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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sugestões para o fim de semana

 

(clicar na imagem)

 

Ana Bacalhau, Rael e Carlos Vidal são alguns dos artistas sugeridos nesta edição do Fora de Casa.
Para os mais novos, o Festival Panda e o Catrapim prometem muita diversão.
No cinema, a não perder, o filme "Com Amor Simon".
Confiram já todas as nossas apostas para este fim de semana!

Quantico - Consequências

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"Nós fazemos o que fazemos e, por vezes, há consequências." 

 

 

A terceira temporada tem 13 episódios.

Ontem assisti ao sexto e, confesso, até agora, foi o que mais me chocou e mexeu com as emoções.

"Consequências" é o título do episódio e, como diz Jocelyn, sobre o trabalho dos agentes do FBI "Nós fazemos o que fazemos e, por vezes, há consequências".

Ela, mais que ninguém, sofreu na pele algumas dessas consequências quando, na sequência da explosão de uma bomba, ficou surda.

Agora, volta a reencontrar-se com um passado não muito distante, e haverá novas consequências.

 

Até que ponto as suas limitações serão responsáveis por essas consequências? 

Poderia ter sido de outra forma? Poderia ela ter evitado este desfecho?

E quem fica, como carrega uma culpa que, sendo sua, não é, de todo, sua? 

Mente Brilhante

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"Deixem as crianças ser crianças"

 

Nunca uma frase fez tanto sentido!

 

Frank Adler é um homem solteiro, que vive numa cidade costeira na Florida, com a sobrinha, Mary, de sete anos, de quem cuida desde a morte da sua irmã, quando Mary tinha apenas poucos meses de vida.

Era esse o desejo da mãe de Mary, para que a sua filha, ao contrário dela, pudesse ter uma vida e uma infância normal, como uma criança normal.

Durante esses sete anos, tudo correu bem.

Mas Mary é uma criança prodígio, com incríveis habilidades matemáticas que começam a diferenciá-la na escola, e a chamar a atenção dos professores e, consequentemente, da sua avó que vê na neta a oportunidade de dar seguimento e concluir aquilo que a sua filha não foi capaz.

  

O que mais choca neste filme, embora já estejamos habituados, é ver do que são capazes as pessoas para levar os seus objectivos adiante, sem pensar na pessoa que está a ser objecto de disputa, nas suas necessidades, no seu bem estar, na sua felicidade.

 

Por um lado temos o bondoso tio Frank, que proporciona à sobrinha uma vida simples, descomplicada, transmitindo-lhe os valores que considera mais importantes.

Um professor que abandonou tudo, e que agora conserta barcos por conta própria, para pagar as suas contas, e que nunca teve qualquer reconhecimento ao contrário da irmã sendo, a certo ponto, acusado de limitar a sobrinha por inveja.

 

Por outro lado, temos uma avó que não quer desperdiçar o talento da neta, e acha que ela está reservada para grandes feitos, e por isso quer a sua guarda, para lhe proporcionar tudo aquilo que o tio não pode.

No entanto, esta atitude é desprovida de altruísmo, e significa ocupar Mary, a tempo inteiro, com problemas matemáticos, sem infância, sem vida própria, tal como o fez com a filha, levando-a ao suicídio.

 

Frank vai ter, assim, pela frente uma dura batalha judicial com a mãe, para ficar com a custódia da sua talentosa sobrinha. Ambos com receio de perder a batalha, chegam a um acordo tão absurdo, que passa por Mary ser adoptada por um casal estranho, podendo ambos visitá-la e passar algum tempo com ela.

 

Um erro que pode sair muito caro para Mary, que se revolta contra o tio, quando este a deixa naquela casa.

Mais tarde, enquanto Frank é impedido de ver Mary, por esta não querer estar com ele, percebe-se que Evelyn está a controlar a neta, rodeando-a de professores, e privando-a daquilo que mais gosta, incluindo o seu companheiro felino, Freddy.

 

E esta foi uma das cenas mais emotivas para mim: o momento em que a antiga professora de Mary vê uma foto de Freddy, que foi dado para adopção, e avisa Frank. Quando este chega ao canil, o prazo da adopção já terminou, e Freddy está, juntamente com outros gatos, na fila para o abate.

 

Conseguirá Frank salvá-lo, e recuperar a sobrinha? 

Conseguirá Evelyn perceber o que está a fazer de errado, e emendar os seus erros a tempo?

Ou estará Mary condenada a viver a mesma vida que a mãe, com todas as consequências que isso possa trazer para a sua vida?

Quem Ama Não Esquece, de André Sousa

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“Nem sempre as prioridades que escolhemos para a nossa vida são as melhores, mas nem sempre ela nos permite escolher. Somos empurrados pela vida a tomar decisões que não queremos. Somos reféns do nosso trabalho, das nossas escolhas falhadas, das nossas obrigações impostas por terceiros sem que tenhamos uma palavra a dizer, das nossas rotinas que nos esmagam a criatividade e o impulso, dos nossos passados marcados por desilusões, ou por aqueles medos que nos minam por dentro e tantas vezes nos impedem de mudar.”

 

 

Um romance sem grandes surpresas, em que Santiago percebe, a partir do momento em que Beatriz o deixa para seguir os seus sonhos, que a ama e não pode viver sem ela, e que tudo aquilo que sempre colocou à frente da relação, não tem agora a mínima importância.

E, de um momento para o outro, como nunca antes fez, decide ir atrás de quem ama e recomeçar a sua vida.

Já sabemos que só damos valor ao que tínhamos depois de o perdermos e que, muitas vezes, é preciso levarmos uns “abanões” para acordar, e dar uma volta à nossa vida.

No caso de Santiago, e de muitas pessoas, quando já se perdeu tudo, não se perde mais nada em mudar e tentar recuperar, de uma forma ou de outra. Mas, se ele não tivesse ficado desempregado, será que agiria da mesma forma? Teria a mesma coragem?

 

O livro começa por contar como Santiago toma as rédeas da sua vida, e decide recuperar o tempo e o amor perdido,esperando que não seja tarde de mais, mas toda a história, desde as próprias frases introdutórias de cada parte, à história em si, está cheia de "frases feitas" e mais que batidas sobre o amor, de tal forma que torna tudo um pouco maçador, artificial, sem um sentimento profundo muito próprio.

 

Chegado a Bissau, onde se encontra Beatriz, a dúvida sobre a forma como ela reagirá à sua presença, e se o quererá por perto, aumenta. Terá ela refeito a sua vida. Teria ela, realmente, colocado um ponto final na relação quando partiu?

Todas as respostas chegam logo de seguida, sem grandes surpresas, num desenrolar também já mais que visto, que só na recta final conseguiu deixar de ser enfadonho.

 

No meio desta história, haveria uma, para mim, bem mais interessante, para contar, que seria a do sem abrigo António, que um dia tinha tudo para ter uma vida feliz, e no outro perdeu tudo o que tinha conquistado, incluindo a mulher e a sua filha, que só volta a reencontrar muitos anos mais tarde, sem no entanto se mostrar, por vergonha daquilo em que se tornou, e da vida que agora leva.

Nessa história, sim, se aplica perfeitamente o título do livro "Quem Ama Não Esquece"!

  

 

 

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