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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Cada um tem que cometer os seus próprios erros...

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...pois só assim irá, também ele, aprender com os mesmos.

 

Muitas vezes damos por nós a aconselhar os outros, sobretudo aqueles que amamos, ou nos são próximos, a agir de determinada forma, ou a evitar certas coisas, comentários ou gestos, porque consideramos que serão um erro a evitar. Algumas vezes, dizemo-lo por intuição, por sexto sentido, ou sem qualquer motivo em concreto. Outras, porque nós mesmos o fizemos, e percebemos o erro que cometemos. Daí não querer que os outros caiam nesses mesmos erros. Daí querermos que eles ajam de forma diferente daquela que nós agimos como se, dessa forma, estivessemos a viver de novo a nossa vida, sem os erros que dela fazem parte, a corrigir os nosso próprios erros.

No entanto, por mais que queiramos proteger ou mudar o rumo daqueles que gostamos, não adianta tentar que eles não cometam erros. Porquê?

Porque nunca saberão que são erros, se não os fizerem. Para eles, vai ser sempre algo a experimentar, e algo de que estão certos ser o melhor, até que a vida lhes mostre o contrário. Por isso, só vão perceber que erraram, quando cometerem esses erros! Faz parte da vida.

 

A nós, resta-nos vê-los viver a vida, lutar da forma que acham melhor, mesmo que não seja a mais acertada, aconselhar mas sem impôr, estando presentes na hora em que tudo der certo mas, sobretudo, no momento em que eles perceberem que acabaram de cometer um erro.

 

Afinal, só não erra que não faz nada, e é com os erros que cometemos ao longo da vida que ganhamos ferramentas para enfrentar o futuro. 

E, muitas vezes, só descobrimos o melhor, depois de experimentar o pior.

Quem tudo quer, tudo perde, já dizia o ditado!

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Há alguns meses que vou a um café/ restaurante comprar duas sopas e uma caixa de arroz pequena, uma vez por semana,

Com a antiga gerência, pagava €. 2,20 pelas duas sopas, e €. 1,50 pelo arroz.

Entretanto, estiveram uns dias fechados, no final de Abril, para abrir em Maio com nova gerência.

Nessa altura, fui lá perguntar se continuavam a ter a sopa e o arroz, e da primeira vez, com a nova gerência, paguei €. 3,00 (€. 2,00 as sopas, €. 1,00 o arroz). Pensei "que maravilha, poupo 70 cêntimos todas as semanas"!

 

A minha alegria durou pouco. Na segunda ou terceira semana, passaram a cobrar €. 3,20 (subiu a sopa, manteve-se o arroz). Tudo bem, ainda sai mais barato que antes.

Manteve-se este valor durante várias semanas até que, um dia, uma das donas me pediu €. 3,50, justificando que era €. 2,20 das duas sopas, €. 1,00 do arroz, e €. 0,30 cêntimos da caixa. Paguei.

 

Depois disso, tem vindo a atender-me outra das donas, e voltei a pagar os €. 3,20 que costumavam cobrar. Fiz questão de pagar sempre com uma nota, para ver o troco que me davam.

 

Ontem foi dia de lá ir. Atendeu-me a dona que costuma cobrar mais caro. Já estava preparada para os €. 3,50. Mas, qual não foi o meu espanto, quando me disse que era €. 4,10!

 

"Desculpe? Então, mas ainda na semana passada cá estive, e paguei €. 3,20!" 

"Estamos a cobrar o valor da caixa."

"Mesmo assim, já cheguei a pagar a caixa e cobrou €. 3,50." 

"É que a senhora está a levar 3 caixas." (pelos vistos a caixa grande da sopa conta como duas, fazendo assim €. 0,90 cêntimos só das caixas)

"Então é melhor ver com a sua colega, porque você cobra uma coisa, ela cobra outra, e fico sem saber afinal quanto é que é."

 

Aproveitando que a colega tinha chegado ao balcão, expus a situação, ao que a outra começou por responder que no início não cobrou porque eu já era cliente da anterior gerência, e que levava dinheiro certo e não teve para estar a pedir. Depois, quando disse que ainda na semana passada tinha cobrado o mesmo valor, disse que se deve ter esquecido!

 

"Pois, então tem-se esquecido sempre, porque nunca me cobrou nada pelas caixas."

 

Resultado: desta vez cobrou só uma caixa, mas para a próxima tenho que ser eu a levá-las de casa, ou pago as 3. Entretanto, vão de férias durante o mês de Agosto. Palpita-me que não devo lá voltar a pôr os pés.

De certeza que a anterior gerência também pagava as caixas ao fornecedor, e não ficava a perder, na hora de cobrar aos clientes o que lá ia dentro. Há muitas formas de reaver esse valor.

Claro que estão no seu direito, de cobrar pelas caixas. Mas sendo assim, também estou no meu direito de não me sujeitar a isso e não voltar lá mais. E, assim, por conta de 0,90 cêntimos, perdem esse e o restante, ao perder o cliente regular.

 

É assim a vida! Quem tudo quer, tudo perde!

 

 

 

 

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