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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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À Conversa com os Coral Tattoo

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João Pedreira, juntaram-se Sérgio Martins (dos Dona Elvira), Zé Vilão, Mário Peniche, Rodrigo Domingues e Lee An, formando os Coral Tattoo, uma nova banda portuguesa que acaba de lançar o seu primeiro single "Longe de Mim Parar".

 

E, certamente, os Coral Tattoo não vão querer parar!

Parar de trabalhar neste projeto, de vos mostrar a sua música, de vos ter presentes nos concertos, de ouvir as vossas opiniões e sugestões, de vos convidar a interagir e fazer parte da legião Coral Tattoo!  

 

Já eu, convido-vos a ler a entrevista aos Coral Tattoo, a quem agradeço desde já pela iniciativa e disponibilidade! 

 

 

 

Como é que nasceram o Coral Tattoo?

O João Pedreira e eu andávamos há uns tempos a trocar ideias sobre música e o mercado actual.

Fomos intensificando as conversas e, um dia, ao telefone, decidimos começar uma banda do zero. Em minutos, estabelecemos um plano e começámos a trabalhar.

Ligámos ao Mário Peniche para ser nosso produtor. Explicámos o que tínhamos em mente e aceitou com uma frase que nunca mais esqueceremos: “até que enfim um bom plano!” Já éramos três!

Encontrámo-nos com o Zé Vilão, que nem nos deu tempo para grandes explicações, aceitou com um sorriso enorme. Telefonámos ao Rodrigo e explicámos como queríamos organizar o projecto. Mais uma frase inesquecível: “opá, assim sim!. Bora lá!”.

Já só faltava um guitarrista. E aqui a história fica mais gira! Tínhamos uma data de nomes em mente, tudo guitarristas consagrados, mas o João e eu tínhamos idealizado algo especial, um pouco diferente, queríamos alguém que garantisse um som mesmo pesado, alguém que, tal como o Rodrigo, viesse do metal.

Nessa noite, só para relaxar um pouco, comecei a ver o Facebook e, do nada, aparece-me uma sugestão de amizade de uma rapariga que não conhecia mas que tinha uma pinta danada e a segurar uma guitarra em V, a Lee An.

Pesquisei e vi que tocava com uma banda de metal, comecei a ver vídeos dela a tocar e fiquei convencido. Toca imenso e tem mesmo aquele som que queríamos. Era ela! Abordei-a, expliquei tudo, e sem me conhecer de lado nenhum excepto das redes sociais, responde que sim.

Liguei ao João e disse-lhe que estávamos completos. Pensámos nós… Passado pouco tempo, já em fase de composição, o Mário achou que deveríamos incluir mais um guitarrista. E que deveria ser ele!

 

 

 

Sendo, cada um de vós, já conhecido no panorama musical português, de outros projetos, o que vos levou a querer juntar-se nesta nova formação?

Acreditas no destino, e em como tudo o que tem que acontecer, acaba mesmo por acontecer, Marta? É que parece mesmo isso. Nasceu uma vontade, umas quantas ideias, um plano de trabalho, uma organização de tarefas, e tudo começou a soar.

E, mesmo vindos de outras bandas e já com bastante experiência, quando nos juntamos, é uma festa. Há nos Coral Tattoo uma mística muito engraçada, tudo está no sítio certo. E, brevemente, vamos poder passar essa energia para o público.

 

 

 

 

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O que trazem de novo à música portuguesa os Coral Tattoo, e de que forma é que pretendem fazer a diferença? 

A banda é composta por músicos muito experientes, já com muita estrada feita. E apesar disso ninguém encara a banda como mais um projecto.

Estamos nos Coral Tattoo cheios de vontade, e parece-nos que isso está bem presente nos nossos temas. E tocamos Rock. Na verdade, achamos que Portugal quer mais Rock, e Rock é o que fazemos.

Com elementos de modernidade, alguns temas a puxar para o pesado, mas gostamos de distorção. Por experiência, sabemos que o público quer, está sedento de bom Rock.

Acreditamos que é isso mesmo que estamos a fazer, a dar aos Rockers portugueses Rock a sério. E é desta forma honesta que pretendemos fazer a diferença, manter a nossa linha e dos muitos que já nos seguem. Não vamos ao encontro “do que está a dar”, vamos ao encontro do que o nosso público quer e do que queremos tocar.

 

 

 

De que forma é que as vossas influências musicais pessoais se conjugam nesta formação?

Em tudo!

Cada detalhe das nossas músicas tem as nossas influências. Todos temos total liberdade de dar um cunho pessoal aos temas, sem limites ou barreiras que destruam o gosto pessoal de cada um.

E faço um convite: depois de ouvir mais um single, que lançaremos muito brevemente, entrem em contacto connosco e digam-nos se notam os estilos que definem cada membro dos Coral Tattoo.

Estamos muito abertos a este tipo de interacção com as pessoas nas redes sociais, procuramos este contacto directo com os nossos seguidores.

 

 

 

 

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Longe de Mim Parar” é o primeiro single apresentado pela banda, que já pode ser ouvido nas plataformas digitais. Que mensagem transmite esta música?

Que podemos cair muitas vezes, mas nunca podemos ficar no chão. Caímos, levantamo-nos, e continuamos até chegar onde queremos. Seja na música, seja no que for!

Quando temos um sonho não podemos desistir nunca, nem ficar com medo de o alcançar ou deixar que outros nos convençam a ficar num sítio calmo, quentinho e seguro. Não!

As derrotas acontecem, mas só somos verdadeiramente derrotados quando paramos de perseguir o que queremos.

 

 

 

Apesar de já terem o EP de estreia totalmente gravado, decidiram lançar um single de cada vez. O que vos levou a optar por esse caminho?

No mundo digital actual essa estratégia pareceu-nos a mais certa. Há outros caminhos que podem ser seguidos, mas apostámos neste e, até prova em contrário, por aqui continuaremos.

Mas estamos sempre abertos a experimentar e a testar novas oportunidades, não ficamos fechados num só caminho, nem pensar. Quanto a lançar um single de cada vez, estamos contentes com isso.

Queremos surpreender, e sabemos que conseguiremos um certo factor surpresa com cada tema. Agora já temos boa resposta ao LONGE DE MIM PARAR, e até já há quem tenha concluído que este é o tema que nos define.E é precisamente isso que vamos contrariar sistematicamente.

Coral Tattoo com toda a irreverência! Vai ser difícil alguém acertar no que aí vem a seguir. Mais uma vez, convite aos nossos seguidores - enviem opiniões pelas redes.

 

 

 

Como foi todo o processo de criação dos temas, e de gravação do EP?

Rápido, foi tudo muito rápido, surpreendentemente rápido. Os temas quase que saltaram cá para fora, os arranjos a mesma coisa!

Quando estamos a fazer o que queremos, o que gostamos, com pessoas que são como nós e querem o mesmo que nós, tudo parece que surge com naturalidade.

É, literalmente, estarmos a fazer qualquer coisa do dia-a-dia e surgir um riff ou uma letra. Começamos a achar que isto tem mesmo a ver com o alinhamento entre o desejo e a acção!

E a gravação também foi tipo trovão. Só que aí a história é outra. Quando cada um chegou ao estúdio para gravar tudo estava milimetricamente estudado, tudo aperfeiçoado. Aqui o mérito é mesmo de cada músico. Não houve um único minuto extra.

 

 

 

 

 

 

Trabalhar em conjunto proporciona momentos sérios e tensos, mas também alguns bastante divertidos. Há algum desses momentos, em especial, de que se lembrem, e que vos tenha marcado?

Muitos! No contacto inicial com cada membro dos Coral Tattoo ficámos a saber que o Zé e o Rodrigo eram amigos de escola. O reencontro foi um estoiro.

A forma como a Lee An integrou a banda também foi um momento marcante, sinais dos tempos modernos e como as pessoas cada vez mais se relacionam nas redes sociais e que estas não trazem só coisas más!

O Mário que entra como produtor e fica também a cargo da guitarra ritmo.

E o João, que insistiu em que eu fizesse segundas vozes, apesar de eu lhe dizer que isso não iria correr bem. Lá cedi mas notei, em silêncio e sem nunca mais tocar no assunto que, depois do primeiro ensaio, nunca mais voltei a ver o meu microfone. E nenhum membro da banda voltou a tocar nesse assunto. O micro, simplesmente, desapareceu.

 

 

 

Os Coral Tattoo sentem-se mais à vontade num estúdio de gravação ou num palco?

O estúdio é bom, sentimos um grande controle sobre tudo o que nos rodeia, temos pessoas que estão lá para nos apoiar, bons técnicos, boa gente.

Mas ao vivo é que é mesmo muito bom!

Nada está totalmente controlado, há imensas variáveis e todas comportam riscos consideráveis. Isso é bom, faz aumentar a adrenalina, a cumplicidade e a cooperação entre os músicos, e entre estes e as equipas técnicas. São momentos inesquecíveis.

Mas acima de tudo, o público faz toda a diferença. Saber que estamos a dar o nosso melhor e que o público reage é uma sensação quase indescritível.

 

 

 

Do que falam as vossas músicas?

Tanto pelas letras, como pela composição musical, as nossas músicas não pretendem ser neutras e bonitinhas, tudo muito perfeitinho, mas que dizem pouco ou que são lamechices poéticas.

Assumimos alguma queda para o choque frontal, para o despertar da consciência, dos valores humanos, por vezes com algum humor, outras com uma frontalidade total, crua.

Nessa perspectiva o single LONGE DE MIM PARAR abre o caminho para o que aí vem. É que tal como a letra do João diz, também nós, os Coral Tattoo, não desistimos de tentar fazer uma diferença e despertar a mente dos nossos seguidores para outras realidades, algumas que estão longe e mal sabemos o que se passa na realidade, outras tão perto de nós, mas que tantas vezes preferimos bloqueá-las da nossa mente.

As nossas músicas, sem serem agressivas ou insultuosas, procuram de facto despertar alguns temas mais incómodos. E sim, algumas terão que ter o aviso de letras explícitas e muitas são disruptivas. 

 

 

 

Quais são os objetivos da banda para 2018?

O primeiro objectivo está cumprido. Quisemos gravar o EP em Fevereiro e está gravado.

O segundo também. Quisemos lançar o primeiro single em Março e foi lançado.

Agora estamos a preparar os vídeos, e tudo indica que também vamos conseguir cumprir o objectivo. E, em paralelo, estamos a preparar o espectáculo ao vivo, e isto dá um grande gozo. Estamos a preparar um bom espectáculo, desculpa-nos a falta de humildade, mas está a ficar mesmo bom. E ainda para mais os gigs estão aí bem próximos, por isso queremos tudo a correr bem!

 

 

 

Onde poderá o público encontrar e ouvir os Coral Tattoo?

Para já podem-nos conhecer subscrevendo o nosso canal do Youtube, está lá mais do que música, mesmo pensado para as pessoas nos conhecerem.

Podem ouvir-nos em todas as plataformas digitais, iTunes, Spotify, Deezer, Google music, Amazon Music, Tidal, e tantas e tantas outras. E no dia 1 de Junho já nos poderão ver e ouvir ao vivo. Para já não vamos adiantar mais pormenores, mas vamos começar a tour de uma forma que ninguém está à espera!

E se me permites Marta, deixo aqui um apelo ao público que tanto serve aos Coral Tattoo como a qualquer pessoa que gosta da nossa música. Se nos querem ouvir e ver ao vivo, sejam activos! Os promotores só saberão que as pessoas nos querem ouvir e ver se as próprias pessoas telefonarem às suas rádios favoritas e pedirem para passarem os nossos temas, partilhem os nossos posts do Fb, subscrevam o nosso canal do Youtube, sigam-nos no Instagram.

Contactem os jornais da vossa região e digam que querem saber mais sobre os Coral Tattoo, falem com os vossos bloggers preferidos, proponham entrevistas nos sites que gostam. Falem com as organizações das festas locais e peçam para contratarem os Coral Tattoo. Só assim é que os promotores e agentes chegarão a nós. Fazemos tudo isto por vocês, juntos vamos criar uma legião! Façam isto e poderemos encontrar-nos por este país fora muitas mais vezes!

 

 

 

Muito obrigada! Foi um prazer!

Marta, nós é que te agradecemos! É sempre bom conversar contigo. Obrigado e… Rock On com os Coral Tattoo.

 

 

Página de facebook: https://www.facebook.com/CoralTattooRock/

 

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