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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Primeira Vez - Deolinda Kinzimba

 

Depois de termos ouvido em primeira mão o single de estreia da Deolinda Kinzimba, vencedora da anterior edição do The Voice Portugal, no domingo passado, aqui fica o videoclip de "Primeira Vez".

Com letra e música de Guilherme Alface, dos Átoa, e produção a cargo de Diogo Piçarra, foi a própria Deolinda a protagonista deste video.

O que acham?

Começar o dia às cabeçadas!

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E não, não fui eu que andei às cabeçadas à parede, nem aos móveis, de tanto sono que tenho!

Nem tão pouco andei a lutar logo pela manhã.

Foi mesmo a D. Amora que resolveu, no momento em que me ia baixar para pegar nela, dar um impulso e saltar para a cadeira da entrada. A minha cara estava no caminho. Deu-me uma cabeçada no lado direito, entre o osso e o olho, que fiquei a ver estrelas!

E ela, coitada, também não deve ter ficado lá muito bem, com aquela cabecita pequenina a bater em mim.

Isto tudo, para subir para a cadeira e, da cadeira, para o poleiro mais alto, para estar à janela. A Amora é assim. Mal nós começamos a pegar nela, já ela dá balanço para chegar mais longe, mais alto, mais rápido!

Só que depois, por vezes, acontecem estes acidentes. No outro dia o balanço foi tal que me ia saltando dos braços para o chão.

Eu bem digo que ela acha que é um pássaro, e tem o poder de voar! 

 

 

 

Resultado de imagem para ver estrelas

Histórias soltas #5

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Aqui estamos nós, frente a frente, como um dia, há muitos anos atrás, estivemos.

Foi fácil esgueirar-me até aqui. Não estás propriamente numa área reservada, nem com acesso limitado. E, não sei se sabes, provavelmente não, mas uma das capacidades que desenvolvi ao longo do tempo foi a passar despercebida.

Não sei se, da primeira vez que nos vimos, também havia todos estes tubos e máquinas ligados a ti. Não sei como te vi nesse dia, ou sequer se te cheguei a ver. Nem tão pouco se tu me chegaste a ver, se chegaste a olhar, por meros segundos, para mim. Mas calculo que não. 

Normalmente não se olha para aquilo que não se deseja, que não se quer. Não se olha para aquilo que estamos ansiosos por nos livrar. 

Ainda assim, a vida deu-nos a oportunidade de estarmos aqui, novamente. Desta vez, posso ver-te. Fiz questão de ver-te. Tu não me podes ver, mas talvez possas sentir a minha presença. Saber, de alguma forma, que estou aqui. Tão perto de ti...

Eu gostava que soubesses que estou aqui. Tenho todo o tempo do mundo para estar aqui contigo. E poder dizer-te tudo aquilo que guardei ao longo de todos estes anos, para quando este dia chegasse e nos voltássemos a cruzar.

Mas, por outro lado, já passou tanto tempo, que não sei se ainda me lembro daquilo que sempre te quis dizer. Nem tão pouco se valerá a pena desperdiçar o meu tempo, tão valioso, em palavras que em nada irão mudar o passado, alterar o presente, ou modificar o futuro.

O passado já lá vai. Sobrevivi. Estou aqui. No presente. E, no presente, tu estás aqui nesta cama de hospital, a lutar pela tua vida.

O teu futuro, esse pode estar nas minhas mãos!

Seria tão fácil desligar um ou dois destes fios que te mantêm estável. Ou este tubo aqui, que te fornece o oxigénio que precisas para viver. Seria tão fácil, e nunca ninguém saberia sequer que eu estive aqui.

Serei eu capaz de te apagar da minha vida e da minha memória para sempre? Será esse o futuro que mereces?

Um dia, há muitos anos atrás, poupaste-me a vida. Serei eu, agora, também capaz de poupar a tua?

 

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