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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Eu e os bichos na Páscoa - mais uma trágica comédia!

Domingo de Páscoa - a minha filha está a passar o dia com o pai, e o meu marido a trabalhar. 

Estou, portanto, sozinha em casa com as bichanas. Ou assim pensava eu.

 

Quando vou fazer a cama, e dou a volta para o meu lado, vejo um bicho no chão.

 

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Entro em modo "pânico - bicho a bordo", e deduzo que uma pantufa não será suficiente para dar cabo daquela coisa. Daí que tenha ido em segundos ao outro lado buscar uma bota, com sola de madeira.

Com um misto de aversão e nojo, mas com a determinação de deixar o bicho bem "morto morrido", dou-lhe com a bota 4 ou 5 vezes, com as gatas a observarem e, provavelmente, a pensar o que raio estou a fazer, ou se terei enlouquecido! 

Pego então no cadáver do dito cujo, e mando para a rua. Não me perguntem o que era, mas tinha mais ou menos o aspecto da imagem acima.

 

Ao final da tarde, vou apanhar a roupa que tinha estendido. Abro a porta da entrada e, no chão, está uma lesma!

Brrr, mas estes bichos lembraram-se todos de me chatear hoje? - penso eu.

Saí para a rua, encostei a porta ao degrau, e consegui esmagar-lhe um pedaço do corpo. Em seguida, ainda fui buscar o mata moscas para verificar o estado da bicha, e mandá-la para o quintal.

 

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Hoje, ainda em recuperação destes assassinatos, vou a sair de casa e quase coloco a mão em cima de uma aranha avermelhada e gorda que estava no cimo do portão. Não fui de modas, levantei o pé (até estou de botas), e dei-lhe com ele, atirando-a ao chão, provavelmente morta.

 

Agora que penso nisso, não me lembrei de verificar se realmente tinha ido desta para melhor. Pelo sim, pelo não, é melhor ir com cuidado para casa, e veronde ponho as mãos! 

 

 

Obsessão online

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Sinopse:

"Estamos constantemente ligados através dos nossos telefones, laptops e da Web. Contudo, enquanto olhamos para os nossos ecrãs, quem olha para nós? Conheça Emma, uma bela estudante universitária do Midwest que acabou de chegar a Nova Iorque, entusiasmada por estar sozinha na grande cidade. Contudo, quando um perseguidor consegue entrar nos seus dispositivos, ele destrói as ilusões de Emma de privacidade e ela descobre quão frágil pode ser a nossa noção de segurança. Ashley Benson protagoniza este thriller psicológico inovador que explora um mundo em que as câmaras estão sempre ligadas e alguém está sempre a ver."

 

Vimos este filme no sábado à noite. O meu marido, que já estava com sono, ia adormecendo!

É um filme estranho, parado, não é daqueles com acção, que nos assusta a ponto de nos fazer saltar do sofá, mas não deixa de ser assustador.

Em determinados momentos, torna-se aborrecido mas, ao mesmo tempo, sinistro.

Embora com temáticas totalmente diferentes, lembrou-me um pouco o "Projecto Blair Witch", uma espécie de gravação amadora. Poderia ter sido, dentro do caminho escolhido, muito melhor explorado e com maior credibilidade. Parece muitas vezes uma tentativa falhada.

 

 

Mas, continuo a dizer, é assustador! 

Assustador quando vemos aquele vulto preto a deambular pela casa. Quando percebemos que alguém anda a vigiar. Que alguém consegue ter controlo sobre as nossas conversas, sobre o nosso telemóvel, sobre a nossa vida.

Assustador quando essa pessoa está a uns passos de nós enquanto dormimos, sabe tudo sobre nós, mesmo aquilo que não era suposto.

Assustador porque, no final, Emma, que já está em pânico e aterrorizada, vai mesmo ser atacada, enquanto conversa com a mãe no pc, e vamos permanecer na incógnita sobre o que lhe aconteceu, e quem esteve por detrás de toda aquela perseguição e obsessão.

Não daquela forma em que os sustos são momentâneos, mas passam. É mais aquele receio que se infiltra no nosso subconsciente.

 

As cenas que me fizeram mais confusão foi a que Emma chega a casa e se depara com o seu gato morto. E a cena em que, durante segundos, se vê uma sombra preta passar pela porta interior.

No meio de todo este mistério, há uma frase bem real, e que acho que ainda não percebemos bem as consequências que daí poderão resultar:

 

"Na internet, consegue-se encontrar tudo..."

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