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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

No Escape - Sem Saída

 

Sinopse:

Um empresário americano, juntamente com com a sua família, recomeça a vida num país do sudeste asiático. Quando lá chegam, dão por si no centro de uma violenta revolta política, e quando a cidade sofre um impiedoso ataque por parte dos rebeldes, eles são obrigados a encontrar desesperadamente uma forma de fugir em segurança.

 

Opinião:

Este fim de semana assistimos a este filme, que conta com o actor Owen Wilson num papel dramático, a que não estamos habituados a vê-lo. Pessoalmente, gostei da sua actuação.

Jack Dwyer parte com a sua família para um país asiático, no qual pensa ter como missão trabalhar nas condutas de água, sob o comando da empresa para a qual trabalha.

Mas, se pensavam que essa mudança iria ser boa para todos, o recomeçar uma nova vida num pais pacífico, depressa percebe que nada do que esperavam irá acontecer.

No dia seguinte à sua chegada, ocorre um violento golpe de estado, e Jack vê, em pânico, toda a cidade explodir em tiros, chamas, gritos, mortes violentas.

Todos os estrangeiros, sobretudo os americanos, devem ser eliminados, e ele não é excepção.

Da melhor forma que consegue, ele vai tentar escapar com vida, e proteger a sua mulher e as duas filhas, destes actos de puro terror, sem saber a quem recorrer num país onde não conhece ninguém, e sem conseguir contactar com quem quer que seja.

O filme tem cenas violentas e chocantes, que estivemos quase a passar à frente, como a que coloca a filha com uma arma na mão apontada ao pai, e com outra apontada à cabeça - ou mata o pai, ou o pai assiste à morte da filha.

A única pessoa que os poderá ajudar, é a personagem a cargo de Pierce Brosnan, e um outro agente, mas só até um determinado momento, a partir do qual só poderão contar consigo próprios, para tentar chegar em segurança à fronteira com o vietname, e poderem ser acolhidos até voltarem à sua casa.

Será que vão conseguir?

 

Maior sinceridade é impossível!

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Como o nosso computador avariou, e não sabemos quando ou se, tem arranjo, fomos ontem ver computadores novos. O meu marido precisava mesmo dele para terminar os trabalhos que tem pendentes, e que tem de entregar na próxima semana.

Eu tinha visto um no site, por um bom preço, mas nem liguei ao tamanho, achando que era semelhante ao que temos. Quando lá chegámos, era uma "miniatura"! A minha filha até comentou que lhe fazia lembrar o Magalhães!

Com algumas (muitas) dúvidas sobre qual a melhor opção relativamente a qualidade/ preço/ necessidades, a funcionária ajudou-nos de forma exemplar, e totalmente sincera. Aqui vão algumas verdades sobre os aparelhos informáticos, neste caso, os computadores, nos dias que correm:

 

- o material utilizado nos computadores é cada mais mais frágil, e qualquer movimento mais brusco, ou toque, pode danificar, muitas vezes sem nos apercebermos ou sabermos como;

 

- um computador durar dois anos é um caso raro, porque estão a durar uma média de ano e meio, até dar problemas ou avariar de vez;

 

- uma vez aberto e mexido, um computador nunca fica igual, e as probabilidades de voltar a dar problemas são maiores;

 

- mesmo estando na garantia, quase nada será considerado avaria, até mesmo o simples pó/cotão, que as próprias turbinas do computador puxam, é considerado mau uso;

 

- mandando arranjar um computador, mesmo essa pessoa/ casa dando garantia da peça nova colocada, se voltar a dar problemas e for essa a causa, nunca vai assumir que foi essa peça que avariou, vai dizer que foi outra coisa;

 

- ainda que um computador possa, eventualmente, ter arranjo, é provável que digam que já não há peças, ou não há nada a fazer, para levar o cliente a comprar um novo computador;

 

 

Relativamente ao atendimento, propriamente dito:

- levar um artigo de expositor (no nosso caso era o único que havia) é sempre um risco, apesar de nunca ter sido ligado, toda a gente lhe toca, e se levar e depois acontecer alguma coisa, vai pensar que foi por ser o de exposição, mas não quer dizer que um computador em exposição não dure muito tempo, e que outro qualquer não lhe dê problemas;

 

- "nem todos os computadores que temos estão em exposição, temos alguns em armazém,posso ir buscar para verem" - e trouxe-nos um ainda mais barato;

 

- quando renitentes em levar este pequeno, ou optar por um maior, e mais caro, a funcionária informou-nos que a única diferença era mesmo o tamanho e o preço, porque em termos de características, estas eram exactamente iguais, e não se justificava pagar mais para ter o mesmo;

 

- para evitar situações como a que nos encontramos agora, de ter um computador avariado e ter que andar a comprar outro, ao fim de dois anos, recomenda-nos optar pela protecção total, durante 3 anos em que, em caso de acidente (avarias/ queda, derrame de líquidos) nos devolvem o dinheiro para comprar outro;

 

- quando ciente da nossa necessidade de ter o Office, foi de propósito buscar um pack mais barato que o que tínhamos estado a ver, com Office e Anti-Vírus durante 1 ano; 

 

Querem mais sinceridade que a demonstrada por esta funcionária, mesmo com o patrão ali ao pé de nós? Já para não falar que estiveram bastante tempo a atender-nos, inclusive depois da hora de fechar a loja.

A produção nacional está de parabéns!

 

Desde que me lembro, sempre ouvi dizer que os portugueses, por mais que tentassem, nunca iriam conseguir fazer telenovelas ao nível das telenovelas brasileiras.

Desde que me lembro de ver telenovelas, a verdade é que a minha preferência ia no sentido da opinião geral.

De há uns anos para cá, a produção nacional tem investido em novos talentos, aproveitado o valor dos actores experientes, tem apostado na mudança, na inovação, na diferença, e o resultado foi notório.

Hoje, as telenovelas portuguesas são vistas e apreciadas por um público muito mais vasto, e aproximam-se cada vez mais da qualidade das brasileiras (por vezes, até, melhor que estas).

Em 2011, "Laços de Sangue" venceu o Emmy Internacional de melhor telenovela, atribuído pela Academia Nacional de Artes e Ciências Televisivas, que premeia produções feitas fora dos Estados Unidos. 

Este ano, e pela primeira vez, duas telenovelas produzidas em Portugal foram finalistas na gala do New York Festival's World’s Best TV & Films, que decorreu em Las Vegas, e que contou com produções de cerca de 50 países. 

"Coração d'Ouro" e "Mar Salgado" foram as candidatas escolhidas, e responsáveis por este enorme passo na história das telenovelas portuguesas embora, na minha opinião, tenha havido outras que merecessem tanto, ou ainda mais, essa distinção e oportunidade, nos últimos tempos.

Dedicado a ambas as indústrias de televisão e cinema, os prémios New York Festival's World’s Best TV & Films premiaram os melhores projetos internacionais encontrando-se, entre os nomeados, candidatos de todo o mundo.

Na categoria Telenovela, a medalha de ouro foi atribuída à novela "Coração D’ Ouro", enquanto que "Mar Salgado" ficou-se pelo bronze. Os EUA foram o país responsável pela conquista da medalha de prata, concedida à telenovela "Bajo El Mismo Cielo", exibida pelo canal Telemundo.

A SIC e a SP Televisão estão, assim, de parabéns pela conquista destes dois prémios! 

 
 
 
Imagem espalhafactos.com

 

 

Onde é que eu ando com a cabeça?

 

Ontem peguei no copo que a minha filha tinha no quarto, para o levar para a cozinha.

Quando vou lavar a loiça, não encontro o copo. Procuro no quarto, na sala, até na casa de banho, e nada de copo. Começo a lavar a loiça, e lembro-me de ir ver na entrada. Nada. Lavo o resto da loiça, e penso em ir ao corredor. Lá estava ele!

Devo ter parado lá quando tinha o copo na mão, a caminho da cozinha, para fazer qualquer coisa, pousei-o no móvel e nunca mais me lembrei dele!

 

Hoje, saio do trabalho e reparo que está a chover. peço à minha filha, que estava na avó, se me podia ir apanhar a roupa que tinha estendida. Ela leva a chave da avó.

Chego a casa da minha mãe, almoço, e diz-me ela: "não te esqueças de trazer as chaves para cima".

Vou a casa, levo as minhas chaves, da minha casa, e as da minha mãe, que eu tenho. Chegada lá, coloco-as todas juntas, para não me esquecer de as trazer.

Pego no computador para trazer, depois de o enfiar dentro de um saco, pego no guarda-chuva, despeço-me das gatas e venho-me embora.

Quando estou a meio caminho, lembro-me das chaves! Bonito serviço - ficaram todas na minha casa! Estou fechada na rua, e vou ter que esperar que o meu marido chegue do trabalho, para entrar em casa!

 

Como se não bastasse a minha maluquice, a minha mãe ainda ajuda à festa: "mas eu tenho aqui uma chave suplente, aqui de casa."

"Pois, mas eu preciso é da minha casa.", respondo eu, ao que ela afirma que tem umas chaves iguais àquelas que eu levei.

Espero que ela procure, e dá-me então a chave para a mão. 

"Mas esta chave é daqui de cima!, digo eu.

"Então, e não consegues abrir a porta lá de baixo com ela?", afirma a minha mãe!

Só depois é que percebeu o que estava a dizer!

 

A vida é um jogo

 

Com uma casa de partida, uma meta ou casa de chegada, e todo um percurso a fazer pelo meio, para lá chegar.

Neste jogo, lançamos os dados. Por vezes, eles levam-nos a avançar vários passos. Outras vezes, obrigam-nos a recuar, a retroceder alguns passos ou, simplesmente, a não nos movermos. Nem sempre avançar é bom. Pode-nos levar a casas que gostaríamos de evitar. Nem sempre recuar é mau. Podemos ir parar a uma casa que até nos traga vantagens.

Cada uma das casas à qual os dados lançados nos levam, nos trazem desafios, objetivos a alcançar, perguntas às quais temos que responder. Algumas casas trazem coisas boas, pequenos incentivos, bónus, alegrias, a oportunidade de avançar mais um pouco neste jogo. Outras, nem tanto. São casas que não nos levam a lado nenhum, sem utilidade mas que, ainda assim, fazem parte do jogo.

Como todos os jogos, também a vida é um risco.

Mas, ao contrário de um jogo comum, que jogamos ou não consoante a nossa vontade, neste jogo da vida não pedimos para entrar. Ainda assim, fomos colocados no tabuleiro a partir do momento em que nascemos, e "obrigados" a jogá-lo, a correr esse risco. 

Ao contrário de um jogo comum, a maior parte de nós não tem pressa de chegar à meta, à fatídica casa de chegada, na qual iremos abandonar de vez o jogo, e esta vida que nos foi dada.

Queremos,sim, aproveitar aquilo que as diversas casas, que lhe precedem, nos têm para dar. Embora nem sempre o consigamos fazer como deveríamos. É que, mesmo avançando devagarinho, estamos a avançar, e as casas pelas quais passámos, ou não, vão ficando para trás, sem que possamos, muito provavelmente,lá retornar. E não nos esqueçamos que, a qualquer momento, e sem contarmos com isso, podemos ser eliminados do jogo.

A vida é um jogo, e este jogo é também feito de apostas. Algumas, serão apostas ganhas. Outras, poderemos eventualmente, perder. Mas só saberemos o resultado da aposta, depois de a fazer.

Só saberemos aquilo que nos espera, e onde nos levará este jogo, se nos mantivermos activos, em movimento, se continuarmos a lançar os dados, a fazer apostas, a utilizar os botões que temos ao nosso dispôr, a percorrer o tabuleiro onde fomos colocados como peões mas, ao mesmo tempo, como jogadores. 

Só conseguiremos aproveitar ao máximo este jogo, se soubermos aprender com as más jogadas, celebrar os pequenos avanços e conquistas, tirar partido das casas mais vantajosas onde os dados nos levem, e contornar aquelas que mais nos prejudicam.

Podemos não ter pedido para jogar este jogo da vida, mas a verdade é que estamos dentro dele.

E valerá a pena passar todo o percurso do jogo sem arriscar, sem o viver, sem tomar as rédeas do mesmo nas nossas mãos? Valerá a pena ficar parado, a ver os outros jogadores passar por nós, ou à espera que alguém lance os dados por nós, avance por nós, viva por nós?

Valerá a pena desperdiçar todas as ferramentas que nos foram fornecidas para nos ajudar nesta caminhada, e esperar que o destino se encarregue de nos empurrar de uma casa para a outra, quando não era nessas casas que queríamos estar?

A vida é um jogo, sim. E já que estamos nele, vamos jogá-lo como sabemos e podemos, e deixar a nossa marca enquanto nele nos mantivermos, sem receios!

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