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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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As milagrosas pastilhas EUPHON!

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Estava eu na casa dos 20's, quando comecei a ter as primeiras afonias da minha curta existência.

E, digamos que, quando se tem que utilizar a voz em serviço, é complicado.

Telefones para atender, em que quem está do lado de lá não nos ouve, ou mesmo falar pessoalmente como se estivéssemos a contar um segredo, também não dá muito jeito.

Nessa altura, receitaram-me as pastilhas "Euphon" que, além de se parecerem e saberem a gomas, tinham um efeito bastante rápido e eficaz. Para bem da nossa voz, e mal da nossa gulodice, porque quanto mais tempo durasse, mais pastilhas marchavam!

 

Depois, deixei de ter esses episódios e, uns anos mais tarde, quando foi preciso, não havia à venda. Acabei por ter que levar outras. E nunca mais pensei no assunto.

 

No início deste ano, a minha filha começou a ficar rouca e chegou mesmo a quase perder a voz. 

Tinha um trabalho para apresentar dali a uns dias.

Fui à farmácia, e perguntei se tinham as milagrosas pastilhas "Euphon".

Para minha surpresa, e ainda bem, continuam a comercializá-las e levei para a minha filha.

Dois dias depois, tinha voltado ao normal.

 

Por isso, já sabem, se algum dia estiverem com afonia ou rouquidão, Euphon é a solução!

 

E por aí, já alguma vez experimentaram?

Deram-se bem com elas?

O Caminho da Felicidade, de Teresa Caetano

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Felicidade…

Algo que sentimos, que nos faz bem, que não sabemos bem definir, e não fazemos a mínima ideia onde encontrar.

Seria tão mais fácil se pudéssemos chegar ali ao mercado e pedir uns quilos de felicidade, como quem compra alimento quando tem fome, ou um medicamento quando está doente.

Mas não…

Algo tão precioso não poderia ser alcançado assim.

É preciso merecê-la, lutar por ela, tentar encontrá-la ou, simplesmente, estar aberto e disponível para a reconhecer, para a receber, para tirar o máximo partido dela.

 

O problema é que nem todos a vêem da mesma forma, com os mesmos olhos, pela mesma perspectiva.

E o que é a felicidade para uns, nem sempre o é para outros.

 

Eu acredito que é por as pessoas procurarem tanto e de forma tão “cega” aquele ideal de felicidade que construíram, aquela “forma” que imaginaram que, simplesmente, a felicidade pode estar mesmo ali à frente delas, e não a distinguirem naquele momento.

A felicidade é tida como algo tão grandioso e gigantesco, que se torna difícil acreditar que ela possa estar ali, em coisas tão pequenas e, aparentemente, insignificantes.

 

 

Para mim, não existe um caminho único para a felicidade.

Existem vários, uns maiores, outros mais pequenos, uns mais importantes, outros secundários, uns mais rectos, outros mais sinuosos, uns mais rápidos, outros mais demorados, que vamos percorrendo ao longo da vida, e que, juntos, complementando-se, nos levam lá, onde queremos estar, ao que queremos alcançar.

 

E custa ver as pessoas abdicarem de percorrer alguns desses caminhos, por considerarem que bastaria um deles, para chegar à felicidade com que sempre sonharam.

Ainda que, no momento, acreditem nisso, só mais tarde poderão perceber o quão enganadas estavam.

E, mais tarde, pode ser tarde demais…

 

 

Em "O Caminho da Felicidade", são-nos dadas três perspectivas diferentes do que seria o ideal de felicidade, de cada uma daquelas pessoas: a do amor, a da saúde e a do dinheiro.

Logo por aqui, a questão lógica seria "mas não se pode juntar as três"?

Por vezes é possível, outras nem tanto.

E, nesta história, Alice, Madalena e Luís fizeram as suas escolhas.

 

A que melhor compreendo e, provavelmente, quereria para mim, seria a da Alice. Penso que acaba por representar a vida dos meus pais, a forma como me criaram a mim e ao meu irmão. Nunca tivemos muito, mas nunca nos faltou nada, sobretudo, amor.

 

Já a Madalena, irritou-me profundamente. Apesar de tudo pelo que passou, ela não tinha que fazer daquilo que aconteceu com os outros, ou no passado, uma regra sem excepção para o presente. É que ela tinha ali a felicidade mesmo escarrapachada à sua frente, mas a teimosia, a crença "cega" de que apenas a saúde importava, fê-la perder a oportunidade de agarrar a felicidade, de a deixar fugir, e ser apanhada por outra.

De que adianta uma vida saudável, se for vivida sozinha. De que adianta ajudar tanta gente, se não se ajudar a si própria?

 

O Luís, fez a escolha mais lógica, tendo em conta o mundo em que cresceu. Afinal, é suposto o dinheiro comprar tudo. E, sejamos honestos, o dinheiro em si pode não ser sinónimo de felicidade e saúde, mas que ajuda, de diferentes formas, lá isso ajuda. E contribui para uma boa parte da felicidade, quando bem usado.

 

A personagem que mais me cativou foi a Maria.

Maria é uma mulher, filha de pais ricos, da chamada "alta sociedade". Seria de supor que Maria fosse uma mulher fútil, habituada a comprar tudo o que quisesse, habituada a um casamento de fachada, a manter a imagem da família perfeita.

Mas Maria é uma mulher que exige muito mais da vida. E que se preocupa com muito mais do que futilidades. Ela vai ser mãe e pai, de um filho que é rejeitado pela própria família por ser diferente, e vai fazer de tudo para proteger e apoiar o filho nas diferentes etapas, dificuldades e superações da sua vida.

 

 

O que mais me emocionou, e me fez derramar umas lágrimas (há algum tempo que um livro não me tocava assim), foi ver como algumas decisões tomadas impediram estas pessoas de ser mais felizes, a forma como ignoraram a chave para a sua felicidade e a deitaram fora, muitas vezes por puro orgulho, por teimosia, por não se predisporem a deixá-la entrar, como se não fossem merecedores dela, como se lhes pudesse fazer mais mal que bem.

Foi ver vidas adiadas por décadas e décadas, algumas com uma última oportunidade à sua espera. Outras, desperdiçadas para sempre.

Foi ver como a inflexibilidade, a frieza e a rigidez podem levar, muitas vezes, a que as pessoas fiquem sozinhas.

Como, por vezes, percebem tarde demais que erraram, e já não podem voltar atrás no tempo.

Porque a vida, e a felicidade, não esperam eternamente. 

E, no fundo, apesar de todas as decisões que tomaram, e escolhas que fizeram, acabaram juntos no mesmo sítio, unindo e interligando as suas histórias de vida.

Talvez as coisas tenham um momento certo para acontecer. Talvez tudo aconteça por uma razão. Talvez, por mais voltas que tenham dado, estivessem destinados a encontrar-se ali.

Onde tudo começou. E onde tudo, um dia, acabará.

Até lá, que possam continuar, ou começar, a ser verdadeiramente felizes, no tempo que ainda lhes resta.

 

 

Sinopse

 

"Alice, Madalena e Luís conhecem-se num lar da terceira idade e decidem contar as suas histórias de vida. Cada um deles defende que o caminho para a felicidade tem um objetivo diferente. Alice vive para o amor; Madalena tem como prioridade a saúde; Luís dá mais importância ao dinheiro.

Ao recordarem as suas experiências, entre os vinte e os oitenta anos, acabam por compreender qual o verdadeiro caminho para ser feliz.

Mais do que um turbilhão de emoções, este romance permite uma reflexão sobre as escolhas que fazemos durante a vida.

Qual será o caminho certo para a felicidade?"

 

 

 Autor: Teresa Caetano

Data de publicação: Novembro de 2019

Número de páginas: 305

ISBN: 978-989-52-7009-5

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT