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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Vida de abelha

(1 Foto, 1 Texto #92)

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Esta vida de abelha

a trabalhar de sol a sol

chego depressa a velha

de volta do girassol

 

E, quem diz girassol, outras flores

que visito sem parar

campos de todas as cores

sem tempo para descansar

 

Umas vezes acompanhada

outras tantas, solitária

não importa estar cansada

é uma tarefa necessária

 

Hoje estou amuada

não quero olhar para ninguém

escusas de vir animada

viro-te o rabo também!

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

 

Anticorpos

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Da mesma forma que o nosso corpo produz anticorpos, como mecanismos de defesa do nosso sistema imunitário, contra vírus e bactérias, ou quaisquer outros agentes invasores que o querem destruir, também nós os criamos, a nível mental e emocional, para nos protegermos daquilo que nos pode fazer mal.

 

Só que, esses, vão formando camada em cima de camada.

Vão tecendo uma capa que fica cada vez mais resistente.

Que fica cada vez mais dicífil de despir.

 

Da mesma forma que, por vezes, esses anticorpos acabam por atacar células saudáveis que o nosso corpo identifica, por engano, como nocivas ou uma ameaça, também nós, com a nossa capa e os nossos anticorpos atacamo-nos, muitas vezes,  a nós mesmos.

Não distinguimos o que é bom, do que é mau, e protegemo-nos de tudo, atacando tudo.

 

E, no fim, se calhar, acabamos por ficar doentes, na mesma.

Tudo em nós se ressente, porque nada está a funcionar como deveria. 

Porque estamos tão determinados a nos defendermos de tudo e todos, que essa determinação acaba por nos toldar o pensamento, e condicionar a vida.

Não experimentamos as desilusões e as tristezas, mas também não vivemos a alegria, e os momentos felizes.

É aquela velha máxima de "não morremos da doença, morremos da cura"!