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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Depois da cabeçada, um abraço!

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Isto era eu, abaixada, a fazer festinhas à Becas. Mas logo uma gatinha ciumenta apareceu atrás de mim, e saltou-me para as costas. Ainda tive tempo de a amparar com as mãos, atrás, para ela não cair.

A Amora agradeceu o apoio e foi subindo costas acima, até à minha cabeça, à qual se agarrou, literalmente, com unhas e dentes! As garras para se segurar e não cair, e os dentes a morder o cabelo, na brincadeira!

 

Histórias soltas #6

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Houve uma pessoa, talvez a única, que realmente reparou em mim em toda a minha vida!

Foi já na minha adolescência.

Nessa altura, eu tinha conseguido fugir daquela rede que, por estupidez minha, me apanhou naquele dia, arrancando-me de uma vida que, apesar de não ser a melhor, era bem mais desejável que aquela que me foi dada em troca. Dada é uma maneira de dizer, porque paguei-a bem cara, apesar de nunca a ter querido comprar.

Nessa altura, eu andava nas ruas, a tentar esconder-me, a tentar não ser apanhada de novo. Tinha frio. Tinha fome. Tinha medo. Tudo o resto me havia sido tirado. Estava vazia por dentro. Mas precisava de me alimentar, de me fortalecer.

As pessoas que passavam por mim, simplesmente, ignoravam-me. Talvez pelo estado das minhas roupas, por acharem que era mais uma delinquente que por ali andava, uma prostituta até.

E, no fundo, com razão! Tinha sido obrigada a vender o meu corpo durante todo aquele tempo, mesmo que essas pessoas não o soubessem. Mas, pelo menos, davam-me alguma comida. Com isso não tinha que me preocupar.

Agora, mesmo quando pedia às pessoas para me ajudarem, todas viravam costas, todas fugiam como se eu tivesse uma doença contagiosa que lhes pudesse pegar só de se aproximarem.

Tinha fome, e a minha única hipótese foi entrar naquele supermercado, e tentar roubar alguma coisa para comer. Roubar, sim. Não pensem que não me envergonho disso, mas que mais podia eu fazer se ninguém me podia ajudar? Morrer? Depois de ter gasto todas as forças que ainda me restavam para fugir, não ia agora desistir da minha vida.

Era a primeira vez que roubava, e nem sabia bem como agir. Não queria ser apanhada e levada para uma nova prisão, logo agora que me tinha acabado de libertar de uma.

Não tinha uma mochila. Apenas a roupa que trazia vestida. E essa, por si só, já chamava a atenção e punha qualquer um a olhar para mim com um ar desconfiado. Era difícil não dar nas vistas.

Ainda assim, arrisquei. Deambulei pelos corredores do supermercado, à procura de algo que coubesse nos bolsos, que não tivesse códigos de barras, que passasse despercebido. Ia observando as câmaras de vigilância, e o próprio segurança do supermercado.

Quando vi que o caminho estava livre, comecei. Mas uma mão logo me deteve.

Fui apanhada, pensei, sem coragem de me virar para ver quem me segurava o braço, coberta de vergonha, e totalmente quebrada por dentro, sabendo o destino que me esperava.

Foi então que ouvi a sua voz "não precisas de fazer isso, leva o que quiseres, que eu pago", e me virei, ainda incrédula.

Pôs-me uma nota no bolso, juntamente com um cartão, e disse-me que, se precisasse de ajuda, podia ligar. Quem quer que fosse, parecia estar a ajudar-me. Ou estaria eu enganada novamente?

 

 

 

 

 

Confessem lá...

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...que, desde que ouviram pela primeira vez, ficaram com a música da Maria Leal na cabeça?!

 

 

Nos últimos dias não se fala noutra coisa que não seja a Maria Leal e a música que cantou no Você na TV.

Vi vários vídeos, ri-me imenso com as montagens, com a postura dela, com o que foi sendo dito sobre ela e aquele momento que é já um dos mais vistos no Youtube. Mas, como não tenho som neste computador, só mais tarde ouvi-a cantar. Confirmei tudo o que foi sendo dito!

Mas, para mal dos meus pecados, fiquei com o raio da música na cabeça. Eu, e a minha filha, que até começávamos a cantá-la na brincadeira. Mostrámos ao meu marido, e ele também foi contagiado pelo vírus!

Isto aconteceu com uma música que não vale nada, de uma aspirante a cantora que nunca o será por manifesta falta de talento. E dá que pensar. Até porque, se for preciso, ouvimos um tema qualquer de um cantor que dá cartas na música, e passa-nos ao lado. Apesar de ainda não ser esse o caso mas, por exemplo, ouvi a música da Deolinda e ainda não sei nem um bocadinho.

Será isto o que se passa, muitas vezes, no panorama musical português? Será este o futuro da música em Portugal? E um pouco por todo o mundo? 

Quero acreditar que não. Que é um vírus que vem depressa mas passa rápido. Mas a verdade é que, muitas vezes, há muitos trabalhos de qualidade (e não falo só de música) que nunca chegam a ser reconhecidos, e outros que não valem nada, mas fazem sucesso nem se sabe bem como.

 

 

 

 

Eu bem sabia que não era boa ideia

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No domingo fomos à Decathlon.

O meu marido precisava de lá ir. E tentou convencer a minha filha a comprar lá as calças para educação física. Ela tem usado as mesmas do ano passado mas, este ano, pensamos que lhe está a provocar uma espécie de alergia nas pernas, e chega ao fim desses dias em que tem as aulas de educação física com as pernas cheias de borbulhas. Não percebi ainda se é das calças, ou do próprio exercício, que esteja a desencadear novos episódios de púrpura. 

Mas parece-me que será mesmo das calças porque, para fazer a experiência, da última vez levou outras calças diferentes, e parece ter melhorado.

Eu dizia ao meu marido: "mas é preciso ir à Decathlon para comprar umas calças? Vou ali ao chinês e sai-me mais barato."

Mas pronto, lá fomos nós. Ia a pensar comprar um ou dois pares de calças, no máximo.

Saí de lá com 4 pares de calças, 2 camisolas e 1 casaco! Carregada com um saco cheio, mas com a carteira bem mais leve.

Já disse à minha filha: "esta roupa tem que durar os próximos 3 anos"!

 

 

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