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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A famosa Torta de Laranja do Marco Costa

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Esta semana, um cliente ligou para o escritório para saber se podia lá ir.

Disseram-lhe que eu estava de férias.

Ainda assim, o senhor insistiu que tinha uma coisa para me dar, e que tinha medo que se estragasse. 

Então, combinei ir lá ter com ele.

 

 

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Chegada ao local combinado, o cliente, como estava com pressa, deu-me a caixa para a mão.

Agradeci, mas nem cheguei a abrir.

Ainda fui a umas lojas, com a caixa na mão, até que cheguei ao escritório, e abrimos lá.

Totó, nem reparei no que dizia a caixa. Só ao abrir é que percebi o que era, e de onde vinha: a famosa Torta de Laranja, do Marco Costa!

 

Toda a gente gostou, e já só resta um pedacinho.

Até porque não convém deixar estragar!

 

O verão que já não o é...

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A cada ano que passa, dou menos por ele.

Parece que já não é o mesmo.

Que já não vem com a mesma alegria, com a mesma garra, com a mesma força.

Que cada vez é mais curto, ainda que tenha a mesma duração.

 

Os dias parecem mais pequenos que antes.

Se calhar, sempre foram, já que começam a encolher com a sua chegada. 

Mas não parecia.

Não antes.

Quando, às oito da noite, ainda estávamos a sair, com pena da praia.

Quando, quase às dez da noite, ainda era dia.

Ainda dava vontade de sair à rua.

Ainda não apetecia dormir.

 

O verão, que parece já não o ser, cheira a um outono antecipado.

Em que uma pessoa chega ao final do dia encasacada.

Com vontade de se enroscar nas mantas.

A evitar sair, e ter que vestir camisolas quentes que já não deveria usar, nesta altura.

 

Sinto que o verão ainda agora chegou, e já se está a despedir, quando ainda falta mais de metade dos dias para se ir embora.

Será que ficou retido algures, e enviaram um farsante no seu lugar?

Será que o verão está, realmente, diferente de outros tempos?

Ou será que fui eu que mudei, e não o vejo com os mesmos olhos?

 

A verdade é que não foi por este verão que eu me apaixonei...

Mas é este verão, que vem ao de leve, que só um dia ou outro parece ganhar fôlego para se fazer sentir, e logo se vai, que tem marcado presença nos últimos anos.

Um verão cansado, desnorteado, sem rumo.

Um verão que já não traz magia, nem romance, nem aventura.

Um verão murcho, e sem sal.

Um verão que se limita a cumprir o calendário, mas não convence.

Lentes de contacto dentárias? Sim, existem!

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Uma pessoa está sempre a aprender.

Hoje fiquei a saber que existem lentes de contacto dentárias!

 

Uma lente de contacto dentária é uma lâmina fina, de porcelana ou de resina, que é colada na parte da frente do dente, com função estética, permitindo “esconder” pequenas alterações de cor (dentes amarelos, manchas, descolorações ou escurecimento do esmalte) ou corrigir pequenos defeitos dentários (modificação da forma dos dentes), desde que não sejam muito acentuados.

O preço médio em Portugal pode variar entre 400 e 550 euros, no caso de serem confecionadas em cerâmica, e de 200 a 300 euros, caso sejam confecionadas em acrílico (valores por dente).

Só para ricos, portanto!

"Culpa Minha", "Culpa Tua", "Culpa Nossa", de Mercedes Ron

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Primeiro, vi o filme "Culpa Mia".

Depois, fui pesquisar mais, e descobri que era baseado num romance de Mercedes Ron, e que consistia numa trilogia, sendo este, inspirado no primeiro livro.

Quando vi o trailer, pensei: é mais um filme de romance, em que a rapariga se apaixona pelo playboy, depois de quase não se poderem ver à frente. Nem me lembrava mais, até que o meu marido começou a ver, e eu acabei por ver também.

Foi uma boa surpresa porque, para além do romance, há uma outra história, um passado que Noah quer deixar para trás, mas que volta para se tornar, novamente, o seu pior pesadelo.

Raffaela, mãe de Noah, vai morar com William, pai de Nick e, apesar de apenas se tornarem "irmãos por afinidade", a verdade é que os pais os veem como se fossem irmãos, e isso será o primeiro entrave à sua relação.

O segundo entrave, são os fantasmas do passado de Noah e Nick.

Porque a forma que Nick encontrou de combater o seu trauma, é aquilo que mais recorda a Noah, o seu próprio trauma.

Foi um filme que se viu bem, e que deixa aquela vontade de saber mais sobre o que irá acontecer com eles.

Como ainda não há previsão de quando, ou se, sairão os filmes seguintes, decidi ler os livros.

 

 

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"Culpa Tuya" é aquele livro que preferia não ter lido.

Não que não seja bom. Mas é muito repetitivo, e tóxico.

É tudo aquilo que não se deve aceitar, permitir, banalizar, romantizar.

O refúgio na bebida (e nas drogas) como escape para qualquer situação menos boa.

A obsessão, o controlo e o sentimento de posse, disfarçado de paixão ou amor.

A química e o sexo como únicos elos na relação que, fora isso, parece não ter pernas para andar.

O constante magoar e desculpar mútuo, que aumenta a cada dia. A falta de confiança.

É certo que Nick não teve o melhor exemplo em casa, viu coisas que não deveria ter visto, mas isso não justifica tudo. 

E, neste livro, ele é aquela pessoa tóxica, de quem, qualquer mulher, deve manter distância, se não se quiser anular e afundar.

Se quiser ter uma voz activa na sua própria vida, e tomar as suas próprias decisões.

Depois, há todo um desenrolar da história paralela, de Rafaella e William, que não é bem aquilo que nos deram a entender no filme e que, de certa forma, terá um impacto nas vidas de Nick e Noah.

 

 

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"Culpa Nuestra" mostra-nos um Nick radical, frio, vingativo, cruel mas, igualmente, obsessivo e controlador, do género "não te quero, mas não serás de mais ninguém".

E uma Noah que está tão dependente que, apesar de tentar seguir com a sua vida, por várias vezes, se humilha perante Nick, acabando por sofrer ainda mais.

No entanto, a terceira parte da história recupera algum do suspense, presente na primeira parte, e consegue fazer-nos recuperar o interesse pela mesma.

Apesar da diferença de idades entre ambos, cada um deles tem que ganhar maturidade, aprender que há que fazer cedências de parte a parte, que o amor é algo diferente daquilo que pensam, e que ninguém é feliz não houver confiança, partilha, e perdão.

 

 

Os dois primeiros livros já estão disponíveis, em português.

O filme pode ser visto no Prime Video.