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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Serviço VASP Expresso x CTT Expresso

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Na segunda-feira encomendei ração para as nossas gatas.

Paguei à hora do almoço. Escolhi o serviço VASP Expresso, para entrega da encomenda na morada.

No dia seguinte entregaram a encomenda. Ligaram antes a perguntar se estava alguém em casa.

Serviço 5 estrelas, como sempre!

 

 

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Na terça-feira encomendei um livro na Wook.

Paguei nesse mesmo dia e, no dia seguinte, de manhã, recebi sms dos CTT Expresso, a dizer que a mesma seria entregue nesse dia, entre as 09h e as 19h.

Cheguei a casa à hora de almoço e, qual o meu espanto, quando a minha mãe me diz que o carteiro não lhe entregou a encomenda, apenas o aviso para ir levantar aos correios!

Ao que parece, o carteiro parou a mota, e começou logo a preencher o aviso ainda antes de sequer bater à porta. Nas opções, assinalou destinatário ausente.

A minha mãe, que o ouviu chegar e estava avisada da chegada da encomenda, assistiu a tudo à janela.

Quando viu que ele ia pôr o aviso na caixa de correio, abriu a porta, e o dito carteiro deu-lhe o aviso em mãos, dizendo que teria que ser levantada nos correios.

O que é que me dá a entender? Que ele nem sequer tinha a encomenda com ele, porque não tinha lógica entregar o aviso, tendo ali a encomenda. A não ser que seja dos que gosta de complicar o simples...

 

 

Posto isto, liguei para a linha dos CTT, que gentilmente me sugeriu pedir o serviço SIGA, com o respectivo custo acrescentado.

Eu sou uma pessoa muito calma, mas não brinquem comigo nem me tirem do sério. Então eu ainda tinha que pagar mais por um erro deles?! Lá me passaram à linha dos CTT Expresso, que ainda tentou umas desculpas, disse-me que teria que ir levantar aos CTT, mas acabou por registar a reclamação, alertando-me que não garantia que voltassem à morada para nova entrega.

Ontem à tarde, fiz reclamação contra os CTT e CTT Expresso, e ainda comunicação para a Wook.

À noite, liguei novamente para a linha dos CTT Expresso. Já tinham uma resposta. Irão fazer a entrega hoje. Já vi que se encontra em distribuição. Vamos lá ver como corre.

Das duas vezes que fiz encomendas na Wook, com o serviço CTT Expresso, tive problemas. A culpa, não tenho dúvidas, é do carteiro.

Dizem que já acautelaram para que não volte a acontecer. Será suficiente?

E quem me paga os 10 euros que gastei na chamada para resolver o problema que o carteiro criou? Bem feito seria sair do bolso dele! Podia ser que assim deixasse de fazer asneiras!

Quando temos tanto ou mais trabalho a pagar, do que a receber!

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Esta semana ligaram-me da escola, por causa dos manuais escolares.

Estava na altura de devolver os manuais, uma vez que tinha usufruído dos auxílios atrabuídos pela acção social escolar.

Disse-lhes que os livros não estavam em condições, e que queria saber como restituía o valor anteriormente pago.

Informaram-me, depois de perguntar aos superiores, que teria que ir à escola pessoalmente, num dos dois dias seguintes.

De qualquer forma, mesmo que fosse para entregar os manuais, tinha sempre que lá ir.

 

 

Fui no dia a seguir ao telefonema.

Informei a funcionária do PBX do que ia fazer. Encaminhou-me para a tesouraria.

Na tesouraria, voltei a explicar o que ia fazer. Ficaram muito admiradas, e disseram que não era com elas. Que estavam apenas a fazer os pagamentos das visitas de estudo. O ano passado, tive direito a 10 euros mas este ano, pelos vistos, não há lugar a pagamento.

Fui recambiada para a secretaria. Na secretaria, a funcionária diz que se é para pagar os manuais é na tesouraria, e liga para elas. Explica o que têm que fazer, e que não avisou nada antes porque não sabia que eu iria lá logo no dia seguinte (não que me tivessem dado muito mais tempo).

Mais uma vez, fui reconduzida à tesouraria, onde as funcionárias reclamavam entre si, que ninguém as tinha informado de nada, que não tinham orientações nenhumas, que não sabiam onde guardar o dinheiro, nem o que cobrar.

Ao que parece, até agora, fui a única mãe que não entregou os manuais e, por isso, o primeiro caso que lhes apareceu à frente.

Lá receberam o dinheiro (não podia ser por multibanco), deram-me o troco e pediram desculpa pela confusão. 

 

 

Porque é que eu preferi devolver o dinheiro em vez dos livros?

Em primeiro lugar, porque considero que, se é uma coisa que tenho direito, não deveria ter que devolver.

Em segundo, porque gosto sempre de guardar os livros já que, na maioria das vezes, acabamos por ter que consultá-los nos anos seguintes. No caso da minha filha, indo para o 10º ano, há disciplinas que ela provavelmente já não terá, mas outras sim, e estes livros podem vir a ser úteis.

E, por último, porque alguns dos livros estavam mesmo em mau estado, sem capas e partes que deles faziam parte, colados com fita cola, sublinhados a fluorescente, e não serviriam para ninguém mais usar.

 

 

 

 

 

 

Quando sentimos que não encaixamos...

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"Sometimes I feel that i don´t fit in anywhere, that I don´t belong anywhere...

But then, I realise I don´t have to fit in or be like everyone else.

I just need to be me..."

s vezes eu sinto que não me encaixo em nenhum lugar, que eu não pertenço a lugar nenhum... Mas então percebo que não preciso me encaixar ou ser como toda a gente. Eu só preciso ser eu...)

 

 

Quem nunca sentiu, a determinado momento que, por mais que tentasse encaixar num determinado grupo, local, círculo, não pertencia ali, parecendo um "peixe fora de água"?

Quem nunca se sentiu, por vezes, estranho, diferente, incompreendido, por vezes até mesmo sem uma personalidade ou estilo próprio, como se ainda andasse à procura do seu verdadeiro eu, no meio de todos os outros?

 

E, enquanto andamos nessa busca, pelo nosso eu, pelo sítio ou grupo onde encaixamos ou a que pertencemos, não conseguimos perceber que não temos que ser iguais a ninguém, nem encaixar neste ou naquele padrão, para nos sentirmos bem.

Basta que nos aceitemos quem somos, como somos, o que nos torna nós mesmos, e não outra pessoa qualquer.

Ainda não não vimos a este mundo, fruto de uma produção em massa, como meros produtos padronizados através de uma mesma linha de montagem.

Ainda somos humanos, com características que nos tornam únicos neste mundo.

 

 

Manual de boas maneiras na fila para as ATM's

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Quem nunca esteve na fila de espera para utilização de uma caixa de pagamento automático, e começou a ficar impaciente, porque a pessoa à nossa frente está a fazer mil e uma operações, e nunca mais se despacha e deixa a máquina disponível para o próximo?

 

Seja porque estamos a ver o tempo a passar e ainda nos vamos atrasar, seja porque só tínhamos uma operação rápida para fazer, e era num instantinho, ou por outro motivo qualquer.

 

Mas só temos duas hipóteses: ou esperamos a nossa vez, ou procuramos outro ATM.

 

 

E quando a situação é inversa?

Quando estamos a fazer as nossas operações, e percebemos que, quem está na fila à nossa espera, está a bufar de impaciência, e desejando ver-nos fora dali?

Não têm essas pessoas que esperar, também, a sua vez? Ou procurar outro local menos movimentado?

 

 

Existe algum manual de boas maneiras para situações como esta?

Estava o meu marido, no outro dia, a fazer umas transferências e pagamentos habituais, depois de ter deixado passar uma pessoa à frente, quando começa a ouvir reclamar:

"Isto assim não pode ser. Nunca mais saímos daqui. Se tem muitas operações para fazer tem que dar a vez aos outros." e outras frases do género.

 

 

Desculpem?

Dar a vez, só porque estamos a levar mais tempo do que queriam?

E quem nos garante que a pessoa a quem damos a vez será mais rápida? Que não tem, também ela, várias operações para fazer, e irá demorar o mesmo ou mais tempo que nós?

E é suposto dar a vez a quem? À seguinte na fila, ou a todos os que estão na fila, que não têm tempo para esperar, mas que não se incomodam de nos dizer para esperar, quando estamos na nossa vez? 

 

 

Para mim, é muito simples: se estou na minha vez, a efectuar as minhas operações normalmente, não vejo lógica em interromper para dar a vez a quem está atrás de mim, e ficar eu à espera na fila, para fazer o resto depois.

No entanto, se por algum motivo, estiver com algum problema em realizar as operações, ou me faltar dados, ou tiver que ligar para alguém, aí sim, tem lógica que desocupe a máquina e dê a vez a outros, até ter tudo o que preciso, e tentar novamente, quando voltar a chegar a minha vez.

 

 

E por aí, já vos aconteceu estar am algum dos lados? 

 

 

 

 

Aos Olhos da Justiça

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O que é a justiça?

Terá a mesma definição para todos?

 

 

Como é a justiça?

Racista, xenofóbica, tendenciosa, política, corrupta, justa, imparcial, precisa?

 

 

O que é permitido em nome dessa dita justiça?

Até que ponto a necessidade de "fazer justiça", cega quem tem esse poder nas suas mãos?

Quantas vezes se cometem injustiças, ao tentar "fazer justiça"?

 

 

E quando se "faz justiça", será que os lesados o sentem como tal?

Haverá algo que possa compensar o sofrimento, a dor, a perda, o trauma, o que quer que seja pelo qual a pessoa passou?

 

 

Vi, este fim de semana, a série "Aos Olhos da Justiça" ou, em inglês, "When They See Us".

Para quem ainda não ouviu falar, trata-se de uma série baseada em factos reais, sobre "Os cinco de Central Park", nome pelo qual ficaram conhecidos - 5 jovens com idades entre os 14 e os 16 anos, residentes no Harlem que, naquela noite, foram para Central Park "bravejar", e acabaram acusados de agressão e violação de uma mulher de 28 anos.

 

Quando vemos uma série como esta, o primeiro pensamento que nos vem à mente é "e se fossem os nossos filhos"?

Dizia uma mãe, na série "criamos os nossos filhos, vemo-los a crescer, e achamos que estamos a fazer um bom trabalho, e depois...".

Nem sempre é o caso mas, na maioria das vezes, fizemos mesmo um bom trabalho, e não nos podemos responsabilizar por algo que não é culpa nossa e, muitas vezes, nem dos nossos filhos.

 

 

Num clima de crescentes crimes de violação, importa encontrar culpados e apresentar resultados, dando ao povo um falso e momentâneo "conforto", proporcionando um apaziguamento nos ânimos e nos receios da população.

E este é o primeiro passo para se manipular os factos, para se distorcer a verdade, para obter falsos depoimentos, se for preciso, para se fazer encaixar peças que não pertencem àquele puzzle, nem que para isso tenham que inventar uma nova imagem, e limar cada peça, até fazer algum sentido.

O segundo, é o racismo. Curiosamente, os 5 jovens eram negros ou hispânicos.

 

 

Para conseguir arrancar a verdade que precisavam, valeu tudo, desde falsas promessas, mentiras, agressão física por parte da polícia, interrogatórios a menores durante horas a fio, sem a presença dos pais e com privação de comida, água e descanso, obtenção de falsos depoimentos e confissões através de um conjunto de ilegalidades.

 

O medo, o cansaço, a violência física e psicológica a que estes jovens foram sujeitos, a enorme vontade de voltarem para casa, e o facto de os pais não terem muitos conhecimentos sobre os procedimentos legais, leva-os a agir conforme aquilo que acham que é melhor, mesmo que não o seja, efectivamente.

Das atitudes dos pais, destaco a do pai do Tron que, acho que mais para se safar a si próprio, do que ao filho, o obriga a mentir e dizer o que a polícia quer ouvir.

E a da mãe do Yusef que, embora mais informada, tendo conseguido tirar o seu filho da esquadra sem que o mesmo assinasse qualquer depoimento ou gravasse a confissão acaba por, ela própria, achar que o seu filho é diferente dos restantes 4 acusados, que não deve "ser metido no mesmo saco", criando alguns atritos com as restantes mães/ familiares, com esta atitude de superioridade, que não lhe fica nada bem, sobretudo quando um dos jovens de quem ela mais quer distância, é o único que só foi parar à esquadra, e àquele pesadelo, precisamente para acompanhar o seu filho.

 

 

Infelizmente, por diversos motivos, algumas pessoas acabam condenadas apesar de serem inocentes, com provas inconclusivas e insuficientes.

Foi o que aconteceu a estes 5 jovens.

Sendo quatro deles menores, foram enviados para reformatórios, onde cumpriram penas de cerca de 10 anos.

O 5º, apanhado no meio de tudo isto e, por azar, com 16 anos, mas, apesar disso, na minha opinião pessoal o mais frágil e inocente, foi condenado  uma pena mais elevada, e numa prisão de adultos. Foi o que mais sofreu. O que menos apoio teve. O que saiu com mais marcas, de mais de uma década de agressões e abusos que quase o mataram.

 

 

E depois?

Quando saem, como se recupera todo o tempo perdido?

Como voltam a viver, quando nada é igual?

Como se voltam a inserir na sociedade, quando todos os rejeitam?

Com todas as condicionantes que lhes são impostas?

Quando sentem que a liberdade não lhes traz nada de bom?

Quando começam a duvidar se as suas vidas não seriam melhores lá dentro, do que cá fora?

 

 

Uma coisa é certa: a prisão, e tudo o que acontece lá dentro, tem consequências na vida de quem por lá passa.

E se, alguns, conseguem lidar com elas e afastar-se de problemas, outros há que não o conseguem. Que tentam mas, juntando a elas a rejeição de que são vítimas cá fora, acabam por enveredar pelo caminho errado.

 

 

No caso destes 5 jovens veio, mais de 10 anos depois, a descobrir-se a verdade. Que tinham sido condenados injustamente, que estavam inocentes, e que o verdadeiro culpado era outro.

Foram indemnizados, naquela que foi a maior indemnização de sempre da história. Foi-lhes limpo o cadastro.

Mas, alguma vez, o rótulo de "violadores" será apagado da memória das pessoas?

Quem lhes devolve a vida, a adolescência, os anos perdidos?

Quem lhes devolve a inocência?

Que dinheiro lhes paga todas as atrocidades de que foram vítimas?

Haverá justiça suficiente para isso?

 

 

Nota:

Quando se acompanha uma série destas ao mesmo tempo de "Como Defender Um Assassino", é impossível não as comparar já que, na primeira, são condenados jovens inocentes enquanto na segunda, são várias as vezes em que, com uma boa advogada, se consegue ilibar assassinos.

 

 

Mais sobre a história:

https://www.dn.pt/cultura/interior/30-anos-depois-esta-serie-volta-a-fazer-justica-pelos-cinco-de-central-park-11015202.html 

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