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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sou, cada vez menos, uma boa ouvinte...

A diferença entre ouvir e escutar.

 

 

... quando isso significa ouvir, repetidamente, as mesmas coisas, as mesmas frases, as mesmas palavras, as mesmas queixas, os mesmos problemas, as mesmas lamentações, os mesmos planos que nunca passam da teoria à prática, as sucessivas mudanças de aspirações consoante o dia, as mesmas conversas que se fazem só porque sim, a constante necessidade de atenção.

Acho que essa pouca apetência para ouvir vem, a par com a falta de paciência, com o avançar da idade.

 

À primeira e, eventualmente, à segunda conversa, ainda consigo, realmente, ouvir, escutar e, eventualmente, aconselhar ou apoiar.

A partir daí, esqueçam. Ouvir o mesmo vezes sem conta, e ter que dar o feedback que esperam, outras tantas, não é para mim.

Às tantas, desligo, e já não estou a prestar atenção nenhuma. 

Por vezes, se me parece que a conversa está a ir pelo mesmo caminho, e tenho confiança com a pessoa em causa ainda alerto "outra vez isso" ou "já no outro dia falámos disso". Nem sempre a conversa iria parar ao mesmo, mas o meu sistema de alarme dispara logo.

Já com quem não tenho confiança, deixo apenas de prestar atenção.

 

E quanto mais insistem, menos paciência tenho, menos oiço, e menos vontade tenho de conversar.

Por exemplo, de há uns meses para cá, já nem sequer atendo o telemóvel a um tio meu, porque sei que, sempre que me liga, a conversa é sempre a mesma. Fico-me por uma mensagem, de vez em quando.

O meu marido até me diz: Porque é que não atendes? Ele não deve ter com quem falar.

E eu respondo: Não sou psicóloga! Uma pessoa fala uma, fala duas, fala três vezes, as coisas não mudam, o outro não quer saber do que dizemos, então corta-se.

 

Pode parecer muito radical, muito brusco, mas existem pessoas que abusam, que nos sugam toda a energia, que nos alteram de forma negativa a disposição e o humor.

Podemos até ajudar as primeiras vezes mas, depois, se não fizermos esse corte, estamo-nos a prejudicar mais, do que a ajudar os outros.

 

 

 

Pagar mais, por menos compras (em tempo de pandemia)

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Notei isso no mês passado, quando fiz as compras do mês.

Por comparação, houve muitas coisas que não comprei da última vez e, ainda assim, gastei mais do que o habitual. É um facto.

Mas esta constatação não basta para afirmar, automaticamente, que isto aconteceu porque o hipermercado onde vou fazer compras aumentou os preços dos seus produtos, aproveitando-se da época de pandemia que vivemos.

Não quer dizer que não o tenha feito, mas é preciso verificar, com alguma certeza, a que se deve esse valor a mais no final da conta.

 

Na minha opinião, e experiência pessoal (cada um terá a sua), existem pelo menos cinco factores a ter em conta:

1 - A inexistência dos produtos habituais - imaginando que comprava um determinado produto por um preço mas, não havendo esse, sou obrigada a levar outro, que é mais caro e isso irá refletir-se no valor total

2 - A inexistência de promoções - o facto de, actualmente, não haver promoções faz com que tenhamos que pagar o valor normal, o que vai sempre aumentar a conta, ainda que não tenha havido, propriamente, um aumento do preço do produto porque, fora das promoções, o preço seria o mesmo

3 - O aumento efectivo dos preços - que também os há, e não se pode negar, ainda que tenhamos que perceber se esse aumento ocorreu apenas agora, ou já vinha de outros meses 

4 - Comprar mais quantidades - o facto de comprarmos uma maior quantidade de um mesmo produto, com receio de que viesse a escassear, algo que não faríamos numa situação normal

5 - Menor orçamento familiar - o menor rendimento disponível que, eventualmente, possa dar a impressão de que ficamos com menos dinheiro depois das compras feitas, ou que não podemos trazer tudo porque o dinheiro que temos não é suficiente, e precisamos dele para o resto do mês

 

Ainda assim, numa breve comparação, entre os meses de Novembro, Fevereiro e Abril, e entre uma lista de cerca de 20 produtos exactamente iguais, houve 3 que aumentaram em Abril, 1 que baixou, e os restantes mantiveram os valores habituais.

Convém salientar que esta comparação, a ser feita, tem que ser em produtos iguais, e no mesmo hipermercado porque, como é óbvio, cada hipermercado pratica valores diferentes, tal como produtos de marcas diferentes, têm preços diferentes, e volumes ou quantidades diferentes, obrigam a custos diferentes.

 

Certamente que os hipermercados que já eram mais baratos, continuam a sê-lo e, numa época em que os rendimentos tendem a ser menores, acabam por compensar e obrigar as pessoas a ir ao mais barato.

Tal como produtos de marca branca continuarão a ter preços mais em conta, que os produtos de outras marcas tornando-se, cada vez mais, a melhor opção.

E, da mesma forma, mesmo entre hipermercados da mesma cadeia, em diferentes localidades, os preços variam, tal como em diferentes postos de comércio local, em diferentes regiões. Como tal, não se pode aceitar a experiência de uma determinada pessoa, como sendo a regra geral. 

 

No próximo sábado vou novamente fazer compras do mês e, aí, conseguirei ter uma melhor noção das divergências que possam haver nos preços, em relação ao mês passado.

 

E por aí, têm notado esse "aumento"?

Costumam comparar os preços dos produtos?

 

Caixas solidárias para quem mais precisa

 

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Hoje, a caminho do trabalho, deparei-me com esta caixa solidária!

Achei uma boa iniciativa. 

Não sei até que ponto funcionará. 

 

 

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Com pessoas sempre por ali a passar, até porque fica em frente a um restaurante, talvez haja uma certa inibição.

Mas espero que possa ajudar quem mais precisa, que quem pode possa deixar por lá algo para os que menos têm, e que quem tiver que se servir deixe também para o próximo.

 

 

Acabei de ver a quarta temporada de La Casa de Papel e...

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... que venha já o desfecho deste assalto ao Banco de Espanha porque duas temporadas à volta do mesmo, já começam a cansar, quanto mais três!

Se é para haver mais temporadas, que seja com novos planos, novos assaltos, novos recomeços, novas vidas, novas oportunidades.

 

Não é que esta temporada não tenha sido excelente, tal como as anteriores. Porque foi.

Todos eles começaram "na mó de baixo", desesperados, desnorteados, desestabilizados, desgastados, sem capacidade para pensar no que quer que fosse, com os nervos, a pressão, o fracasso, a derrota e a polícia a levarem a melhor.

Mas, uma vez "Professor", para sempre "Professor" e, com um empurrão daqui e outro dali, volta a surgir a motivação, volta a surgir a vontade de vencer a guerra, volta o raciocínio e a lógica, volta o brilhantismo e a genialidade a que já nos habituou, para tentar voltar a unir, e reunir, o grupo, e retirá-los do Banco de Espanha com vida.

Algo que, como já sabemos, não será possível para Nairobi.

 

É uma temporada que traz muitas surpresas, reviravoltas, emoções.

E se nós, público, mal ou bem, vamos conseguindo gerir ou deixar fluir estas últimas, para quem está  naquela situação, a empreender um plano daqueles e gerir um assalto, ao mesmo tempo que se deixa levar pelas emoções, é muito mais complicado.

Pode ser, como se costuma dizer "a morte do artista". Pode deitar tudo a perder. Pode levar a não ter a lucidez e a frieza necessária, ou a calma e compreensão que são exigidas.

 

Relativamente às personagens, tendo visto, pelo meio, a Zulema de Vis a Vis, é difícil não compará-la a Alicia Sierra porque, à excepção de uma gravidez e um penteado diferente, ambas são muito parecidas.

E adorei vê-la nas cenas finais de La Casa de Papel, sobretudo, quando despe a pele de inspectora, e passa a foragida, mas ainda com trunfos na manga.

 

Quanto ao Arturo, adorava que o governador o pusesse de uma vez nos eixos. É tão fácil odiar esta personagem que nos enoja, revolta, irrita, mexe com o sistema nervoso, que acho que qualquer um de nós, se pudesse, já o tinha posto fora de cena, se pudesse.

E foi tão bem merecida aquela raiva animalesca do Denver!

 

Destaco ainda a caricata turma de mineiros que chega quase no final da temporada, para dar seguimento ao plano Paris. Tal como o infiltrado Juanito.

 

E, como não poderia deixar de ser, a personagem Marselha que, nesta temporada, esteve sempre lá, onde era preciso, para tentar de todas as formas salvar o que restava do plano junto com o Professor, e voltar a pôr tudo nos eixos, enfrentando touros ou até uma dificuldade linguística, logo ele que fala uma dúzia de línguas!

 

O último episódio mostra que ainda há muito a fazer, deixa muitas situações em aberto e, sobretudo, a cena final, pode originar vários cenários na próxima temporada.

Por isso, vamos lá acabar com o assalto de uma vez por todas.

Por mim, pelo público, por eles e, acima de tudo, pela Nairobi!

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