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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

#SemDramas, de Inês Marques

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O que faz parte do mundo dos adolescentes?

Escola - professores porreiros e outros que querem ver pelas costas, o stress das notas, os colegas com quem simpatizam, os que ignoram e os outros pelos quais são ignorados.

Amigos - sejam rapazes ou raparigas, há-os bons e maus, traidores, cuscos, os que só nos querem tramar, ou que nos apoiam nos piores momentos, os que mentem e os que são sinceros. Os que são amigos até as conveniências os tornarem inimigos, e os que permanecem.

Rapazes - aqueles que acham giros, convencidos, mulherengos, ou os atadinhos, cromos, crânios da turma. Os desportistas, com belos músculos, ou os lingrinhas. Os atrevidos e os românticos. Os parvos, e os que já têm outra maturidade. Os que são estúpidos por natureza, e os que se fingem bonzinhos, mas acabam por ser iguais ou piores. 

Família - aquela que nunca os compreende, que tem sempre lições de moral para dar, que sabe sempre o que é melhor para os filhos, que está sempre pronta a aplicar os merecidos castigos pelas asneiras que os filhos fazem, que não sabe o que há-de dizer ou fazer, para ajudar quando os filhos mais precisam. E onde se incluem, obviamente, as típicas discussões e rivalidades entre irmãos, seja em idades próximas ou com grande diferença de anos entre eles.

 

Quais são as grandes pressões a que estão sujeitos?

Namorar, ou melhor, curtir, andar com alguém - porque é tão importante que os adolescentes tenham, obrigatoriamente, que gostar de alguém ou ter uma relação amorosa? Porque é que os que não pertencem a esse grupo são tão ostracizados pelos restantes colegas, postos de parte, considerados insignificantes ou fora de moda? E porque é que, quem ainda não tem uma relação, quando todos os seus amigos já, se vê na "obrigação" de fazer o mesmo, e sente uma enorme pressão para passar para o lado dos comprometidos?

Porque isso fará com que os aceitem de volta no grupo. Porque já terão os mesmos temas de conversa e evitam-se aquelas frases que magoam do género "tu não sabes o que é" ou "não podes imaginar porque nunca tiveste ninguém". 

 

Ter notas razoáveis na escola - para que os pais se continuem a preocupar com a vidinha deles, e não centrem as suas atenções no que de errado se estará a passar com os filhos. E conciliar o estudo com as saídas com amigos e/ou namorados, sem restrições ou castigos. Afinal,se se portarem bem e tudo correr dentro dos parametros que os pais definiram, todos ficam satisfeitos.

 

Satisfazer os desejos pessoais dos pais, no que respeita ao futuro profissional - os pais tendem a querer que os filhos sigam aquilo que eles seguiram,ou que queriam ter seguido e não conseguiram, ou aquilo que os outros filhos ou familiares também seguiram, e que acham que é o melhor, sem ponderar por um minuto que seja os próprios desejos dos filhos. E estes, por pura vontade de contrariar, ou porque já tinham outra ideia definida, tendem sempre a escolher tudo menos aquilo que os pais projectaram.

 

Quais são os principais dramas da adolescência?

Ninguém me compreende

A minha amiga é uma cabra/ O meu amigo é um traidor

Ele(a) não gosta de mim

Não o(a) quero perder

Fui trocado(a) por outro(a)

Ninguém repara em mim

Não sou bonito(a)

Os meus pais não me dão liberdade

Preciso de espaço

 

Como viver a adolescência #semdramas?

Os dramas fazem parte da adolescência! Mas aprendemos a viver com eles, e a ultrapassá-los! E mais tarde, havemos de nos rir das parvoíces que fizemos, dissemos e pensámos! 

 

 

De tudo isto - amizades, paixões, ciúmes, intrigas, problemas familiares e escolares, e muitos dramas - fala este livro de Inês Marques.

Consigo identificar muitos adolescentes nesta obra, contudo, penso que a autora, não sei se baseada em factos reais ou se por mera imaginação, acabou por exagerar um pouco em alguns acontecimentos, o que penso que não seria necessário, e acaba por extrapolar um pouco o quotidiano habitual da maioria dos adolescentes.

De qualquer forma, é um bom livro para quem quiser entrar no mundo da adolescência, para compreender melhor o que vivem os seus filhos nesta fase.

 

Sinopse:

"Sou uma adolescente. Como tu, provavelmente. Os meus avós nem se lembram do meu nome, a minha irmã trocou-me por meia dúzia de pincéis e passo os dias a lidar com dramas amorosos que nem sequer são meus. Não passo da rapariga com os seus All Stars velhos que se encosta a um canto da escola com o seu croissant matinal e deseja diariamente por dois segundos estar na pele das raparigas cujos nomes toda a gente sabe. Ele? Vai haver momentos em que vou pensar tanto no nome dele que já nem sequer vai fazer sentido dentro da minha cabeça. Eu? Nunca poderia imaginar que dali a 2 meses, o nome não seria o único detalhe sobre mim que todos ficariam a saber."

 

Autor: Inês Marques

Data de publicação: Dezembro de 2017

Número de páginas: 586

ISBN: 978-989-52-1234-7

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

Com o apoio de:

 

 

 

 

 

 

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