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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Remar contra a maré"

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Durante vários dias de viagem:

- O barco tem um furo.

- Tapamo-lo. Não há-de causar grande estrago.

 

- Está demasiado vento. Vai desviar o barco.

- Juntos talvez consigamos contornar.

 

- O remo partiu-se. Assim nunca mais lá chegamos.

- Remamos com o que temos. Demora mais, mas havemos de lá chegar.

 

- Com esta tempestade é impossível seguir em frente.

- Ficar no meio dela também não é solução.

 

- As provisões estão a acabar. Qualquer dia não temos o que comer ou beber.

- Economizamos. Poupamos até chegar ao destino.

 

- Já não remas com tanta força como antes. À velocidade a que vamos, o mais certo é o barco ir ao fundo antes da chegada. 

- Sim, é verdade. estou mais cansada. Mas nem por isso paro.

 

- Assim não dá, o barco está a deixar entrar água por todo o lado. Não vale a pena consertar de um lado, se se estraga do outro. Vai acabar por afundar.

- Tens razão. Desisto. É melhor deixar o barco afundar!

 

Alguns minutos depois:

- Não era isso que eu queria dizer. Não quero que o barco afunde.

- Pois, mas de tanto o dizeres, começo a concordar contigo. Não vale a pena "remar contra a maré".