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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com Ana Duarte

 

Ana Duarte nasceu no dia 26 de Outubro de 1986, em Castelo Branco. Com apenas com 8 anos de idade pisou, pela primeira vez, um palco, com a participação no concurso “Mini Chuva de Estrelas”, da SIC. A interpretação da diva americana Aretha Franklin arrebatou o público e Ana Duarte vence esta edição.

Em 1997 participa no concurso “Cantigas da Rua”, que acaba por lhe dar a segunda vitória num programa do género.

Mas, como se costuma dizer, não há duas sem três, e a terceira vitória foi alcançada no concurso “Bravo Bravíssimo” da SIC em 1999.

Na sequência dessa vitória, ruma em até Itália, para representar Portugal na final europeia deste programa, e onde interpretou a “Canção do Mar”. Desde aí nunca mais parou.

Numa entrevista sugerida pela Inês, Ana Duarte é a minha convidada de hoje, a quem desde já agradeço por ter aceitado o convite!

 

 

 

 

Para quem não a conhece, quem é a Ana Duarte?

Antes de mais quero agradecer pela oportunidade de me dar a conhecer um pouco mais a todos vocês, e agradecer por ter sido a escolhida para falar um pouco mais acerca de mim.

A Ana Duarte para quem não conhece é uma menina de 29 anos, natural de Castelo Branco, com um sonho de cantar desde os 8 anos.

Sou mãe de uma menina, sou uma pessoa que adora estar com a família, amigos e aproveitar todo o meu tempo a minha filha de 3 aninhos.

 

Como é que nasceu a sua paixão pela música?

Olha, a minha paixão pela música eu acho que já nasceu comigo! eheh

Desde muito cedo, com os meus 8 anos, que já queria cantar, dançar, fazer músicas para a minha família, etc.. Acho que já nasceu comigo esta paixão pelos palcos...

 

A Ana participou em diversos programas musicais na sua infância, como o “Mini Chuva de Estrelas”, “Cantigas da Rua” e “Bravo Bravíssimo”, tendo-se sagrado vencedora em todos eles e, inclusive, representado o nosso país da final europeia deste último, em Itália. Como foi essa experiência?

Lembro-me como se fosse hoje, tinha 10 anos e foi uma experiência única na minha vida de adolescente... Eram várias crianças de vários países, ninguém entendia ninguém, mas com gestos falávamos uns para os outros, incrível mesmo... Foi no teatro de cremona ITÁLIA e foi magnífico, um momento mágico na minha vida... Nunca me vou esquecer desses 10 dias...

Desde então, nunca mais parou?

Verdade... Desde então sempre na estrada, com os meus pais na altura a acompanhar... De um lado para o outro...

 

Quais são as suas maiores influências a nível musical?

Não tenho influências pois ouço e gosto um pouco de tudo… Desde artistas estrangeiros como do nosso panorama português...

 

Como define o seu estilo musical?

Olha, o meu estilo é baseado no pop latino com romantismo pelo meio como costumo dizer... O meu desgosto confesso que é mais para baladas.

Mas adoro os ritmos quentes e mexidos, pois não consigo estar muito tempo parada em palco...

 

A Ana está inteiramente focada na música, ou está envolvida em outros projetos?

Neste momento encontro-me focada no meu novo single que sairá em breve... E por isso preciso de estar focada a mil porcento nele... Mas... Há algumas coisas que não posso desvendar já.

 

É difícil conciliar uma carreira na música com o papel de mãe?

Não é fácil, confesso, ainda mais com uma menina como a minha, que é muito ligada a mãe e só tem 3 aninhos... Mas ela sabe que a mamã vai ganhar dinheirinho como lhe digo e ela entende à maneira dela... Mas quando o meu tempo é livre aproveito cada momento com ela...

 

O que podemos esperar da Ana Duarte em 2016, em termos de atuações agendadas ou novos trabalhos?

Ainda estamos a marcar, mas já tenho algumas datas agendadas para o verão... Por isso espero poder ver todos vocês num show meu e passar uma noite agradável com boa música e animação... Eu vivo do público, das palmas, do palco, por isso é sempre gratificante subir a um palco e ver uma plateia tão bem composta... O que podem esperar de mim, boa disposição, música, animação e uma noite bem agradável...

 

Muito obrigada, Ana!

Mais uma vez obrigada é um beijo enorme no vosso coração ♥

 

A Idade da Inocência, de Isabel Sousa Costa

 

Sobre o livro e a sua história:

Dizem que a “idade da inocência” termina com a transição das crianças da infância para a adolescência. Mas, será mesmo assim?

Este livro conta-nos a história de Natália, uma menina com muita vivacidade, curiosa, criativa e com uma extraordinária imaginação que se refugia, muitas vezes, num mundo de fantasia para se abster da realidade que a rodeia, e do mundo dos adultos, que nem sempre consegue compreender.

A Natália faz-me lembrar a personagem Heidi, não só em termos de personalidade, como também relativamente às experiências pelas quais passou na sua infância, e os locais onde viveu. Mas não pensem que a história desta menina se passa nos Alpes Suíços. Toda a trama se desenrola no nosso país, mais precisamente, em algumas aldeias e cidades do norte de Portugal, como é o caso de Agarez – uma aldeia na Serra do Alvão, onde vive a “avó Silvina”, a aldeia de Bragadas, onde mora a “tia Maria Adelaide”, Braga, Guimarães e Vila Real, não esquecendo a praia da Apúlia, onde a família tinha por hábito passar o mês de Agosto, e na qual Natália, por pouco, não se afogou.

A história de “A Idade da Inocência” desenrola-se entre 1964 e 1974, e são dez anos em que vamos acompanhando o crescimento de Natália e, ao mesmo tempo, tomando contacto com as tradições e costumes dessa época, da história do nosso país, de como era, nessa altura, física e geograficamente, cada uma das regiões descritas. À medida que ia lendo o livro, pensava “este seria um bom livro para os professores de Português, Geografia e História utilizarem e debaterem nas suas aulas”!

Um livro em que existem diversos contrastes entre crianças e adultos, e entre o campo e a cidade. Em que se evidenciam as diferenças na forma como uns e outros encaravam a vida e, até mesmo, nas contradições de uma mesma pessoa na sua forma de pensar.

No campo, as crianças estavam em contacto directo com a natureza. Não havia livros nem televisão, mas havia animais, havia jogos tradicionais (espeto, prego), havia festas e romarias, o desfile dos Caretos no Carnaval, as vindimas e a desfolhada. As crianças podiam brincar, sujar-se, participar nas actividades dos adultos, e eram mais felizes. Também os adultos que viviam nas aldeias, apesar da escassez em que muitas vezes viviam, nunca se queixavam da vida, ao contrário das gentes da cidade.

No campo, sendo a principal actividade e meio de subsistência a agricultura, os estudos não eram considerados importantes ou necessários, e só depois das tarefas agrícolas e domésticas cumpridas é que os jovens podiam ir às aulas. No entanto, essas mesmas pessoas que não consideravam os estudos necessários, valorizavam-nos em pessoas como professores ou os padres, o que acabava por ser contraditório.

Na cidade, as crianças tinham que andar adequadamente vestidas e calçadas, cumprir as regras ditadas pelos adultos e freiras dos colégios que frequentavam, e quase tudo o que as crianças gostam de fazer na sua infância lhes era vetado. Estudar era indispensável, assim como frequentar a catequese, e fazer a primeira comunhão, por exemplo.

Olho para a Natália, e consigo visualizar como viveram as gerações anteriores, como a dos meus pais. A Natália tinha uma boneca à qual queimou o cabelo, porque se lembrou de secá-lo perto do lume. Naquela altura, não havia muitos brinquedos e essa boneca era das poucas que Natália tinha. Também a minha mãe me chegou a contar que, na sua infância, ficou muito feliz quando lhe ofereceram uma boneca de cartão, que acabou por perder no dia em que se lembrou de lhe dar banho. O facto de as raparigas e os rapazes terem aulas separadamente. As reguadas que os alunos levavam quando não sabiam a lição na ponta da língua.

Também naquele tempo, havia um grande cuidado com a roupa e o calçado das crianças. Um par de sapatos ou de sandálias tinha que durar toda a estação, porque não havia dinheiro para a andar sempre a comprar roupa nova ou calçado.

Olho para a Natália, e vejo-me até a mim, na escola, a saltar à corda, a brincar ao elástico, e muitas outras brincadeiras da minha infância e, certamente, também da vossa!

Natália, ela era uma daquelas crianças que não se conforma com as respostas pouco esclarecedoras que os adultos dão às suas perguntas, que não compreende porque é que estes têm a mania de acharem que sabem sempre tudo, que não percebe porque é que, para evitar que as crianças façam coisas que os adultos não querem, estes lhes incutem medo, através de histórias de papões e bruxas más. No fundo, Natália tem dificuldade em compreender porque é que os adultos não deixam as crianças serem isso mesmo – crianças!

Terá Natália, à medida que os anos foram passando, acabado por perder a sua vivacidade e capacidade de sonhar, sufocando a sua curiosidade, conformando-se com as argumentações que lhe impunham, refreando as suas convicções de criança, e aceitando a vida que lhe foi destinada?

É o que poderão ficar a saber quando lerem a sua história, em “A Idade da Inocência”!

 

Sinopse:

"Natália era uma criança sonhadora, viva e criativa… O seu fascínio pela novidade, ao suscitar-lhe inúmeros porquês e ao conduzi-la numa incessante busca de respostas, levam-na a experienciar incalculáveis aventuras. Esta resenha, além de uma viagem ao passado, que se desenrola entre os anos de 1964 e 1974, é um retrato geográfico e sociológico do norte de Portugal, nomeadamente das cidades de Vila Real, de Guimarães e de Braga, das aldeias de Agarez, na serra do Alvão, e de Bragadas, em Terras de Basto, e ainda da pitoresca praia da Apúlia. Colorido por uma criança, este retrato é, sem dúvida, uma divertida expedição pelo mundo dos mais pequenos. A paixão colocada na narrativa das brincadeiras, da etnografia, da história e da geografia dos lugares, transporta o leitor pelos meandros de um espaço vivo e repleto de emoções." 

 

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