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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Meghan Markle: mulher moderna ou, simplesmente, do contra?

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Que me recorde, nunca ouvi falar de nenhum homem do povo, que tivesse tido dificuldades de adaptação à vida monárquica, quando casado com uma mulher da realeza.

No entanto, no que se refere às mulheres, parece haver sempre aquela ideia, muitas vezes incutida pelos media, mas também pelos membros da família real, de que nunca são totalmente aceites, de que ficam sempre aquém das expectativas, de que não estão à altura, de que cometem erros que não seriam de admitir e, até, de que parecem desafiar a monarquia, as suas regras, tradições e costumes, sendo isso visto como total falta de respeito e decoro.

 

 

Cada vez mais, mulheres como todas nós chegam à monarquia.

A princesa Diana, que era professora. A rainha Letícia, que era jornalista. Charlene do Mónaco, que era nadadora. Grace Kelly e Meghan Markle, que eram actrizes. 

E esta última, tem dividido a opinião pública, pela forma como parece estar a revolucionar a monarquia britânica, e a quebrar várias regras e protocolos, o que é visto, por um lado, como uma lufada de ar fresco, um toque de modernidade, levando a uma certa adaptação da monarquia à actualidade e, por outro, como um desafio, uma vontade enorme de fazer as coisas à sua maneira ou, simplesmente, ser do contra.

 

 

Não conheço Meghan Markle para poder falar sobre ela. 

Aliás, a primeira vez que ouvir falar dela, foi como namorada do príncipe Harry. Soube que era actiz, e tinha participado em várias temporadas de uma série, que teve que abandonar, e que só há dias, por mera curiosidade, fui espreitar.

Muitas notícias têm vindo a lume, sobre o mau feitio de Meghan, sobre a sua vontade de fazer tudo à sua maneira, sobre o suposto desejo de se afastar o mais possível de todos os protocolos, deveres e exigências reais, já que não estão na linha directa de sucessão.

Se é pura teima, vontade de contrariar toda a instituição monárquica, ou apenas um sinal de que as coisas podem ser diferentes, sem pôr em causa as tradições há muito enraizadas, não sei. Só ela saberá.

 

 

Mas, uma coisa é certa:

Para além dos actos oficiais, cerimónias e afins, em que as regras devem ser seguidas, há toda uma vida para viver, como família, como casal, como pessoas individuais que são.

Será justo pedir a estas mulheres que, de um momento para o outro, abdiquem da família, dos amigos, de levar uma vida relativamente normal e de querer essa normalidade para os seus filhos, longe da ribalta e dos holofotes, longe das aparências, sorrisos e relações forçadas para não manchar a fotografia?

Significará o casamento com um monarca, automaticamente, deitar fora a nossa anterior vida para ficar ao dispôr dos interesses superiores da monarquia, e agir como bonecos programados?

 

 

Para Meghan, por certo, não. E ela faz questão de o demonstrar!

Nesse aspecto, acho que a sua atitude é de louvar. 

Se o está a tentar fazer depressa demais, ou pelos motivos errados, só ela saberá.

Mas a verdade é que até a Rainha Isabel II parece gostar da mulher do seu neto preferido, e isso significa muito, vindo de quem vem...

 

Será a autodesresponsabilização uma atitude cobarde?

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Muitas vezes, quando nos fazem determinadas propostas, que obrigariam a que assumíssemos uma maior responsabilidade, declinamos, porque achamos que não nos podemos comprometer, sob pena de não conseguir cumprir.

Será essa uma atitude cobarde, de quem tem medo de assumir as rédeas, qualquer que venha a ser o resultado, de quem tem medo de não estar à altura, de quem não acredita que é capaz?

 

 

Quando delegamos nos outros, tarefas que até poderíamos facilmente cumprir, estaremos nós a agir como cobardes, que preferem assistir a alguma distância, do que pôr a mão na massa? 

De quem, simplesmente, não se quer dar a esse trabalho? 

 

 

Ou será, em muitos casos, uma atitude sensata e consciente?

Uma atitude de aceitação dos limites das nossas capacidades?

Uma atitude responsável que evitará futuros dissabores?

Uma atitude de autopreservação do nosso bem estar e saúde física e mental?

 

 

E implicará a nossa auto desresponsabilização, automaticamente, uma delegação de responsabilidades no próximo?

 

 

RX - Piece of Cake

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Piece Of Cake é uma banda de Rock Alternativo, oriunda de Sintra e fundada, em 2014, por Lito Pedreira.

Depois de Fears On Fire, o álbum de estreia da banda Piece Of Cake, e do single editado no início de 2019 "The World Upside Down", os Piece of Cake estão de regresso com novo single "Get Out", que fará parte do próximo trabalho da banda.

Para aos conhecerem melhor, aqui fica o RX aos Piece of Cake:

 

 

 

 

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De que forma se descreveriam através das seguintes palavras:

Inspiração -Muita

Público - Estão escondidos

Burocracia - Alguma

Oportunidade - Pouca

Interior - Profundo

Energia - Sempre no Redline

Alternativo - Diferente

Música - Do Coração

 

 

No início deste ano editaram o single “The World Upside Down”. É essa a visão que têm, do mundo actual em que vivemos?

De certa forma sim. As pessoas no geral andam distraídas. Estamos num mundo e numa altura em que se está a dar muito valor a coisas muito superficiais, coisas que pouco valor adicionam e contribuem, existe muita “distração”… Podíamos estar a dar mais importância e valor ao que nos une e não ao que nos separa.

 

 

 

 

 

No passado dia 21 de junho lançaram um novo tema “Get Out”. Que mensagem pretendem transmitir com esta música?

Esta musica fala de uma viagem e dos nossos demónios que todos temos dentro de nós. É uma história de alguém que está a lutar contra esses demónios, tem de fazer uma longa viagem interna para os conseguir encontrar e enfrentar.

 

 

“Fears on Fire” foi o vosso álbum de estreia. Em 2020, está prevista a chegada de um EP. Pretendem manter o mesmo registo do trabalho anterior, ou irão mostrar uma outra faceta dos Piece of Cake?

Para já ainda estamos a trabalhar no EP e não sabemos bem como será o resultado final, tudo pode acontecer J.

Podemos no entanto dizer que será uma continuidade do primeiro disco, mas com um som mais amadurecido. A nossa característica de Rock Alternativo com a estrutura direta e sem rodeios contínua bem presente nas novas músicas.

 

 

Qual é, para vocês, no que respeita ao rock em Portugal:

- a melhor banda de sempre? Ornatos Violeta

- a banda que melhor resistiu ao passar dos anos e da evolução do rock em Portugal? Xutos e Pontapés

- a banda revelação da nova geração? Linda Martini

- a banda com quem gostariam de partilhar o palco? Da Weasel

 

 

Por onde vão andar os Piece of Cake nos próximos meses?

Vamos estar concentrados e a trabalhar no novo EP.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo. 

Existe idade certa para usar lentes de contacto?

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A minha filha usa óculos desde os 3 anos.

Tal como muitos de nós, na família.

Felizmente, e porque, hoje em dia, muitos estudantes sofrem do mesmo mal, nunca teve problemas pelo facto de usar óculos, na escola.

Aliás, a determinada altura, ela dizia que gostava mais de se ver com óculos, do que sem eles.

 

 

Mas as crianças crescem, dão lugar a adolescentes, e as adolescentes começam a preocupar-se com a imagem.

Em ficar ainda mais bonitas. E isso não inclui óculos!

 

 

É neste momento que começamos a colocar a hipótese das lentes de contacto. Até porque o pai usa, e eu também.

Mas, existe uma idade certa para usar lentes de contacto?

 

 

Na verdade, existem muitos factores que podem influenciar o uso destas, e que nada têm a ver com a idade, nomeadamente, o problema de visão de cada pessoa, a adaptação às mesmas, os cuidados a ter com as lentes.

 

 

O mau uso das lentes de contacto, ou a deficiente limpeza das mesmas, pode provocar outros problemas, que não se colocam com os óculos.

Nem todas as pessoas conseguem adaptar-se ao uso de lentes de contacto, seja pela dificuldade em colocá-las e/ou retirá-las, seja pela sensação de terem um corpo estranho nos olhos.

 

 

Assim, o ideal, e que vamos fazer, é marcar consulta com o oftalmologista, que nos dirá se a minha filha pode usar lentes de contacto, e fazer um período de experiência com blisters de ensaio, até perceber se é, de facto, isso que quer, se se sente bem com elas, se tem facilidade em colocá-las/ retirá-las/ manuseá-las, e como é que os seus olhos se adaptam ao uso de lentes.

E só depois, se tudo correr bem, comprar as definitivas, diárias ou mensais, consoante o que for melhor.

 

Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto

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Por norma, quando falamos de filmes para os quais são feitas sequelas, ou que fazem parte de triologias, ficamos sempre de pé atrás, quando o primeiro é bom, e eleva a fasquia para os próximos.

Por norma, os seguintes, quase sempre, desiludem.

 

 

"Como Treinares o Teu Dragão" não é um filme para todos os gostos. Penso até, que com poucos fãs, quando comparado com outros filmes de animação.

Deparei-me com o primeiro por acaso. Acho que foi uma oferta. Tínhamos que escolher e calhou este. Vimo-lo em casa. Adorei!

Não sei porquê, o dragão fez-me automaticamente associá-lo à nossa Tica (na altura, ainda entre nós).

Chorei, como uma boa lamechas que sou!

Esta é uma história de amizade, e superação de limitações.

 

 

Quando saiu o segundo filme, quis ir vê-lo ao cinema.

Fomos os três. Saí da sala a chorar baba e ranho.

Para grande surpresa minha, tinha conseguido superar o primeiro.

Foi uma montanha russa de emoções, em que senti tudo o que as personagens estavam a sentir.

Esta segunda história, é um reforçar de uma amizade, que sobrevive a tudo e todos os que a querem destruir.

É um crescimento conjunto, uma evolução conjunta, dois amigos inseparáveis, a tentar proteger os seus mundos, juntos.

 

 

De repente, fico a saber que estava a caminho o terceiro filme da saga.

Com o segundo filme a superar, e muito, as expectativas, e já com tudo o que havia para a acontecer, passado nos anteriores, o que poderia este terceiro filme trazer de diferente?

Desta vez, vimo-lo em casa.

Tirando uma vez, em que as emoções ameaçaram aflorar, a primeira hora do filme foi uma total desilusão.

Dragões e vikings aos molhos, um vilão pouco convincente, nada de novo...

Mas eis que, quando eu achava que ia escapar ao mar de lágrimas habitual, o raio do filme põe-me a chorar novamente!

Porque o que acontece, é aquilo que todos nós, em determinados momentos da nossa vida, também vivemos: decisões, amar os outros e, por isso, querer vê-los felizes, mesmo que isso implique ficarem longe de nós, aprender a viver e reconhecer que o nosso valor vem de nós, e não apenas de quem nos acompanha, embora nos complemente. 

É uma história de partida, de separação, de despedida, de fazer o certo, ainda que nos custe.

Mais uma vez, lembrei-me da nossa Tica.

 

 

Nesta última história, decidiram apostar numa nova personagem: a Fúria da Luz!

Ela é linda, e faz um belo par com o Fúria da Noite.

Mas, digo-vos, podiam tirar todos os restantes personagens, incluindo esta "dragoína", como lhe chamamos, que a história continuaria a fazer sentido porque, afinal, esta é a história do Hicup e do Desdentado!

 

 

Esta é a história dos pais, que cuidam dos filhos e os vêem crescer, para depois ganharem asas, voarem, e formarem as suas próprias famílias.

Esta é a história dos animais que cuidamos e, um dia, partem. Ou temos que deixá-los partir, ainda os quisessemos ter ao nosso lado, porque é o melhor para eles.

Esta é a história das amizades que, mesmo à distância, não se esquecem nem acabam, ainda que tenham seguido caminhos diferentes.

Esta é a história do amor incondicional, que nos guia para que possamos tomar as melhores decisões, não só para nós, mas também para os que amamos.

E é, também, a história sobre acreditarmos no nosso valor, nas nossas capacidades, na pessoa que somos!

 

 

Continuo a afirmar que o segundo filme foi o melhor dos 3. Porque foram emoções do início ao fim, e muito fortes.

Mas acabou por valer a pena ver o último!

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