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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Sonhos que davam filme

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"Duas irmãs, problemáticas, passam o tempo todo a arranjar confusão e a meter-se com quem lhes aparece à frente.

Foi assim com um grupo de amigas com quem, um dia, se cruzaram na praia, e que decidiram atacar.

Uns tempos depois, sem que nada o fizesse prever, uma delas, Naomi, mata-se.

Passam-se cinco anos.

Uma das amigas volta ao local onde as irmãs moravam. Na casa vive, agora, uma nova inquilina, que chegou a conhecer as irmãs.

Conversam um pouco sobre elas e o passado, e a inquilina nova vai mostrando os vestígios que ainda por lá existem até que, num dos quartos, atrás de um poster meio rasgado, descobrem uma colecção de moedas, colada na parede.

E começam a pensar se o segredo sobre aquele dinheiro não terá tido algo a ver com a morte de Naomi."

 

 

Não tentem perceber a lógica do sonho, porque os sonhos não têm lógica. E este deixa muito a desejar mas, bem limado e desenvolvido, até devem um filme de suspense! 

A primeira reunião de pais na nova escola

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Escola nova, recepção aos novos pais.

No chamado "Jardim de Inverno", um átrio coberto, situado entre pavilhões, onde foi colocado um palco e várias cadeiras para a esperada plateia.

 

 

Esta primeira parte adivinhava-se aborrecida. E assim foi.

Pouco depois da hora marcada, a palavra foi da directora da escola que, para não se dispersar e alongar, optou por ler o seu discurso pré preparado. Os restantes colegas de palco, pouco mais fizeram que dar as boas vindas e desejar um bom ano, ficando o resto do tempo a "enfeitar".

Depois, passou a palavra ao presidente da associação de pais, que também vendeu o seu peixe.

 

 

Despachada esta primeira parte, chegou o momento de cada encarregado de educação procurar o seu pavilhão/ sala, para a reunião com o respectivo director de turma.

Este ano, calhou ser o professor de educação física. Achei graça ao senhor, pareceu-me simpático, mas pouco dado a falar para o público. Toda a informação que tinha no powerpoint foi, literalmente, lida.

Para além do anúncio da chegada de uma aluna nova, a questão das faltas, e da progressão de ano, pouco mais de relevante foi falado, para além do que já sabíamos.

 

 

Felizmente, houve dois voluntários para representar os pais, o que nos poupou à votação, até porque, naquele momento, já nem nos lembrávamos dos nomes dos pais que se apresentaram no início da reunião.

 

 

Por último e, mais uma vez, para comprovar como o mundo é pequeno, e nos cruzamos com determinadas pessoas quando menos esperaríamos, fiquei a saber que a mãe de uma das alunas, com quem a minha filha começou a falar ainda antes das aulas começarem, é a funcionária de uma loja que eu frequentei durante anos.

 

E que a mãe de um colega de turma da minha filha é alguém com quem já me cruzei várias vezes, ao longo da minha vida: no hipermercado onde faço as compras, onde a conheci quando ela lá trabalhava, no Jardim de Infância onde a minha filha andou, quando ela era lá auxiliar, no meu trabalho, enquanto cliente, várias vezes nos mesmos locais de lazer e, agora, de novo, enquanto mães de alunos da mesma turma.

E que, por acaso, foi uma das causas para os problemas que me levaram ao divórcio do meu primeiro marido!

 

 

A vida tem destas coisas. Já no ano passado, tinha calhado uma mãe que, nos meus tempos de estudante, nos fazia bullying.

O que vale é que o passado fica lá atrás, e hoje, qualquer uma destas pessoas me é indiferente.

 

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