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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Primeira semana de aulas: vamos a contas!

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Então, até agora, a primeira semana de aulas foi assim:

- Carregamento do cartão de aluno - €. 10,00 (já tiveram que comprar na papelaria folhas de teste)

- Aluguer do cacifo - €. 10,00

- Cadeado para o cacifo - €. 5,00

- Saco de desporto - €. 10,00 (só agora percebeu que não caberia tudo na mala)

- Máquina calculadora gráfica - a mais barata, sugerida pela professora - €. 80,00 (é só para o 2º período, mas é melhor ir já economizando)

 

 

Nem quero imaginar daqui para a frente!

Ganhámos uma "bolsa de estudos"!

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A que nem sequer sabíamos que tínhamos direito!

 

 

Hoje, ao ver os movimentos da minha conta, deparei-me com uma transferência, supostamente da Segurança Social, mas com um valor muito maior que o habitual abono que a minha filha recebe. Fiz as contas, e dava o dobro.

 

Sabia que, por norma, quem recebe abono de família teria direito, a cada mês de setembro, a receber o abono em dobro mas, no nosso caso, nunca aconteceu.

Fui confirmar e percebi que nunca tivemos direito a esse benefício porque só é atribuído ao primeiro escalão, sendo que a minha filha está no segundo.

 

Ora, se não era essa a razão para este valor, o que seria?

Cheguei então às "bolsas de estudo" atribuídas pela Segurança Social!

 

 

Mas o que é, afinal, esta bolsa de estudo?

É uma prestação em dinheiro, atribuída mensalmente, para combater o abandono escolar, melhorar a qualificação dos jovens em idade escolar e compensar os encargos acrescidos com a frequência obrigatória de nível secundário ou equivalente.

 

 

E em que condições é atribuída?

Tem direito à bolsa de estudo o aluno que ingresse no ensino secundário ou em nível de escolaridade equivalente e reúna cumulativamente as seguintes condições:

  • Esteja inserido em agregado familiar com rendimentos de referência correspondentes ao 1.º ou 2.º escalão do abono de família para crianças e jovens
  • Esteja matriculado e a frequentar o 10.º, 11.º ou 12.º ano de escolaridade ou nível equivalente
  • Tenha idade inferior a 18 anos. Caso esta idade seja atingida no decurso do ano escolar, mantém-se o direito à bolsa de estudo até ao fim do ano escolar
  • Tenha aproveitamento escolar durante a frequência do ensino secundário ou de nível de escolaridade equivalente.

 

Está explicado!

 

Se também desconheciam, podem ficar a saber mais em http://www.seg-social.pt/bolsa-de-estudo

 

Elite - 2ª temporada

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Já chegou à Netflix a segunda temporada de Elite.

 

Quando falei aqui da primeira temporada, terminei com esta premissa:

"No final, há uma pessoa que perde a vida, um assassino à solta, alguém que sabe a verdade e se calará, e alguém que será acusado injustamente. O que promete uma segunda temporada, para que possa ser reposta toda a verdade!"

 

 

Será que é mesmo isso que vai acontecer?

Talvez sim... Talvez não...

O que é certo é que a polícia tem uma estranha forma de actuar e que se baseia, sobretudo, no facto de uma pessoa ter, ou não, perfil para cometer um determinado crime. Um pouco como o julgamento popular, baseado na aparência, na raça, na religião. 

Mas com a diferença de que eles são a autoridade, e deveriam ser imparciais.

Perante um crime, sem qualquer prova concreta, e sem arma do crime, apenas baseando-se em suposições e eventuais motivos, uma pessoa que tinha perfil para ter cometido o crime (e deve ter ajudado ter cadastro por problemas com drogas), foi detida como principal suspeita. Como a família não tinha dinheiro, só uns meses depois saiu sob fiança.

Quando é mostrada à polícia uma outra visão sobre o crime e um outro suspeito, esta ignora porque a pessoa "não corresponde ao perfil"!

Para esse mesmo crime, sem as ditas provas, sem a dita arma do crime, mas com uma confissão de um dos cúmplices no encobrimento do crime, o agora suspeito, inicialmente detido, continuará em liberdade.

É esta a justiça com a qual podemos contar. Ou será que ainda poderemos ter esperança?...

 

 

Esta nova temporada traz novas personagens:

Valério, meio irmão de Lucrécia, que é uma completa lufada de ar fresco nesta série. Jorge Lopez já nos tinha habituado a uma outra personagem descontraída, Ramiro, de Soy Luna, mas aqui está ainda mais doido! E, no entanto, na sua postura de total desinteresse, esconde-se alguém que só quer amar e ser amado.

 

Outra personagem que nos chega é Cayetana, uma jovem pobre, cuja mãe (a Tere, de Vis a Vis) é empregada de limpezas, e o avô é um homem doente e acamado.

Com vergonha da sua condição, Cayetana fará de tudo para se juntar ao grupo de alunos de elite, contando todo o tipo de mentiras, inventando para si a vida que sempre desejou ter, como a concretização de um conto de fadas.

Mas, até quando durará a farsa?

E, afinal, valerá assim tanto essa vida fútil que ela tanto quer quando, quem a tem, tudo faria para sair dela?

 

Para completar, chega Rebeca, filha de uma traficante de drogas que, depois de ganhar a lotaria, se muda dos subúrbios para a antiga casa de Marina e Gúzman.

Rebeca é uma jovem simples, prática, despretensiosa, que se tornará amiga de Nádia e se irá apaixonar por Samuel, apesar de não ser correspondida.

Pouco aceite pelos meninos ricos, será apelidada de Barbie Traficante.

 

 

Amizades em risco

Christian era o grande amigo de Nano e de Samuel mas, devido ao seu desejo de viver uma vida luxuosa, escolheu o caminho errado, pondo em causa esta amizade. Para além disso, irá pagar caro pela sua escolha porque, ali, ou se está com o inimigo, ou se está contra ele.

 

Gúzman, Polo e Ander também são um trio de amigos, cuja amizade terá que superar algumas provas, sobretudo quando, para se ajudar um deles, terá que se esconder segredos de outro. E quanto mais o tempo passa, e mais os segredos se escondem, mais fraco o elo que os une se torna, podendo quebrar a qualquer momento.

 

 

Amizades novas

De toda esta segunda temporada, tendo em conta os acontecimentos a que vamos assistindo, surge uma amizade que nunca esperaríamos...

 

 

Relações perigosas

Uma das grandes surpresas desta temporada é Samuel, não só pela sua relação com Carla, a marquesa, que tão depressa parece assentar num sentimento verdadeiro, como num jogo de gato e rato, como também pelo facto de ele começar a traficar droga, para pagar a fiança do irmão e conseguir livrá-lo da cadeia, e angariar alguns inimigos que estão dispostos a acabar com ele.

 

 

O abismo

Quando uma pessoa, que era totalmente contra qualquer tipo de droga, e sempre tentou impedir os seus amigos de se meterem por esses caminhos, passa a fazer aquilo que sempre abominou, só pode estar à beira do abismo. Conseguirá essa pessoa travar a tempo, antes de cair nele, sem retorno?

 

 

O desaparecimento

Para além de Nano, que se pensa que terá fugido para não ser condenado e preso por um crime que não cometeu, também haverá um aluno desaparecido, e do qual nada saberemos, até quase ao final, quando o peso dos segredos que alguém carrega, for demasiado pesado para carregar, e levar ao desencadear de todos os acontecimentos finais.

 

 

A aceitação e perdão

Nadia e Omar querem apenas ser jovens normais e, como tal, também comentem erros. Só que o preço a pagar por isso será caro. O medo da rejeição por parte da família, a contrapôr com a necessidade de se afirmarem e libertarem das tradições que não lhes permitem viver como os restantes jovens, leva-os à revolta, e a actos dos quais se podem vir a arrepender.

Mas, no final, será interessante ver a forma como a família lida com todos esses desgostos, vergonhas, e abre uma pequena frecha, com poderá possibilitar a reunião de todos, a aceitação e o perdão.

 

 

Como vêem, ingredientes não faltam para assistir a esta segunda temporada que, mais uma vez, deixa tudo em aberto, para uma eventual terceira parte da história!

 

 

 

 

Rapto sem Vilania, de Nelson Leal

 

Existem raptos sem vilania?!

Há raptores que sequestrem alguém com boas intenções?

Pode um rapto ser desculpado ou perdoado mediante determinadas circunstâncias? Existirão atenuantes? Haverá justificação suficiente para tal acto?

Não!

 

 

Num final de dia como outro qualquer, depois de Carla ter ido buscar a sua filha Jacinta à escola, e estarem as duas a caminho do McDonald's mais próximo, alguém lhes bate no carro.

Esta manobra mais não foi, que uma distracção, uma forma de as fazer sair do carro e levar a cabo o rapto de ambas.

O objectivo? Pedir dinheiro pelo resgate, ao marido de Carla e pai de Jacinta, um homem rico e poderoso. 

Mas porquê esta família?

Há um diário, pertencente à mãe de um dos raptores e mentor do plano, que irá esclarecer de onde este e João se conhecem, e qual a relação que os une.

 

 

Percebemos que João Carlos é um homem sem escrúpulos, mas chegará ao ponto de abandonar a sua mulher à sua sorte, não pagando qualquer resgate por ela?

Chegará ele ao ponto de afirmar, a meio deste pesadelo, que quer o divórcio, e reconstruir a sua vida ao lado da amante, fazendo a mulher passar por cúmplice do rapto?

 

 

O que faz uma mulher quando, no momento em que poderia ser libertada, se vê rejeitada pelo próprio marido? Não que ela gostasse muito dele, de qualquer forma. Irá Carla, ao estilo Mónica de la Casa de Papel, aliar-se ao inimigo?!

E a sua filha, como se sentirá ela, no meio de toda esta confusão?

 

 

Aquilo que mexeu mais comigo, tal como penso que mexe com qualquer mãe, é o facto de terem raptado uma criança.

No entanto, ao longo da história, vamos percebendo que ela foi a personagem a quem menos importância foi dada, relegando-a para segundo plano, como se tivesse sido apenas uma estadia não programada em casa de uns estranhos.

Já Carla, a mãe e mulher traída, ganha protagonismo à medida que a acção avança. Confesso que não gostei da atitude dela, de deixar a filha entregue ao pai e à amante, enquanto tentava resolver os seus problemas, e ajudar quem, na opinião dela, seria mais merecedor.

 

 

João Carlos pode ser um crápula, menino mimado, habituado a ter tudo o que quer, e a mandar em tudo e todos. Mas Carla também não é nenhuma santa ou puritana. Ela própria não sente amor pelo marido. Talvez nunca tenha sentido. Ainda assim, não se importou de casar com ele, pelo estatuto que lhe conferia. E de continuar com ele, mesmo sabendo da existência da amante.

 

 

A conclusão a que chego, depois de ler esta história é que, se há umas décadas atrás, era extremamente normal haver casamentos arranjados entre famílias, por questões de estatuto, títulos, conveniências, riqueza, ou tradição, na sua maioria, organizados pelos pais, contra a vontade e desejo dos filhos, hoje em dia, continua a haver casamentos por conveniência, mas por autoria e vontade dos próprios intervenientes!

O que será pior?

 

 

Rapto Sem Vilania é um livro que aborda a miséria de vida de uns, contrapondo à riqueza de outros, os negócios obscuros que se vão fazendo por aí, e que tornam os ricos ainda mais ricos, e os pobres ainda mais pobres, a vingança por uma vida que poderia ter sido muito diferente, e que foi roubada, o oportunismo e, até, o preço pelo qual cada um está disposto a vender-se, quando lhe é mais conveniente. 

 

 

 

Sinopse

“(Ela) refastelou-se num canto do sofá e cruzou as pernas, deixando adivinhar umas coxas curvilíneas e firmes. Com o cotovelo assente no antebraço esquerdo, fixou o olhar nos pequenos quadros abstratos de Júlio Pomar, Artur Bual e Cruzeiro Seixas.

- Quanto vais pagar pela Carla?

- Não sei… vou tentar negociar… talvez um milhão…

Ela pareceu sorrir, num esgar irónico e apontou vagamente o dedo para um quadro de Cruzeiro Seixas.

- Quanto deste por esta merda toda?

- Não sei… mais de um milhão, talvez.

- Então valem mais do que ela.”

 

 

Autor: Nelson Leal

Data de publicação: Julho de 2019

Número de páginas: 332

ISBN: 978-989-52-6242-7

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

 

Unbelievable, a nova série da Netflix

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Nos dias que correm, muitas são as mulheres vítimas de violações. E muitas são as que utilizam esse argumento para fins menos nobres.

Nos dias que correm, as mulheres ainda são vistas como provocadoras, como merecedoras, como causadoras de muitos dos males que lhes acontecem.

E, muitas vezes, como mentirosas!

 

 

Será que, quando uma mulher diz que foi violada, está a mentir?

Fará alguma diferença a investigação ser liderada por homens, ou por mulheres?

Influenciará, esse factor, a credibilidade das vítimas?

E o seu passado, poderá influenciar? Ou o seu comportamento e forma de lidar com o trauma?

 

 

Marie Adler é uma jovem que passou quase toda a sua vida em famílias de acolhimento, até que , com o acompanhamento de orientadores, vai para uma residência, em autonomia.

Numa manhã, vêmo-la afirmar que foi vítima de violação. Consigo está uma das suas mães de acolhimento. Segue-se a polícia, os investigadores. As perguntas, os exames periciais, as perguntas de novo.

A vítima é obrigada a contar uma, e outra, e outra vez, tudo aquilo que ela mais quer esquecer. Para além do abuso de que já foi vítima, vê o seu corpo ser, de novo, invadido e analisado ao pormenor.

E, como já sabemos, o corpo e a mente de cada vítima tem diferentes formas de reagir a um mesmo trauma.

 

 

E se, num primeiro momento, parecemos acreditar, nós e os investigadores, que Marie Adler diz a verdade, logo a sua estranha forma de agir nos leva, tal como às suas mães de acolhimento e, mais tarde, aos investigadores, a duvidar da veracidade dessa história.

Mais ainda quando a própria vítima, a determinado momento, reconhece que é tudo mentira para, mais tarde, querer voltar atrás, e estar constantemente a querer mudar o seu depoimento.

Acusada pelos investigadores de os estar a fazer perder tempo, Marie acaba por ver o seu caso arquivado, e a sua vida transformada num inferno por ter, supostamente, inventado a história da violação.

Dos amigos ao trabalho, quase todos lhe viram as costas e Marie vê-se, diariamente, julgada em praça pública e até, acusada de falso testemunho.

 

 

Enquanto Marie vai tentando sobreviver ao caos em que  a sua vida se tornou, começam a surgir novas vítimas de violação.

O agressor é esperto, e parece não deixar nada ao acaso, sabendo como funcionam os métodos policiais, limpando qualquer vestígio ou pista que pudesse levar a descobri-lo.

E é apenas quando duas investigadoras distintas comparam os seus casos, que se unem por um objectivo comum  de descobrir o predador, que percebem ser um violador em série.

 

 

Depois de uma investigação com muitos altos e baixos, com pistas que não levam a lado nenhum, e outras que se verificam mais produtivas, é apanhado o violador.

Entre o seu material, um disco enorme com possíveis informações sobre todas as vítimas, mas impossível de abrir, sem a ajuda do agressor, que se recusa a fazê-lo.

E entre as várias fotografias das vítimas que ele tirou, são encontradas 8 fotos de Marie Adler!

 

 

Afinal, Marie disse a verdade. 

E agora, quem lhe vai devolver tudo o que lhe foi tirado?

Como é que se pede desculpa a alguém de quem se duvidou e, até, acusou de mentir?

Como se redime um investigador, que pouco caso fez da vítima?

 

 

Gostei da premissa da série.

São 8 episódios que passam num instante.

Não gostei muito do final.

Achei que deveria haver ali algo mais. Algum mistério adicional. Algo que nos deixasse a pensar.

Foi tudo demasiado simples, demasiado limpinho, sem respostas concretas a algumas questões, com algumas pontas meio atadas.

Ainda assim, vale a pena ver!

 

 

"Unbelievable" é uma minissérie baseada em factos reais, e inspirada num artigo vencedor do Prémio Pulitzer de jornalismo em 2016. 

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