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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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A saga das análises clínicas

Internalização de análises clínicas – SNS

 

Há anos que faço as minhas análises no mesmo laboratório, e nunca tive qualquer problema.

Até que a clínica fechou.

Abriu uma outra, mais perto de casa, o que agradeci, mas o laboratório mudou.

 

Estas foram as primeiras análises que ali fiz. A minha filha já lá tinha feito, mas não eu.

Levei as credenciais e tiraram-me o sangue da praxe, para as mesmas.

Dois tubinhos.

Já aqui referi que a técnica parecia uma matraca, sem se calar um minuto, desde que entrei, até sair.

E, por vezes, conversa a mais dá asneira.

 

No dia seguinte, ligaram-me a perguntar se poderia lá passar para tirar mais sangue, porque uma das análises tinha ficado por fazer. Mas poderia ir a qualquer hora, porque já não era necessário jejum.

Disse que lá passaria à hora de almoço, e assim fiz.

A técnica do dia anterior tinha ido almoçar. A outra, não sei se estaria ocupada, mas só ao fim de 15 minutos é que me chamou.

Pelo menos é mais calma.

Estava ela a preparar tudo quando chega a do dia anterior. Já vinha tarde.

E lá se foi mais um braço picado, e um tubinho de sangue.

 

Para compensar, nessa mesma tarde enviaram-me os resultados, que reencaminhei para a médica de família.

No dia seguinte, ligou-me a médica a dizer que o laboratório se tinha esquecido de enviar o resultado de uma das análises pedidas! 

 

Lá entrei em contacto com a clínica e, ao fim de duas chamadas e um email, lá enviaram o resultado em falta.

Demoraram tanto que até pensei que me iriam pedir mais sangue!

Para primeira vez, esta experiência deixou muito a desejar.

 

 

 

Pode/ deve a inteligência artificial substituir a inteligência humana no futuro?

Inteligência-artificial-para-vendas-o-que-signifi

 

Na escola da minha filha, na disciplina de filosofia, tanto no 10º como no 11º ano, os alunos tiveram que fazer um ensaio filosófico, sobre um dos temas propostos.

O ano passado, ela escolheu a eutanásia. Este ano, a inteligência artificial.

 

A questão que ela formulou foi esta: 

"Pode/ deve a inteligência artificial substituir a inteligência humana no futuro?"

 

Até que ponto a inteligência artificial pode (ou deve) substituir ou, até, suplantar, a inteligência humana no futuro?

Será esse o cenário mais desejável e o principal objetivo para o qual foi criada e está, desde então, a ser desenvolvida e aperfeiçoada, ou apenas como instrumento de apoio?

 

Sendo uma ferramenta já usada por nós em inúmeras situações, à semelhança de outras ferramentas e instrumentos à disposição do ser humano, pode ser usada para o bem, mas também para o mal, tendo vindo a suscitar diversas preocupações, nomeadamente a nível ético e moral, e como possível ameaça para a humanidade.

 

Por exemplo, numa empresa que está a recrutar funcionários, usando a inteligência artificial, analisando as últimas contratações feitas, apenas a pessoas de raça branca, ou apenas a homens, esta pode seguir esse critério, discriminando qualquer outro candidato que não corresponda a esse critério.

Da mesma forma, será de esperar que um veículo de condução autónoma, quando confrontado com o dilema de salvar o condutor do veículo, ou as pessoas que se encontram no seu caminho, optará pelo primeiro, enquanto se a decisão fosse tomada pelo condutor, provavelmente, ele optaria pela segunda opção.

Da mesma forma, a inteligência artificial pode considerar que seria uma decisão ética eliminar qualquer ser humano que desrespeite o planeta e o ambiente, tornando-se uma ameaça para a espécie humana.

 

Assim, o mais importante é garantir, sempre, a intervenção humana, complementarmente à tecnologia, nomeadamente no que à ética diz respeito, estabelecendo regulamentação, através de diferentes profissionais e abordagens, que confiram liberdade ao desenvolvimento da inteligência artificial, mas preservando e protegendo o ser humano.

Promovendo uma coexistência equilibrada e complementar entre a inteligência humana e a inteligência artificial, e nunca a substituição de uma, pela outra.