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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Os finalistas do The Voice Portugal

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Foram ontem escolhidos, por mentores e público, os finalistas do The Voice Portugal e, confesso, fui surpreendida por algumas dessas escolhas.

A minha previsão era:

 

Equipa Diogo Piçarra

O Diogo daria mais pontuação ao Gabriel, que era desde o início o seu favorito à vitória. 

Acreditava que, apesar do apoio do público à Joana, seria o Gabriel o finalista.

Mas o público foi decisivo e deu a vitória à Joana Alegre.

 

Equipa Aurea

Era óbvio que a Aurea iria dar mais pontuação ao Gabriel de Rose, e não tive dúvidas de que seria ele o finalista.

Confirmou-se.

 

Equipa António Zambujo

Como seria de esperar, o António deu a sua maior pontuação à Carolina que era, para si, a merecedora de ir à final.

Nas últimas galas, o público tem preferido a Rita, mas não sabia se seria o suficiente para a levar à final. Acreditei que fosse a Carolina a finalista.

Mas o público escolheu a Rita.

 

Equipa Marisa

A Marisa prefere o Sebastião ao Francisco, já tínhamos percebido isso. Achei, por isso, que ela fosse dar mais pontuação ao primeiro, mas surpreendeu-me, pela positiva, ao dar essa vantagem ao Francisco. Achei mesmo que seria o Francisco o finalista.

Mas também o público me surpreendeu, e votou no Sebastião.

 

Apurados os 4 finalistas, os apresentadores anunciaram a novidade. O público poderia votar nos 4 restantes, para escolher um 5º finalista.

 

 

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas em pé

 

E aqui, mais uma vez, fui surpreendida. Acreditei que a escolha recaísse sobre o Francisco ou o Gabriel, mas foi a Carolina a eleita, para grande alegria do mentor que, na sua estreia, leva assim duas finalistas à última gala!

 

E agora, quem acham que vai ganhar?

Eu acredito que a vitória seja do Gabriel de Rose, da equipa da Aurea.

 

 

Imagens: The Voice Portugal 

Quando existe um orgulho recíproco entre pais e filhos

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Os pais são o principal exemplo para os filhos. A sua referência.

Muitas vezes, os seus ídolos, as pessoas que mais admiram.

Como tal, é normal que, até pela educação que lhes é dada, por esses pais, os filhos tenham vários comportamentos e atitudes semelhantes aos pais.

E isso acaba por incluir as mesmas qualidades, e os mesmos defeitos que, quando colocados frente a frente, chocam.

Sobretudo quando essas características são influenciadas por gerações diferentes, e pela sociedade em que cada uma dessas gerações se insere.

 

 

Todos sabemos que, muitas vezes, as discussões entre pais e filhos surgem mais pelas semelhanças entre ambos, do que pelas diferenças.

Se pais e filhos são determinados, vão querer levar a sua avante, achando que a sua forma é a melhor. Se pais e filhos são teimosos, cada um vai puxar para o seu lado a razão. E por aí fora.

 

 

No outro dia, num filme que vi, mãe e filha tinham ideais muito semelhantes mas, ainda assim, elas chocavam uma com a outra.

Porquê?

Porque aquilo que, na geração da mãe, era tido como coragem e determinação, numa época em que esses comportamentos não eram muito aceitáveis, hoje, apenas representa algo banal, aceitável e, como tal, ineficaz, sendo necessário enveredar por outro tipo de acções, que causem impacto e levem à mudança, na geração actual.

A mãe ainda não se tinha apercebido que, de certa forma, a filha queria seguir o mesmo caminho da mãe, mas com as ferramentas que existem agora à sua disposição, e que são mais úteis que as da mãe.

Por outro lado, a filha encarava cada refutação, cada questão, cada confrontação da mãe, como um ataque, como manifestação de superioridade, revoltando-se, e sentindo-se inferiorizada ou desvalorizada.

Quando, na verdade, a mãe apenas o fazia para que ela pudesse mostrar a sua opinião, debater, expôr as suas ideias e formas de ver o mesmo problema, tal como, anteriormente, a sua própria mãe tinha feito com ela.

 

 

É nessa partilha, nesse debate, que se quer saudável, que surge aquilo que nos enche o coração: o orgulho recíproco!

É nesses momentos que percebemos que os nossos filhos cresceram numa outra época, e devem dar uso às ferramentas que têm ao dispor, bem melhores que as nossas, que já estão obsoletas.

E, quando os vemos em acção, não conseguimos esconder o orgulho que sentimos por ver como cresceram, e como fazem bom uso daquilo que lhes transmitimos, mas lhe dão, ao mesmo tempo, o seu próprio cunho.

Por outro lado, os filhos não esquecem aquilo que os pais são, o que defendem, aquilo pelo qual lutam e, se por vezes, lhes tentam mostrar um outro lado, uma outra visão, não é porque estejam do contra, ou porque não gostem daquilo que somos ou fazemos, mas porque têm orgulho nesses pais, e querem que eles continuem a ser aquilo que sempre foram, e lhes transmitiram.