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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Bloqueio linguístico!

 

Sabem aqueles momentos em que, mesmo sabendo desenrascar-se, simplesmente bloqueiam?

Pois é isso que me costuma acontecer! E foi isso que aconteceu ainda há pouco, quando um casal de turistas veio ter comigo para me pedir uma informação.

E era tão simples :)

O casal vinha com um mapa na mão, e a senhora apontou para o mapa, indicando o local que procurava. Ficava uns metros mais abaixo de onde eu estava. Só tinha que lhes dizer que era só descer a rua. Só isso!

Mas, e lembrar-me como se dizia isso em inglês?! 

Depois do bloqueio inicial, lá me resolvi a dizer-lhes "just right there" e apontei para o fim da rua.

E só então, quando continuei o meu caminho, a expressão me veio à mente "you have to go down the street".

Que burra! Então não sabia dizer logo isso às pessoas?

 

Detesto que os turistas me venham pedir informações, e fujo deles como o diabo da cruz, porque meto na cabeça que não vou perceber nada do que dizem, e muito menos saber responder-lhes!

 

 

 

PS.: para me safar às respostas costumo utilizar a típica expressão "sorry, I don't speak english", embora uma vez, em Lisboa, me tenha aventurado com "I have no ideia, I'm not from here",o que até era verdade! 

À Conversa com Paulo Sousa

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Esta é a segunda vez que tenho oportunidade de entrevistar este artista.

Da primeira vez ainda estávamos, como ele próprio afirmou na altura, “num período pós Ídolos”.

Mas o convidado de hoje mostrou que, quando se quer, tudo se consegue. E se é certo que um programa de televisão deste género pode ajudar a lançar um artista e uma eventual carreira musical, também é verdade que, com determinação e, acima de tudo, talento, se pode ir mais além.

E esses dois atributos não lhe faltam!

 

 

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Em Novembro de 2015, lançou o seu single de estreia “Onde Quero Estar”, que faz parte da banda sonora da telenovela “Santa Bárbara”.

 

 

 

Paulo Sousa - Todos os Dias.jpg

 

Este mês, deu a conhecer o single “Todos os Dias”, que faz parte da banda sonora da série “Massa Fresca”.

Falo-vos, claro, de Paulo Sousa!

 

 

 

 

Paulo, mais um single inserido uma banda sonora! Qual é a sensação de ver outro tema teu escolhido para uma série de televisão?

É incrível! Ter, ao mesmo tempo, duas músicas em duas novelas é... brutal! Sempre quis que acontecesse, mas não pensei que fosse tão rápido!

 

Desde o lançamento do teu primeiro single até agora, que críticas tens recebido relativamente ao teu trabalho? O público está a gostar?

Tem sido absolutamente positivo! Estava com algum receio que as pessoas não gostassem, dado o primeiro single ter sido só piano-voz e este fugir um pouco a isso. O feedback tem sido incrível e consideravelmente maior no “Todos Os Dias” do que no primeiro single!

 

“Onde Quero Estar” foi lançado em Novembro. “Todos Os Dias”, em Maio. Gostas de ir apresentando o teu trabalho com calma, à medida que o vais fazendo, e deixar que o público interiorize cada tema?

Precisamente. E antes de sair o álbum, mais singles sairão cá para fora. É esse o objetivo! Quero fazer o álbum com calma e é imperativo que a sonoridade de cada uma das músicas soe a “Paulo Sousa”.

 

Continuas a dedicar-te ao ensino, ou estás 100% focado na música e na produção do teu primeiro álbum?

Neste momento, 100% dedicado à música (e que bom que é!).

 

E quando é que ele estará disponível? Já tens alguma ideia, ou ainda não está nada definido?

Quanto a datas de álbum, ainda não consigo apontar uma altura, mas já estão várias músicas produzidas e estou ansiosíssimo para que todos as ouçam!

 

Se pudesses convidar um artista que admires para participar num dueto, quem escolherias?

Dentro do panorama português, imagino um single com a Carolina Deslandes, com o Diogo Piçarra, com o NTS, entre outros artistas! Cada um com a sua magia! Espero que algumas dessas participações aconteçam!

 

Como vai ser o verão do Paulo Sousa a nível musical? O público vai poder ver-te, e ouvir-te, em atuações ao vivo?

Sim, sim! Já há várias datas marcadas para o Verão e o melhor mesmo é seguirem-me nas redes sociais, que eu vou avisando por onde vou andar! Talvez te veja por lá?

 

Muito obrigada!

Desejo-te continuação de muito sucesso e, como não há duas sem três, talvez voltemos à conversa por ocasião do lançamento do primeiro álbum do Paulo Sousa!

 

 

 

Para já, deixo-vos aqui o videoclip deste novo single:

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

 

Têm Internet aqui?

 

A sério?

Será que hoje em dia não se sabe fazer mais nada para ocupar o tempo que não seja aceder à Internet?

É que, onde quer que eu esteja, há sempre uma pessoa (ou mais) que se lembra de perguntar a quem de direito, se naquele espaço têm internet, e qual a password para aceder.

Seja num restaurante, café ou algo do género, numa clínica ou consultório onde espera a vez de ser atendido, ou num qualquer serviço público, parece hoje em dia quase ser imprescindível facultar o acesso gratuito à Internet, e ter à disposição dos clientes a respectiva palavra-passe que o permite.

Qualquer dia, as pessoas estarão a escolher um determinado espaço ou serviço, não pela qualidade do serviço ou atendimento principal, mas pelo facto de dar ou não acesso à Internet!

 

O tendencionismo dos programas de TV

 

A propósito do programa Masterchef Júnior, li na capa de uma revista que a família do concorrente Gonçalo está revoltada com o programa.

Não admira! Depois de terem passado aquelas imagens das atitudes do filho para milhões de pessoas verem, é normal que não tenham gostado até porque, neste momento, estão todas as armas apontadas para o miúdo, as críticas não se fizeram esperar, e ele está a ficar conhecido pelas piores razões.

A primeira coisa que me veio à mente, quando li estas palavras, foi "não deveria antes estar revoltada com as atitudes do próprio filho?".

 

Mas a questão, se bem aprofundada, vai muito além de uma atitude egoísta e baixa de um miúdo.

 

 

A verdade é que a televisão "vende-nos" aquilo que ela própria quer, e lhes convém, independentemente de tudo o resto.

Li no blog no Manuel Luís Goucha que, para se gravar um episódio, são precisas cerca de 12 horas, distribuídas pelo fim de semana. Depois, existe alguém que faz uma selecção, edição de imagens e compacta o que acha mais relevante, para transmitir numa hora e meia de programa.

 

Ora, no primeiro programa, propositadamente ou não, deram destaque ao Pedro Jorge, que desde logo conquistou o carinho da maioria dos telespectadores que assistiram à estreia. E, mesmo sem saber se chegará à final, tornaram-no uma pequena estrela.

Já no segundo programa, mais uma vez, não sei se propositadamente ou não, resolveram dar a conhecer o(s) vilão(ões), a competição desleal entre concorrentes, e centrar todos os holofotes no Gonçalo mostrando, continuamente, cenas onde o mesmo não agiu da melhor forma com os colegas, e mostrou uma faceta que não abona nada a seu favor.

 

 

 

Agora pergunto eu: Porquê? Para quê? Qual era o objectivo? Pôr toda a gente a criticá-lo, a persegui-lo, a discriminá-lo, a insultá-lo? Quem sabe até, a ameaçá-lo?

É que se, ao menos, essa exibição tivesse vindo acompanhada de uma conversa dos chef's com o rapaz sobre a sua atitude, de uma penalização pelo seu comportamento a título de exemplo de que não vale tudo numa competição que se quer saudável...Mas não. Ou, pelo menos, não passaram essa ideia.

Então, não teria sido preferível evitar que essas imagens chegassem até nós? E resolver a questão fora do grande ecrã?

Terão os responsáveis pelo programa alguma noção das consequências que a exibição destas imagens pode trazer à vida da criança em causa e da sua família?

É certo que as crianças, quando aceitam participar neste tipo de programas, sabem que se estão a expôr, para o bem e para o mal, e aceitam todos os termos do contrato. E os pais, se concordaram com a participação, também estão cientes do que ela implica.

Também é certo que a primeira pessoa a evitar que isto acontecesse deveria ser o próprio concorrente, sabendo que estava a ser filmado e que as imagens poderiam chegar a mais gente.

 

Mas, haveria mesmo necessidade de fazê-lo desta forma? Ou foi pura estratégia para prender os telespectadores ao programa, primeiro através da imagem do engraçadinho e bom rapaz que a todos faz rir, e agora através da imagem do vilão sem escrúpulos?

Não será, esta forma de agir, uma forma de discriminação e bullying? Não haverá um certo tendenciosismo nestes programas de televisão?