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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Porque damos tanta importância a coisas que não a têm?

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E porque perdemos tanto tempo a discutir e reclamar por coisas sem importância, a repisar nelas uma e outra vez, quando isso já nada resolve o que foi feito de errado, mas cuja mudança de atitude  da nossa parte, pode fazer a diferença entre ficar bem connosco e com os outros, ou continuar mal?

 

 

Não quero, com isto, dizer que não se deva chamar a atenção, para o que foi feito de errado mas, a partir daí, mais vale pôr para trás das costas, tentar salvar o que ainda pode ser salvo, e viver o que ainda pode ser vivido, do que ficar a lamentar-se pelos erros que já não podem ser apagados, por aquilo que já não se pode coltar atrás e desfazer, sobretudo quando são coisas mínimas, sem importância.

 

 

Muitas vezes, é por estarmos tão focados nessas insignificâncias, que deixamos de aproveitar, prestar atenção, dar valor ao que de importante temos na nossa vida.

E isso, mais do que afectar os que nos rodeiam, só nos torna, a nós mesmos, mais infelizes...

 

Quando um parvo se mete com outro, só pode dar confusão!

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Era para ser uma viagem de autocarro como outra qualquer, da praia até casa, mas acabou por se tornar uma viagem atribulada, com direito a GNR e tudo!

 

Um homem entrou no autocarro, no terminal, e sentou-se nuns bancos atrás de nós.

Estava a falar ao telemóvel, pelo que percebi depois, com uma mulher. No início da conversa, parecia uma daquelas pessoas calmas, de bem com a vida, tudo "na paz".

Dizia ele que só o facto de estar vivo já era razão para estar bem. Depois, continuou a dizer que a outra pessoa confiava demais nos outros, e não o devia fazer, que ninguém tem que saber tudo dela, porque podem servir-se disso, enfim, uma conversa normal.

 

 

Até que, do nada, começa a gritar bem alto que ela não devia confiar em ninguém, com direito a uns quantos palavrões pelo meio.

Um homem que estava um pouco mais à nossa frente, sentiu-se incomodado, virou-se para o outro e disse-lhe para ter cuidado com a língua, que estava toda a gente a ouvir.

O dito, ou não ouviu, ou fez orelhas moucas.

Continuou a falar, a dizer que todas as mulheres são umas p*****, menos a mãe dele, e que ela era uma vagabunda, e que a mulher que estivesse ao lado dele tinha que ser discreta.  Tudo, com palavrões pelo meio.

 

 

O tal homem que estava à nossa frente estava a passar-se. Abanava a perna, movia as mãos como se as estivesse a aquecer para o combate.

Às tantas, fez aquilo que se calhar todos nós estávamos a pensar, mas não quisemos fazer: levantou-se, foi até ao outro, e voltou a chamar-lhe a atenção. Mas, talvez a forma como o fez, não tenha sido muito feliz. Mandou o homem calar-se.

O homem passou-se, começou a discutir com o outro. O primeiro disse que depois já conversavam, voltou ao seu lugar e ligou para a GNR.

O resto do caminho foi passado com o atrasado do telemóvel a reclamar, que já tinha pedido desculpa pelos palavrões, mas que o outro não era ninguém para o mandar calar, etc, etc., continuando a dizer asneiras, pelo que o arrependimento não se notou.

 

 

Estávamos a chegar ao terminal de Mafra, quando o parvo 1 pergunta se já estava ali a espera dele, ainda a provocar.

Olhei pela janela, e vi o carro da GNR, com dois agentes do lado de fora. O parvo 2 sai nessa paragem, e pede ao motorista para esperar um pouco.

O motorista, entretanto, depois de deixar entrar os passageiros, levanta-se, vira-se para trás, e pergunta se está tudo bem.

O parvo 1 vai ter com ele e, entretanto, entram os agentes no autocarro, que lhe dão uma descasca pelo comportamento pouco adequado e falta de respeito para com os outros passageiros. Depois de tomarem nota dos dados do homem, avisam-no de que, se tiverem mais alguma queixa dele, irá seguir viagem, mas noutro carro!

 

Não sei se o homem se aguentou calado até ao final da viagem, porque saímos na paragem seguinte, mas por aqui se vê que até aquelas pessoas que parecem mais calmas e tranquilas, podem virar bestas, e arranjar confusão desnecessariamente.

 

Neste caso, um parvo que não tem educação nenhuma e não sabe estar nem falar com as pessoas, com outro parvo que parecia cheio de vontade de dar umas boas peras mas que, depois, parece ter ficado com medo, ou querer evitar uma confusão maior que aquela que arranjou quando lá foi tirar satisfações.

 

Finalmente vi "Assim Nasce Uma Estrela"!

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E não achei o filme nada de especial.

 

 

Uma estrela é um corpo celeste que tem luz própria, que se pode manter viva (sem explodir) por trilhões de anos. No entanto, morrerá um dia, após gastar o seu combustível...

 

 

Também assim são as "estrelas" que surgem neste mundo, nas mais variadas áreas como, neste caso, na música.

Tal como Ally, podem nascer de forma inesperada, surpreendente, avassaladora. Podem ter os seus anos de estrelato, glória, fama, sucesso. Se tiverem bem acompanhadas, apoiadas, e com a cabeça no lugar, podem perdurar no tempo.

Caso contrário, depressa estas "estrelas" queimam todo o seu combustível, começam a decair, e morrem, literal ou metaforicamente.

 

 

Ally é o exemplo de que, muitas vezes, é no talento que está a chave para se ser notado por alguém mas, para que possa ser uma "verdadeira estrela", a pessoa é "obrigada" a perder a sua essência, a mascarar-se, a criar uma personagem, a mudar, a tornar-se num produto que vende. Por vezes, isso acontece de forma subtil. Outras, de tal forma vincado que acaba por funcionar contra a pessoa, uma vez que não foi por aquilo que as pessoas gostaram dela.

 

 

Jack, por sua vez, é o exemplo do que a fama, a pressão, a concorrência, a falta de inspiração ou até, problemas de saúde, podem fazer a uma estrela, que se passa a refugiar no álcool e nas drogas, para se aguentar, no palco, e na vida. 

E nem o amor poderá ser suficiente para impedir que o pior aconteça, quando a pessoa que amam representa aquilo que um dia foram, e não voltarão jamais a ser. Quando um deles está a ascender, enquanto o outro está em queda livre.

Quando a vontade de deixar a pessoa que amam, livre, é mais forte que a mão que tenta segurar o outro, para impedi-lo de cair.

 

 

À excepção das músicas, que fazem valer a pena ver o filme, e da oportunidade de ver a Lady Gaga como actriz, sem aquele aspecto a que estamos habituados, diria até, em algumas cenas "de cara lavada", mostrando-nos o quanto ser natural pode torná-la mais bonita (tem uns olhos lindos), a história em si é mais uma, igual a tantas outras que já vimos em filmes e, até, na vida real. 

 

 

13 Reasons Why - chegou a terceira temporada

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E trouxe com ela um novo mistério para desvendar - quem matou Bryce Walker?

 

Todos tinham motivos...

Todos tinham as suas razões...

Até nós, deste lado, tínhamos vontade de ver alguma justiça ser feita, depois de tudo o que ele fez a tanta gente, sem qualquer punição a sério a ser levada a cabo por quem tinha esse direito, esse dever.

Mas será que a morte de Bryce Walker vai significar o fim dos problemas ou, pelo contrário, o agravar dos já existentes?

 

 

Nesta terceira temporada, é-nos apresentada uma nova personagem - Ani - que parece ser o fio condutor, que nos dará todas as respostas. Ela parece, apesar de recém chegada, ter-se tornado próxima de todos, e saber mais do que poderíamos imaginar.

Foi uma personagem em quem nunca confiei, apesar de o primeiro episódio ser propício a fazer-nos desconfiar dela. E os seguintes não ajudarem muito a mudar de opinião.

Mas será que poderia ser ela a autora do crime? Teria ela também a sua própria história e contas a ajustar com o Bryce? Será isso que os 12 episódios seguintes irão desvendar?

 

 

Se, no início, Bryce estava apenas desaparecido, a sua morte vem mais tarde a confirmar-se.

Terá sido, realmente, um assassinato? Ou um suicídio? Ou um mero acidente?

 

 

Nesta nova temporada, vemos um Bryce, em retrospectiva, a tentar ser uma melhor pessoa, a tentar redimir-se e, ao mesmo tempo a ser, ele próprio, uma vítima. 

Poderá alguém que fez tanto mal, e que nunca sentiu qualquer remorso, mudar assim, de um momento para o outro? Será este um Bryce diferente?

Sinceramente, apesar de nunca se vir a descobrir, não acredito na sua mudança. Penso que seria apenas uma questão de tempo, até ele voltar a ser o que era. Mas, naquele momento, ele precisava de alguém que acreditasse nele, que voltasse a confiar nele, para recuperar aquilo que tinha perdido: o seu poder.

 

 

Outra das personagens que marca pela positiva é Tyler, e a forma como tenta recuperar-se de tudo o que lhe aconteceu no passado. O acompanhamento psicológico, a sua própria autoterapia, a forma como mostra o quão difícil é o regresso às aulas, ao local onde foi agredido, e onde terá que lidar com os seus agressores, sempre com o apoio dos seus colegas, que nunca o deixam sozinho, fazendo dessa uma da suas missões, enquanto tentam lidar com os seus segredos, que podem agora vir à tona, face aos últimos acontecimentos.

 

 

De resto, nada de novo.

Um final sem graça, que mostra que nada é o que parece, e que não abonou muito a favor desta terceira temporada.

Fala-se de uma quarta temporada. Não sei se valerá a pena, ou se não irão acabar por destruir a série.

Desta, que agora chegou à Netflix, uma coisa se pode perceber: os verdadeiros amigos, ou até mesmo aqueles que não o são, mas que partilham os mesmos segredos, mantêm-se sempre unidos, ainda que isso implique ocultar quem realmente fez o quê, e encontrarem a pessoa certa para arcar com as culpas. 

Por vezes, uma mentira que não prejudicará ninguém, justifica-se para salvar as vidas que de quem ainda tem tudo a perder, com a revelação da verdade...

 

 

 

E se, de repente, vos disserem que têm zona?

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Nunca menosprezem ou substimem determinados sintomas que o vosso corpo possa apresentar.

Nunca se limitem a ir até à farmácia e esperar que vos digam aquilo que supostamente têm, comprando um qualquer medicamento para ver se faz efeito.

Por vezes, até os próprios médicos só acertam no diagnóstico à segunda, ou à terceira, quando acertam...

 

 

Há uns anos, a minha filha começou com umas manchas vermelhas na pele. Achámos que era alguma alergia, uma picada de insecto, alguma doença tipo varicela ou sarampo. Fomos com ela ao médico. Andámos a empatar, a pôr pomadas que não fizeram qualquer efeito, porque o problema era outro. Quando foi novamente ao médico, o problema tinha alastrado e agravado, e ela ficou internada, já com o diagnóstico correcto: Púrpura de Henoch Schonlein.

 

 

Há umas semanas, o meu pai começou a ter umas manchas vermelhas no pescoço, que lhe davam comichão.

Foi à farmácia. Disseram-lhe que deveria ter sido alguma picada de insecto. Trouxe uma pomada para casa, para aplicar.

As manchas deram lugar a feridas, e a dores.

Disse-lhe para ir à médica, porque podia estar a fazer tratamentos em vão.

Ele assim fez. Foi-lhe diagnosticada Zona, que entretanto já tinha alastrado para os braços e peito.

O que ele andava a pôr não servia para nada.

Se não tivesse ido ao médico, não teria começado a tratar o prblema correctamente, e poderia haver consequências mais graves.

 

 

Mas o que é, afinal, Zona?

Herpes zoster ou zona é uma doença transmissível e viral provocada pelo mesmo vírus da varicela. 

Os sintomas começam com dor intensa e alguns dias depois aparecem manchas vermelhas, que evoluem para vesículas e, posteriormente, crostas.

Surge geralmente devido à reativação do mesmo vírus que causa a varicela e que, mesmo depois de curada esta doença, pode permanecer inativo nas células nervosas.

A reativação deste vírus tende a ocorrer em pessoas de idade mais avançada ou nas quais o sistema imunitário esteja de alguma forma debilitado.

 

 

A Zona é contagiosa?

Uma pessoa afetada com zona não a pode transmitir a outras pessoas através do mero contacto. Poderá, isso sim, contagiá-las com varicela no caso de estas nunca a terem contraído.

 

 

As pessoas afectadas ficam com sequelas?

Há quem tenha tido, e passados anos continue a sentir dores nos locais que foram afectados pela zona.

No caso do meu pai, ele diz que está totalmente bom. Mas apanhou um valente susto!

 

 

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