabalho, que venham ter connosco naquela horinha de espetáculo que nos levou dezenas de horas a preparar para que o dito público venha e sinta que valeu a pena sair do sofá e perder a novela do costume. Precisamos que a dinamização da cultura seja feita e bem recebida por entidades superiores, que nos apoiem na disponibilidade de salas, facilidades de calendarização, etc..

 

Depois de “O Segredo do Diamante”, que vai estrear em Mafra este mês, têm mais algumas peças agendadas para 2016?

Sim. Para além das apresentações em Mafra (dias 19, 20, 26 e 27 de fevereiro), ainda vamos ter duas apresentações na Malveira, dias 11 e 12 de Março. A partir daqui, continuará a busca por sítios que acolham o nosso projeto e que nos deixem espalhar a nossa mensagem. Sentimos que esta peça ainda agora começou, portanto queremos levá-la a muitos mais sítios e até tentar ultrapassar o número de apresentações da peça anterior. Para o futuro, esperamos certamente começar um novo projeto, e esperamos que na altura o nosso nome já seja reconhecido como “aqueles que vieram cá há uns tempos e que apresentaram uma coisa giríssima”!

 

 

Muito obrigada pela vossa disponibilidade e muito sucesso para a estreia! Sexta-feira, lá estaremos!

 

Podem saber mais em: 

https://www.facebook.com/vanbachteatro/

 

 

O Espião Americano

 

Para vos falar deste livro, tenho primeiro que enquadrá-lo, uma vez que já tinha aqui levantado a ponta do véu sobre o seu antecessor "Crime na Universidade" e sobre o seu sucessor "O Caso Michael Cross".

No primeiro livro da colecção, Edward White tentou descobrir o assassino que andava a matar estudantes na universidade, tendo sido esta a sua missão após ser promovido a chefe da secção de homicídios, enquanto agente do FBI. Foi também neste livro que iniciou a sua história romântica com a jornalista Cameron.

Em "O Caso Michael Cross", temos uma busca atribulada pelo homem que, anteriormente, esteve envolvido num ataque terrorista a Portugal, e às mãos de quem a vida de Cameron esteve em perigo. Tudo porque Cross está empenhado em acabar com a vida de todos os agentes que boicotaram a chamada "Operação Lisboa".

Mas, de onde é que surgiu Michael Cross, e em que consistia, afinal, essa operação em solo português?

Tudo começa com a morte de Julia, uma operacional ao serviço da CIA que trabalhava sob disfarce na Embaixada dos Estados Unidos em Portugal, em Monsanto. Julia caiu numa emboscada preparada pelo seu informador Samir e por aqueles que, usando como chantagem a segurança da família deste, o obrigaram a marcar este encontro fatal.

Usando como desculpa o facto de Edward White falar e escrever fluentemente português para entregar a investigação sobre este crime ao FBI, e não à CIA, Edward parte então para Portugal, não sabendo ainda o que realmente o esperava.

É que a morte da agente Júlia vai levá-lo até Samir, e deste ao resgate da sua família na Síria, onde acaba por descobrir um mapa de Lisboa, com dois locais assinalados a vermelho: a Assembleia da República, e o Palácio de Belém.

Portugal está prestes a ser alvo de um ataque terrorista, do qual só se conhecem os locais onde será levado a cabo, mas sem qualquer data a que se agarrar. Porquê Portugal? Porque após o 11 de setembro, alguns dos países mais poderosos se reuniram, precisamente, nos Açores, tendo colocado Portugal na lista dos países a serem "castigados", por albergar os infiéis.

Para descobrir mais informações, Edward vale-se da sua namorada, jornalista de profissão e com contactos com colegas que estão em terreno inimigo. O que ele não esperava era que Cameron, ao caminhar em areias movediças, poderia lá ficar enterrada.

As novas descobertas levaram-nos a Peter Gates e ao seu braço direito, Michael Cross. Mas levaram, também, estes até Cameron, que acabou por ser levada para a mansão do milionário, onde viria a viver o seu pior pesadelo, tanto com Cross, como com Ruta, uma assassina profissional.

Enquanto isso, e culpando-se pelo sequestro da sua namorada que poderia perder a vida às mãos daquela gente, Edward teve que preparar, juntamente com a sua equipa e com a colaboração de agentes dos serviços britânicos, toda uma operação para resgatar Cameron do forte que era a mansão de Peter Gates, descobrir a data do possível atentado e evitar que uma grande tragédia acontecesse no nosso país.

Como é que tudo isso foi feito, terão que descobrir quando lerem o livro!

Como referi há pouco tempo, o "Crime na Universidade" tem uma boa história, e é o primeiro da colecção sendo, por isso mesmo, especial. Em "O Espião Americano" temos algo de diferente. Quase que a história poderia ter iniciado só aqui, não fossem as personagens principais as mesmas do anterior. É uma espécie de trampolim para o terceiro livro da colecção, esse sim, a "cereja no topo do bolo"! 

 

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP