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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Sugestões para o fim de semana

 

(clicar na imagem)

 

 

Mais uma edição da rubrica Fora de Casa, e o destaque vai para a Feira de São Pedro, em Torres Vedras, e para o Workshop da Associação Meleca​ "Bolas de Malabarismo".


Não percam também o concerto de Lenny Kravitz, na Altice Arena, e as Festas de São Pedro, com Nelson Freitas​, HMB e Fernando Daniel​.


Vejam todas as sugestões, e escolham as que mais gostam!

À Conversa com Teresa Caetano

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Teresa Caetano nasceu em 1981, na cidade de Lamego e, desde pequena, sempre teve paixão pela escrita.

Licenciou-se no ramo educacional e tem exercido a função de professora, há 15 anos, em diferentes escolas do país.  

Assume-se como uma contadora de histórias pois, de uma forma simples, escreve sobre grandes emoções.

Fiquem a conhecê-la melhor nesta entrevista!

 

 

 

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Quem é a Teresa Caetano?

Sou uma mulher sonhadora que desde pequena sempre teve paixão pela escrita. Quando terminei os estudos no Liceu, licenciei-me- no curso de Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico e tenho exercido a função de professora, há 15 anos, em diferentes escolas do país. Iniciei a minha carreira profissional em Lisboa, onde vivi durante 10 anos. Passsei ainda por Póvoa de Varzim, Braga e atualmente encontro-me a lecionar na Escola Básica n.º 1 de Lamego, pois sempre tive o desejo de regressar à minha terra.

Assumo-me como uma contadora de histórias pois, de uma forma simples, escreve sobre grandes emoções.

 

 

A paixão pela escrita surgiu cedo na sua vida. O que começou por escrever na sua infância e adolescência?

Comecei a escrever desde a adolescência e nesta fase escrevia o meu diário, ou seja, a minha história de vida. Ainda hoje guardo vários cadernos onde descrevia o meu dia-a-dia e onde desabafava sobre as emoções que determinados acontecimentos me provocavam.

Depois de começar a trabalhar com crianças escrevi várias histórias destinadas ao público infantojuvenil, embora não estejam publicadas.

 

 

A Teresa é professora. O que a levou a enveredar por essa área?

Porquê escolher ser professora? Não tive alternativa? Sim, tive, pois felizmente a média dava para entrar em variados cursos. Fui obrigada? Não, sempre pude escolher o caminho que queria seguir. Fui influenciada? Isso talvez um pouco, pois a maioria das minhas vizinhas eram professoras e desde pequena comecei a “dar aulas” aos meus bonecos. Fechava a porta do meu quarto e tentava imitar a minha professora do 1º ciclo, achava interessante o ato de ensinar, idolatrava-a, porque a via como uma guia e uma fonte de conhecimento.

Confesso que ainda vacilei entre jornalismo e a licenciatura em professora de 1º ciclo, mas o bichinho de infância ficou e sonhava, um dia, ter na minha frente crianças/seres humanos, em vez de bonecos. Sonhava ensinar, não só transmitir conhecimentos, mas também emoções, pois acredito verdadeiramente que os professores influenciam muito a nossa vida.

 

 

Na sua opinião, existe um incentivo à escrita, em termos criativos, nas escolas portuguesas, ou está, de certa forma, condicionado pelos programas escolares impostos?

O incentivo à escrita está muito limitado devido à enorme extensão dos currículos que não deixam muita margem para a criatividade.

 

 

 

 

“Não Desistas do Amor” é o seu primeiro romance editado?

Sim, é o meu primeiro romance publicado. O desejo de publicar um livro sempre me acompanhou, mas fui adiando pelas circunstâncias da vida. Dediquei-me à minha profissão e depois de ser mãe senti que o meu horário estava totalmente completo. Agora, que a minha filha está com 8 anos, consegui organizar-me melhor e escrever diariamente.

 

 

Em que se inspirou para o escrever?

Inspirei-me nas histórias de vida de várias pessoas que fui conhecendo, pois sou bastante observadora. Conheci histórias de vida fascinantes, de superação de dificuldades que acabaram por dar mais força às minhas personagens. A ficção inspira-se na realidade e acredito que as pessoas se podem identificar com os temas abordados neste livro que são muito atuais e intemporais, como o amor, a amizade, a traição, a desilusão, a violência doméstica, a infertilidade, a adoção, a síndrome de pânico, a homossexualidade e a perseguição de um sonho no mundo da música.

É um livro que fala essencialmente de amor, mas num sentido muito abrangente: o amor por um companheiro ou companheira, o amor pelos pais, pelos filhos, pelos amigos, pela profissão, pelos sonhos, ou seja, o amor pela vida.

 

 

“Tudo tem um momento certo para acontecer”, algo que se aplicou às personagens deste livro. Este é, também, um dos seus lemas de vida?

Sim, passei a perceber isso com a vida e com o passar do tempo. Por vezes, ansiamos muito que algo aconteça naquele exato momento, mas que depois até se vem a realizar mais tarde, porque fez mais sentido assim.

 

 

Foto de Teresa Caetano.

 

Esta história gira muito em torno do amor, do perdão e da aceitação. Na vida real, considera que algumas das situações poderiam ter um final semelhante, ou as pessoas, hoje em dia, são pouco dadas a estes sentimentos?

Eu acho que as pessoas, hoje em dia, continuam a sonhar em encontrar o verdadeiro amor. Acho que é isso que as move. No entanto, têm menos paciência em saber esperar, em desenvolver relações sólidas, pois têm tanta pressa de viver, de ser felizes que acabam por não conseguir perceber que os pequenos momentos são a própria felicidade.

 

 

Por vezes, as maiores emoções vêm das histórias mais simples?

Sem dúvida. Considero que a simplicidade é uma das maiores grandezas. As histórias mais simples são aquelas que prendem mais a nossa atenção, pois conseguimos identificar-nos com elas e sentir verdadeiramente as emoções.

 

 

Que feedback tem recebido por parte dos leitores relativamente a este romance?

Tem superado muito as minhas expectativas. Tenho tido críticas muito positivas, dizem que realmente este livro é uma montanha-russa de emoções, que riram e choraram, que se indignaram, que refletiram, que não conseguiram parar de ler, pois queriam sempre saber o que vinha a seguir e têm-me pedido bastante para dar continuação à história.

 

 

“Não Desistas do Amor” fala de algumas temáticas atuais, como a violência doméstica, a homossexualidade, a infertilidade. Que temas gostaria de abordar numa próxima obra?

Já estou a escrever uma próxima obra e, como o segredo é a alma do negócio, só posso dizer que vou tratar temas igualmente intensos, cativantes, polémicos, atuais, mas onde estará sempre presente o amor como o motor de todos os acontecimentos.

 

 

Partindo do título do livro, de que forma completaria a frase: Não desistas do amor porque…o afeto é o melhor que nos acompanha nesta vida.

 

 

Muito obrigada, Teresa!

 

 

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Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.

Cansada?

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Hoje é um daqueles dias:

 

Em que mal consigo abrir os olhos

Em que estou cheia de sono, embora tenha dormido toda a noite

Em que as pernas, apesar de magras, parecem pesar uma tonelada cada uma

Em que me ando a arrastar até ao final do dia, para voltar para a cama

 

Estarei cansada?

À Conversa com Diogo Divagações

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Diogo Divagações entregou-se às palavras aos 14 anos, e desde cedo se apercebeu que havia ali - naquele emaranhado de formas e num aliterar de imagens em linhas – uma segurança e um conforto sem igual. Foi acolhido pela comunidade de hip-hop que existia não só na sua escola secundária, mas na sua cidade de origem (Santa Maria da Feira) e desde logo se empenhou em não descurar de se superar como artista enquanto se conhecia como pessoa.

 

Em 2018 reune-se de pormenor, num ato de confissão pessoal, ao viver-se em “FILIGRANA”, um curto grito à eternidade onde se funde cada vez mais no que é a mensagem de crença divagante.
“Capricho” é o single de apresentação.

 

Conheçam melhor Diogo Divagações, nesta entrevista:

 

 

 

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Quem é o Diogo Divagações?

É o terceiro apresentado nesta jornada de criação que se iniciou com 14 anos. "Já fui Dig, Diogo Dias, sempre puro nas criações, nomes dados, mesma vida, as eternas divagações".

 

 

 

Em que momento é que a música entrou na tua vida?

A música sempre esteve presente na minha família.

Da parte do meu pai sempre houve uma ligação a bandas filarmónicas, na organização das festas da freguesia tratavam de contratar os artistas que vinham ao arraial, um tio meu é músico...

Mas eu fazer música, ou entregar-me a ela para compor, surge quando decidi aprender percussão.

Daí para a frente tudo foi muito natural, o ouvir, o pesquisar, o identificar-me. Crescer com música e aprender através dela.

 

 

 

O que te levou a enveredar pelo Hip Hop?

Foi uma natural travessia. As pessoas com quem me dava eram assumidamente hip-hop.

Foi uma altura que o hip-hop estava a respirar muito bem com muita coisa a surgir e a emergir.

Havia uma liberdade de comunicação muito boa neste estilo e sempre quis dizer muita coisa e sempre quis poder agarrar a atenção das pessoas e entretê-las. Acho que tudo se complementou muito bem na altura.

 

 

 

Fizeste parte da crew TriboZoo. Como foi essa experiência?

Foi uma experiência bonita. O grupo da segunda vaga, que é quando entro - porque houve uma primeira fase só com os mais velhos: o Kappah Oh aka Kevin Oakes, o Bel… - era tão completo e versátil que sempre tudo era aprendizagem e crescimento.

Toda a gente se transportou para dentro daquele projecto. Toda a gente queria que aquilo desse em algo produtivo. Foi uma escola bonita, quer humana quer artistica.

 

 

 

O teatro também faz parte da tua vida. Como é que o teatro e a música se conjugam?

Nada é indissociável. O teatro surge na minha vida mais directamente com o workshop de La Fura del Baús, a música em mim já existia nesta altura.

Como tudo o que acrescenta completa e transforma, acabei a transportar linguagens do teatro para as minhas performances musicais.

Acho que é sempre objectivo quebrar a distância de artista para com o público, o teatro deu-me isso. 

 

 

 

As tuas músicas refletem, de alguma forma, as tuas divagações?

Claramente.

No fundo a minha escrita começou assim: a divagar.

Gradualmente vem-se instalando o ser mais concreto. Eu quero dizer coisas e sinto que estou no caminho de fazê-lo e como sempre e em tudo o querer é de fazê-lo melhor. Mas sim, eu viajo muito.

Adoro desbravar florestas mentais. E converso muito com a música esperando que quem me ouça possa pegar nisso como referência para conversas… já aconteceu e é belíssimo.

 

 

 

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“Filigrana” é o teu mais recente trabalho. O que o diferencia dos anteriores? Existe, neste, uma maior atenção aos pormenores?

Acho sobretudo que este EP é uma forma de anunciar o que virei fazer com o álbum, que já está gravado e praticamente pronto.

É um ponto de viragem na minha exposição. As minhas músicas têm-se tornado mais musicais, eu arrisco a cantar e acima de tudo estou num formato muito mais pessoal no que toca a fazer refrões e a trabalhar melodias.

Antes convidava muita gente para vozes principais, agora simplesmente tenho harmonias… Este projecto serve exactamente esse propósito: ser curto mas claro na intenção.

 

 

 

Do que nos falam as músicas que compõem este EP?

Falam de muita coisa. Às vezes falam de tantas coisas quantos os ouvidos que as recebam.

Eu escrevo sempre por causa de algo mas desejo sempre que me digam que um verso em particular refere-se a alguma coisa que nem sequer havia pensado.

Enfim, as músicas deste trabalho abordam sobretudo a minha ânsia de futuro artístico, a eterna dúvida do que é a realidade, o que é a existência, o que é ser humano e ser sendo tudo isto há o que basta para a felicidade e a compreensão bela da vida(?).

 

 

 

“Capricho” é o single de apresentação. Qual é o teu maior capricho?

Boa pergunta. Fiquei a pensar um tanto nesta. Acho que é mesmo a forma como penso em executar e levar a cabo projectos. Sou muito crente na minha loucura e convicto da mesma. Arrasto muita gente para dentro da minha caminhada porque sei e sinto que isto fará sentido e vale a pena (sendo que a pena há-de ser leve).

 

 

 

De que forma te definirias através destas palavras:

 

Palavras – (sou) uno com elas para unir com elas.

Observação – absorção do que sou parte neste todo.

Renovação – ouvir um tema meu saber que consegui melhorar-me

Espelho – é sempre gentil quando sorris num tom de olá

Busca – pela elevação mental. a superação do meu ego. o atingir do meu propósito celeste.

Existência - um quadro vivo em tons de magia.

 

 

 

Por onde vai andar o Diogo Divagações nos próximos meses?

A trabalhar. Muito, e em muitas frentes. Continuarei sempre dedicado de alma à música mas, à parte disso, tenho um trabalho hoteleiro, que me faz também ter uma constante capacidade de renovação... assim essencialmente espero acima de tudo conseguir conciliar, conjugar e conviver de perto com a realização pessoal.

 

 

 

Que objetivos queres concretizar ainda este ano?

Lançar o disco e poder esquematizar uma tour para o próximo ano.

 

 

Muito obrigada, Diogo!

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.

 

Momento insólito na farmácia

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Sou chamada, e dirijo-me ao balcão.

Entrego o meu telemóvel à funcionária para que veja os dados da receita.

 

 

Funcionária: Quer genéricos, ou de marca?

Eu: Pode ser genéricos.

Funcionária: Olhe, deste não dá, porque não há. E deste também não. Tem que levar os de marca.

Eu: Ok, não há problema.

 

 

A funcionária passa o leitor pelas embalagens. Faz algo que eu não percebi, e pede desculpa.

Funcionária: Peço desculpa, isto não era para si. É que estava a passar as caixas e não estava a registar nada.

Eu: Não se preocupe.

Funcionária: Tem 50 pontos no cartão, quer descontar 2 euros, ou continuar a acumular?

Eu: Pode descontar já.

Funcionária (passado uns segundos): Olhe, enganei-me aqui, e agora não dá para descontar. Tem que ficar para a próxima.

Eu: Está bem, não há problema.

 

 

A receita ia em nome da minha filha. A funcionária retira a factura e pergunta-me:

Funcionária: A factura vai no seu nome?

Eu: É melhor ficar em nome da minha filha.

Funcionária: Então vou fazer nova factura.

Eu: Mas veja lá, se não der jeito, deixe ficar assim.

Funcionária: Não. Eu fecho já a factura e corrijo.

 

 

Pede-me, então, o nome da minha filha.

Dou-lhe o primeiro e o último.

Funcionária: É melhor dar-me 3 nomes, para não se confundir com outras pessoas.

Assim fiz.

Pergunta-me o número de contribuinte.

Digo-lhe uma vez.

Estava mal.

Repito uma segunda vez.

Não percebeu.

Repito uma terceira vez. Confirmo que está correcto.

Funcionária: O número que me deu está a dar erro. 

Dou-lhe o cartão para a mão.

Funcionária: Ah, pus um espaço entre dois números, por isso é que não estava a dar.

 

 

Pelo meio, queixa-se do cansaço, do barulho, e desculpa-se pela distracção.

Finalmente, entrega-me o saco com os medicamentos, a factura e o troco.

Vou a meio, quando percebo que falta dinheiro. Volto para trás.

 

 

Eu: Olhe, peço desculpa mas penso que se enganou no troco.

Funcionária: Quanto é que lhe dei?

Eu: Deu-me noventa cêntimos, tinha que me dar um euro, faltam 10 cêntimos.

A funcionária pega nas moedas que me deu, faz contas de cabeça, guarda as moedas e dá-me uma de 1 euro. Pede mais uma vez desculpa pela confusão.

 

 

Já eu, rezo para não voltar lá tão cedo! Perdi mais tempo ali, que a minha filha a ser vista pela médica!

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