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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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O meu coração entre dois mundos

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Não adianta gostar de alguém pelas suas diferenças se, depois, na prática, não sabemos aceitar essas diferenças nem conviver com elas.

Se apenas são valorizadas a sós, mas são motivo de vergonha quando acompanhados.

Quando amamos alguém pela sua essência, não pedimos que ela esconda, camufle, oculte essa essência.

Não exigimos que essa pessoa se anule, apenas para agradar aos outros.

Que deixe de ser a pessoa genuína que é, para se tornar em alguém que finge ser algo que não é.

 

 

Raras vezes, os nossos patrões são nossos amigos. Tão pouco confiam em nós. E menos ainda podemos confiar neles. É uma relação profissional, mesmo que queiram fazer parecer o contrário. E, quando pactuamos com os seus segredos, regra geral, acabamos por ser prejudicados por esses segredos, por uma questão de lealdade para com quem não revela a mínima consideração por nós.

 

 

A distância pode dar cabo de uma relação. Da mesma forma, os ciúmes, a insegurança, a fraqueza, a incerteza quanto aos sentimentos.

Da mesma forma, uma nova cidade, pessoas diferentes, novas oportunidades, um outro mundo, podem transformar as pessoas, ainda que de forma subtil e, muitas vezes, sem perder a sua essência mas sim, revelando-a em todos os sentidos antes adormecidos, e isso pode assustar quem sempre conheceu apenas uma das facetas da nossa personalidade.

É possível, ainda assim, o amor sobreviver?

 

 

Poderemos amar duas pessoas fisicamente iguais, achando que estamos, de certa forma, a dar continuidade a uma história que ficou a meio, que foi interrompida sem final?

Ou estaremos a enganar-nos a nós mesmos?

Ninguém é igual a ninguém, nem subsitui ninguém. Não existem duas histórias iguais, nem dois amores iguais.

 

 

No meio do caos, de toda a desilusão, das injustiças, da falta de esperança, podem surgir as melhores surpresas, as maiores descobertas, os verdadeiros amigos, a luz que faltava para nos guiar àquilo que verdadeiramente queremos, ao que sempre sonhámos.

 

 

Quando partimos, é impossível o nosso coração ficar dividido entre dois mundos: aquele a que sempre pertencemos, e que é o nosso porto de abrigo, a nossa raíz, o nosso berço, e aquele a que agora pertencemos, que nos acolhe, que nos transforma, que nos faz desabrochar.

 

 

 

É sobre tudo isto que Jojo Moyes fala na continuação da comovente história de Louisa Clark, desta vez em Nova Iorque, a trabalhar como assistente de uma mulher rica, a milhas de distância de Sam e da sua família, com um admirador que a faz lembrar de Will, uma velha antipática com um cão raivoso que lhe metem medo, e a acusação de que é uma ladra, que a levará ao despedimento, e a sentir-se completamente só e sem rumo. 

Conseguirá Louisa reerguer-se depois desta rasteira do destino? Ou estaria este percalço escrito no destino, para que pudesse abrir os olhos para tudo o resto?

Haverá ainda uma opotunidade para Louisa em Nova Iorque?

Conseguirá ela, finalmente, deixar de servir e ajudar os outros, para viver a sua própria vida?

 

 

Um romance que, todos os que seguem a história, não devem deixar de ler!

 

Curiosidades matemáticas sobre a idade

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Na brincadeira com a minha filha, sobre a idade que cada um de nós iria fazer, e como, trocando os números na idade, eu acabava por ficar mais nova que ela, apercebi-me desta curiosidade - por cada ano que somamos na idade correcta, aumentam dez anos, na idade trocada.

 

 

Por exemplo:

15 anos - 16 anos - 17 anos - 1 ano de diferença entre cada um

Trocando:

51 anos - 61 anos - 71 anos - 10 anos de diferença entre cada um

 

No meu caso:

40 - 41 - 42 - 43

4 - 14 - 24 - 34

 

 

E pronto, foi esta a grande descoberta de hoje.

Provavelmemente, isto já terá sido constatado por muitos, e até terá uma qualquer designação matemática, mas não deixou de ser engraçado!

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