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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"O Divórcio Perfeito", de Jeneva Rose

 

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Tendo lido "O Casamento Perfeito", não poderia deixar de ler esta continuação, agora em modo "O Divórcio Perfeito"!

E, embora tenha sido um bocadinho mais forçado, não defraudou as expectativas, estando ao mesmo nível do primeiro, apenas com um pouco menos de surpresa.

Até porque já sabemos aquilo de que Sarah é capaz.

 

As coisas até podem ser diferentes desta vez porque, ao contrário de Adam, Bob sabe com que mulher está a lidar, e parece estar munido para o combate.

A determinado momento, parece que Sarah fica ali um pouco abalada, talvez receando ter um adversário a altura, que a faça perder tudo o que conquistou. Que use, contra ela, o mesmo tipo de armas que ela usou no passado, para se livrar do marido.

Mas, lá está, é Sarah Morgan. Por isso, a história pode dar muitas voltas!

 

Sinopse:

"Passaram onze anos desde que Sarah Morgan defendeu o marido, Adam, contra a acusação de homicídio da sua amante. Sarah seguiu em frente, começando uma família com o novo marido, Bob Miller, e mudando de carreira. A sua vida voltou a ser exatamente como sempre quis… ou será que não?

Depois de descobrir que Bob teve um caso de uma noite, Sarah não perde tempo e pede o divórcio. No entanto, durante a separação, novas provas de ADN são descobertas no processo contra Adam, obrigando a polícia a reabrir a investigação, e tornando novamente Sarah o centro das atenções.

Quando a mulher com quem Bob dormiu é dada como desaparecida, inicia-se o jogo arriscado do gato e do rato. Com as surpresas e as reviravoltas características de Jeneva Rose, este thriller deixa os leitores a questionarem-se: será que Bob e Sarah conseguirão alcançar o divórcio perfeito? Ou será “até que a morte nos separe”?"

O nosso corpo conta histórias

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Dizem que a pele tem memória.

Absorve e regista tudo, para mais tarde "apresentar a conta". 

Para nos "castigar", da mesma forma que, um dia, a castigámos.

Mas não será só a pele.

 

O nosso corpo também a tem.

Uma memória, em ambos os casos, a longo prazo.

Daquelas que, quando já nem sequer nos lembramos do que fizemos há anos ou décadas, nos apresenta, como se nos colocasse à frente a nossa vida em fotografias, os episódios que deram origem às nossas marcas, cicatrizes, e maleitas. 

 

No fundo, o nosso corpo, e a nossa pele, contam histórias, como um livro.

Histórias de aventuras, de erros, de brincadeiras, de acidentes.

Histórias de decisões precipitadas ou impulsivas, sonhadoras ou românticas.

Histórias da infância, da adolescência e da vida adulta.

 

Um corpo sem história, é um corpo que nunca viveu.

Como um boneco que permaneceu, intocável, dentro da embalagem. 

Se nos arrendemos de algumas dessas histórias? Talvez...

Talvez as pudéssemos ter evitado, ou escrito de outra forma.

 

Ou, talvez, todas elas fossem necessárias à nossa aprendizagem nesta vida.

Certo é que, queiramos ou não, fazem agora parte de nós. 

Como uma impressão digital, ou o ADN, são únicas. 

E lembram-nos que tudo tem uma consequência mas que, talvez, também tudo tenha tido uma razão para acontecer.

 

 

"A Irmã Errada", de Claire Douglas

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Soube a pouco.

A história até começa com uma boa dose de mistério, e vai-nos mantendo presos para saber o que aconteceu.

E, sobretudo, leva-nos a crer que há alguém que quer roubar a vida de uma das irmãs. 

A pergunta é: porquê Tasha? Porque é que deveria ter sido esta a vítima, e não a irmã, Alice?

O enredo desenvolve-se, dando a entender que a "vingadora" é uma terceira irmã. A irmã que, em bebé, foi raptada.

Mas... Porque quereria ela fazer mal à irmã? E porquê, especificamente, àquela irmã?

 

Por outro lado, a verdade é que também em Veneza onde, no lugar de Alice e Kyle, estão agora Tasha e Aaron, também eles foram atacados, sem saber o motivo, acreditando que os confundiram com o outro casal.

Poderão os ataques estar relacionados?

Nesse caso, a Alice seria a irmã certa. Ou não.

Afinal, ela só poderia estar num lugar. Logo, não iam atacar as duas, na mesma noite, achando que eram a mesma pessoa.

Então, qual o sentido do bilhete?

 

E depois, lá mais para o fim, associo mais o título do livro a outras personagens, ou a outro contexto, do que, literalmente, às irmãs Alice e Tasha.

Tem a tão aguardada surpresa, as confissões inesperadas, e percebemos que tudo foi a soma de várias partes que nada tinham em comum entre elas, e não uma única que se desdobrou em várias.

Ficam as questões: 

O que somos capazes de fazer para proteger quem amamos?

O que somos capazes de fazer para nos protegermos a nós mesmos?

 

Sinopse:

"Duas irmãs tão diferentes, mas que se conhecem desde sempre. Ou será que não?

Tasha e Alice são irmãs, mas têm vidas completamente diferentes. Alice é uma bioquímica de sucesso e é casada com Kyle, um homem rico e charmoso, com quem viaja pelo mundo. Tasha, por outro lado, sente-se invisível. É casada com Aaron, mecânico, e vive uma vida simples com as suas filhas gémeas.
Quando Alice percebe que Tasha está a passar por várias dificuldades e que precisa de uma pausa, sugere que troquem de vida durante uma semana. Alice e Kyle irão ficar na casa de Tasha para cuidar das crianças, enquanto Tasha e Aaron passam a semana no apartamento de férias que a irmã e o cunhado têm em Veneza.
Alguns dias depois, o improvável acontece. Tasha recebe uma chamada a informar que Alice está no hospital e que Kyle morreu na sequência de um assalto. A polícia suspeita de que se terá tratado de uma tentativa de roubo que correu mal… Até que chega um bilhete para Tasha. São poucas palavras, escritas em maiúsculas: «Devias ter sido tu.»
Quem estava lá naquela noite? Seria Tasha realmente o alvo? Conseguirá ela resolver este mistério e encontrar as respostas de que precisa? Ou estará prestes a descobrir algo ainda mais sinistro? Está pronto para descobrir a verdade?
O novo thriller psicológico da autora bestseller Claire Douglas."

Seguir em frente

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É das coisas que mais nos dizem: que devemos seguir em frente.

A verdade é que a vida segue. E nós seguimos.

O que assusta, é a facilidade e a naturalidade com que, por vezes, o fazemos.

Sim, é o que é suposto. E sim, é o que quereriam que fizéssemos.

Seguir em frente e continuar a viver, já que ainda temos esse privilégio, é um sinal de que estamos bem.

Que não ficámos parados no tempo, nas situações e nas circunstâncias. 

É sinal que ultrapassámos a dor e a tristeza, e aceitámos os acontecimentos.

Como li algures: "a fase do luto termina quando a dor e a tristeza dão lugar às boas memórias".

 

Vai fazer quatro anos que a minha mãe morreu. 

Fez cinco meses que o meu pai se foi.

E, no dia a dia, quase nem me lembro disso.

Parece que já foi há muito mais tempo.

Como é que nos acostumamos tão facilmente à ausência das pessoas que faziam, diariamente, parte da nossa vida?

 

Mas, depois, ouvi esta frase e fez todo o sentido: 

"A dor nunca te atinge de frente. É circular. Atinge-nos quando menos esperamos."

E é isso!

Do nada, sem que estejamos à espera, as mais pequenas coisas despoletam memórias. Despertam sentimentos.

Recordam-nos que não é uma questão de nos termos habituado à ausência, como se há muito não fizessem parte da nossa vida.

Não é uma questão de as estarmos a esquecer.

É apenas algo natural. É a nossa mente a dizer-nos que não podemos estar em estado permanente de dor e tristeza e, por isso, nos faz seguir em frente, distraindo-nos todos os dias.

É a dor a andar ali em círculos, à nossa volta, sem nos darmos conta.

 

E, depois, sem nos apercebermos, ela atinge-nos.

Só para nos mostrar que não se foi de vez. 

Mas que não pode estar ali permanentemente.

Porque também temos coisas boas para viver.

E não devemos sentir qualquer culpa por isso.

 

Instantes

(1 Foto, 1 Texto #94)

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Dura apenas uns segundos, ou uns minutos, mas é quanto basta.

Aquele momento em que o vento faz uma pausa, as árvores nos protegem, o silêncio nos acalma, e aquele piscar de olhos do sol, antes de desaparecer, nos conforta. 

Quando o tempo para, e nós paramos com ele, nesse momento de paz.

Um instante... mas a vida é feita de instantes!

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

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