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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Reabilitação e reinserção social

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Estão interligadas.

Embora se possam manifestar com resultados diferentes.

Será muito difícil existir reinserção, se não houver, antes, a reabilitação. A reabilitação será sempre a primeira etapa.

Se as pessoas tiverem passado essa etapa com sucesso, segue-se a reinserção. Que é mais difícil, e nem sempre acontece. Ainda que a taxa de reabilitação seja elevada, o mesmo poderá não vir a acontecer com a reinserção, muito por conta da desconfiança, do estigma, da falta de integração dessas pessoas.

E, então, pode-se dar o caso de a baixa taxa de reinserção, levá-las a retroceder, e voltar a reincidir, destruindo todo o processo de reabilitação pelo qual já tinham passado, e ultrapassado.

Se não se mudar a equação assistiremos, cada vez mais, a pessoas que preferem nem sequer passar por estas etapas, porque perdem a fé na aceitação da sociedade, ao seu esforço por se tornarem melhores, concluindo que não vale a pena e, portanto, mais vale continuarem à margem, da forma que lhes for mais vantajosa, e menos humilhante.

Dezanove Minutos, de Jodi Picoult

Dezanove Minutos

 

Confesso que o início do livro foi um pouco confuso, e não me entusiasmou muito.

Muita informação "solta", muitas personagens, diversos acontecimentos, e pouca ligação entre tudo.

Mas, depois, melhora. 

E faz-nos reflectir. Muito!

 

É uma história sobre relações. 

Relações amorosas. 

Relações entre pais e filhos.

Relações de amizade.

 

É uma história sobre a realidade.

Sobre impotência.

 

É uma história sobre amizades que se desfazem.

Sobre comparações e expectativas.

Sobre escolhas.

Sobre ausências.

Sobre autopreservação.

Sobre bullying, e humilhação.

Sobre relações abusivas.

 

E dezanove minutos, o tempo que Peter levou a libertar o que foi guardando ao longo de 17 anos.

O tempo que demorou a destruir a vida de tantas pessoas, quando a sua já estava em cacos há muito tempo.

O tempo necessário para abrir os olhos, a quem sempre preferiu fechá-los. 

O tempo necessário para, finalmente, fazer-se ouvir. Vingar-se. Fazer justiça. 

E pôr fim ao sofrimento.

 

No final, resta a lembrança.

Porque, como diz Alex "Uma coisa ainda existe desde que haja alguém para a lembrar".

A saga da compra de uma calculadora gráfica

CASIO Calculadora Gráfica FX-9860GIII, 8 Linhas, 21 Dígitos, Cinzento -  645549 em staples.pt.

A negação:

- Pode ser que seja das pilhas. 

Substituímos as pilhas. Melhorou um pouco, mas não ficou boa.

Estamos a pouco mais de um mês do ano lectivo. Não me apetecia estar a gastar cerca de 100 euros por uma calculadora que ela nunca mais vai usar na vida.

 

A constatação:

- Mãe, a calculadora está cada vez pior. Vais ter que comprar outra.

 

A tentativa de desenrasque:

- Na escola não emprestam calculadoras?

- Há na biblioteca, mas estão sempre esgotadas. E pode calhar uma Texas, e eu não sei trabalhar com essas. Ela usa a Casio.

 

A busca:

Na Fnac - esgotada

Na Worten - esgotada

E aqui tenho que dizer que liguei para a Worten de Mafra, e me atendeu uma funcionária que me deu informações erradas, ao dizer que as calculadoras gráficas eram para a universidade, e do 10º ao 12º ano eram científicas. Não é assim. A minha filha usa uma calculadora gráfica, no 10º e 11º ano. 

Disse que podia fazer encomenda, porque não tinha na loja, e que me ligaria em seguida. Até hoje estou à espera. 

Na Aquario - Fiz um registo na loja mas, vá-se lá entender porquê, achei que não enviavam pelo correio, que só faziam entrega nas lojas, e eram em Braga e no Porto. Desisti.

 

Na Inforeco - Estava disponível e com entrega entre 1 e 3 dias. Encomendei. Saiu-me mais cara que a que tinha comprado no 10º ano. Paguei no dia seguinte. 

Na segunda-feira, ligaram para o meu pai a dizer que havia um problema, mas ele não percebeu bem o que era e deu o meu contacto, para falarem directamente comigo.

Só depois me lembrei que, no momento de registo, era obrigatório colocar um número fixo, e dei o dos meus pais porque na nossa casa nunca está ninguém.

Mas tinham o meu telemóvel na ficha. Podiam ter-me ligado.

 

Na terça-feira, como ninguém me disse nada, entrei em contacto com a loja por chat. Disseram que iam averiguar e que alguém me ligaria. À hora de almoço, sem qualquer chamada, liguei para a loja. Tinha que ser com o departamento comercial, mas naquele momento não estava. Ligariam à tarde. Mas já me tinham ligado na 2ª feira. Disse-lhes que não podia ser, porque não tinha nenhuma chamada, nem mesmo anónimo.

Quando chego do almoço, tenho um email a informar que a calculadora foi descontinuada e, por isso, não poderiam satisfazer o meu pedido, porque não tinham mais nenhuma em stock. A alternativa era encomendar o modelo substituto, e ficava pelo mesmo valor, comprar uma outra, com desconto, da mesma marca, comprar uma Texas, ou devolverem o dinheiro, e começar a saga da procura novamente que, sabendo agora que estava esgotada, e com o tempo a apertar, seria muito difícil.

Perguntei à minha filha o que queria fazer. Disse para mandar vir o modelo substituto.

Entretanto, como ainda não tinha respondido, ligaram-me. E pediram desculpa pelo engano porque a tentativa de contacto anterior tinha sido feita para um número errado. Embora na minha ficha tivessem o certo, não se deram ao trabalho de ir lá ver.

Quase me arrependi de ter optado por essa opção porque, entretanto, me responderam da Aquario a dizer que tinham um modelo antigo ainda disponível na loja de Braga, que poderiam enviar de imediato, e mais barato. 

 

Quinta-feira, ligo para saber em que estado estava a encomenda. Era suposto enviarem na quarta, e chegar cá na quinta.

Mas, afinal, tinha havido um atraso. Estavam a contar recebê-la na quinta, e enviar para cá estar na sexta. Ficaram com uma nota para ligar assim que a recebessem na loja. Até agora estou à espera.

Ao final da tarde de quinta, recebo a factura, onde vem a hora de expedição.

Mas estava em meu nome, e com o meu número de contribuinte. Quando, no formulário da encomenda, escrevi em observações que era para ser passada em nome e no contribuinte da minha filha.

Envio email a pedir a correção, que fizeram.

 

E eis que, finalmente, na sexta, a dita chegou!  

 

Dia da Mãe?

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É aquele em que descobrimos que temos uma parte de nós a crescer cá dentro
 
É aquele em que trazemos os filhos a este mundo de loucos
 
É aquele em que assistimos às suas primeiras conquistas, e derrotas
 
É aqueles em que celebramos as suas alegrias, e consolamos nas suas tristezas
 
É aquele em que nos mimam, e aquele em que nos põem os nervos em franja
 
É aquele em que os mimamos, e aquele em que nos chateamos com eles
 
É aquele em que os protegemos, e o que os soltamos para voar por si
 
É aquele em que sentimos saudades deles, e aquele em que nos dá vontade de os mandar dar uma curva
 
É aquele em que eles nos querem por perto, e aquele em que nos trocam pelos amigos
 
É aquele em que precisam de nós, e aquele em que precisamos deles
 
É aquele em que somos filhos, e aquele em que somos mães
 
Dia da Mãe é todos os dias
 
E, por isso, também é hoje!

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